Antes de mais nada, esse é um texto com a minha opinião pessoal sobre essa equipe.
Se você veio até aqui achando que a história do Kobras Basketball foi toda perfeita, porque ganhou o ano passado e conquistou o bicampeonato esse ano. Você veio ao lugar errado.
A trajetória do Kobras, foi tudo, menos perfeita.
Sim, a equipe conquistou o título ano passado e veio para essa temporada com uma grande moral. Já que além da boa equipe do ano passado, o time tinha se reforçado. Tinha tudo para o Kobras ter um ano perfeito dentro e fora das quadras.
Mas o choque de realidade e o prenuncio do que seria o ano da equipe comandada por Binato e companhia, aconteceu logo no primeiro jogo da temporada. O time estreou no Campeonato Estadual Amador enfrentando o Club Municipal, quem diria que eles iram se reencontrar mais tarde né? Na ocasião, o time perdeu na estreia e viu que essa temporada não seria tão fácil.
A partir desse início, o Kobras fez uma temporada regular de altos e baixos. Conseguia vencer os adversários, mas não era o Kobras que a pessoas conheciam. Aquela magia que o time mostrou na temporada passada, aparecia em pequenos relances na partida.
Além dessa inconsistência em quadra, problemas extra quadra foram afetando a equipe. Saída do seu grande comandante (Renan Pimentel) para ser assistente técnico no Campo Mourão (NBB) e outros problemas que não é válido eu citar aqui. Mas poucos sabem o que esses jogadores passaram.
Talvez esses problemas foram o motivo deles conseguirem o bicampeonato. Talvez não. Tenho certeza disso!
Parece loucura dizer isso, mas acredito que por eles passarem o que passaram juntos. Só fortaleceu a união deles em quadra.
O Kobras na reta final, não era um time e sim uma família.
Nos playoffs, eles disputavam cada jogada como se fosse um prato de comida. Sempre se motivaram como se fosse um pai ensinando o filho andar de bicicleta. Se cobraram como se fosse um pai cobrando a nota alta de um filho.
Esse foi o Kobras, em sua versão 2.0 mais recente.
Além da união e motivação, as qualidades individuais foram determinantes para o título.
Marcelão importantíssimo nos rebotes e na liderança em quadra, Thiaguinho também um líder e sempre fazendo boas jogadas, Binato e De Medeiros ajudaram muito o Kobras nos dois lados da quadra. Pedro Guido, Victor e Wallace incendiavam a partida quando entravam. Irwing e Vinicius, cresceram demais de produção na reta final e foram muito importantes para que o Kobras conseguisse o título.
Destaco também a torcida. A mulher do Thiaguinho (me perdoe, não sei o nome) sempre esteve presente nos jogos e apoiava incondicionalmente o time. Bem verdade, que ela fazia belas cobranças ao time e proporcionava a todos, momentos engraçados com suas tiradas de humor em momentos propícios. O filho do Marcelão (me perdoe, também não sei o nome) também esteve na reta final e claramente era um grande motivador ao pivô do Kobras. A todos que compareceram aos jogos, fica aqui o meu destaque e agradecimento por motivar esses homens a fazer diversas viagens de Cabo Frio até ao Rio de Janeiro no longo do ano.
O que eu aprendi com o Kobras esse ano, é estar sempre focado no meu objetivo. Mesmo que eu passe por diversos problemas, se eu tiver foco no que eu quero...eu consigo.