O Jogo
O jogo começou com um minuto de silêncio pelo falecimento da filha de Café, que teve um ataque cardíaco logo após o seu nascimento. Os jogadores entraram em quadra um pouco abalados e pode ter prejudicado o seu rendimento durante a partida.
A partida começou, e passados cinco minutos de jogo, o Perphorma estava 10 pontos atrás do placar. Com a ajuda do camisa oito, Douglas Mota, e uma bela cesta de três pontos feita por João Costa, o time foi se reerguendo. Porém, com Roger Vianna, que marcou 10 pontos, o Salgueiro havia vencido a primeira batalha: 18 a 12. Porém, a virada vem aos cinco minutos do segundo período: 19 a 18, Perphorma.
O time do Salgueiro parou. Ficou mais da metade do quarto sem pontuar, enquanto o Perphorma tinha convertido 11 pontos. Com parcial de 15 a 3 no segundo quarto, ficou claro que o time do Salgueiro voltou do intervalo desequilibrado. Marco, técnico, disse que o time entrou bem mas se acomodou, entrou na zona de conforto. "Basquetebol não existe zona de conforto, você tem que estar do primeiro ao último quarto sem descansar", completa Marco.
Perphorma cresceu muito no jogo, e mesmo que o Salgueiro tenha se recuperado no terceiro quarto, a diferença grande se mantém por causa de uma equipe rápida, ágil e bem preparada, bem distribuída. Um jogador de total importância para a vitória foi Douglas, que jogou com a camisa oito. O cestinha da partida, que também disputa a Liga B pelo Escobase, fez 24 pontos e converteu quase todos os lances livres.
Ao fim da semifinal, Marcello Berro, o atual técnico do Perphorma, falou sobre a postura do time durante o primeiro quarto. Segundo Berro, o time quis saber em que terreno estava pisando primeiro, analisando o time adversário. "Depois do primeiro quarto a gente conseguiu fazer o jogo, imprimir o ritmo de jogo que é nossa característica" , disse o técnico.
Será um "duelo de opostos"
Falta apenas um jogo para ser definido o campeão da Copa, que teve início no dia 23 de março. O time do técnico Berro venceu ontem e vai à final contra o Tijuca, no dia 26 de maio. Ao falar sobre o jogo mais difícil até aqui, Berro declara: vai ser um duelo da experiência contra a juventude. "O time do tijuca é um time juvenil, um time que treina todo dia, buscando um lugar ao sol, uma vaga na NBB ou alguma coisa assim. E o nosso é o contrário.", enfatizou. E é mesmo. Alguns jogadores já jogaram profissionalmente e disputaram a NBB anos atrás. Agora ganham a vida de outra forma, mas, como Marcello destacou, "ainda têm muito a dar pelo basquete".
Douglas concorda com o treinador. Ele acha que se fizerem um jogo mais calmo, dá pra ter vantagem no corpo e na experiência, mas "se deixar ser correria, o Tijuca tem maior favoritismo". Diante disso, Berro esclarece: "Vamos tentar fazer um jogo mais lento e físico dentro do garrafão. E o Tijuca vai tentar correr e fazer um jogo de contra ataques. Vai ser um duelo de opostos."