Máster +40: SC Mackenzie conquista seu primeiro título na categoria em 2019, relembre

A competição do máster +40 de 2019 teve o Sport Club Mackenzie como campeão em cima do Oásis. Com um placar de 84 a 68, o time vencedor foi superior e levou a vitória após vários anos participando e não conseguindo o primeiro lugar no pódio.

O diretor de basquete do clube Sérgio Luciano falou sobre a vitória: “Eu poderia nomear a conquista de 2019 como “finalmente”, depois de vários insucessos, ficando em segundo lugar, e em terceiro lugar; para mim, foi o resgate de uma dívida que eu tinha com dois atletas, o Renato Barros, que foi quem deu start no projeto e que até então jogando a categoria não tinha conseguido o título; e o Bruno Russo, que já havia sido campeão no +35, mas ele se identificava muito com a categoria +40, onde ele era o capitão da equipe, então foi muito importante a conquista desse título.”

Equipe campeã de 2019.

A equipe do máster +40 do Mackenzie começou a disputar os campeonatos da LSB desde a primeira edição. Já existia a equipe do máster +35 e conforme alguns atletas foram ganhando idade migraram para o +40. De acordo com Sérgio Luciano, faltava um pouco de oxigênio nessa categoria, eram muitos problemas na equipe, faltava um pouco de ímpeto e algumas qualidades. Até que em dezembro de 2018, ele recebeu um telefonema, onde um amigo falou que o Jequiá estava desfazendo a equipe máster +40 por falta de apoio do clube. Então todos os atletas foram recebidos pelo Mackenzie e foram integrados ao time, fazendo com que as deficiências antigas fossem sanadas e o time estivesse no auge da qualidade técnica para participar dos jogos em 2019.

Foram 14 jogos com 13 vitórias. A derrota aconteceu em casa para o AVBN que tinha um bom time; foi um dia difícil para o Mackenzie, parecia que nada estava dando certo.

“Foi bom perder para o AVBN, para dar mais maturidade ao time, até então estávamos vindo de várias vitórias, a equipe estava ‘se sentindo’. Então o time pôs os pés no chão, passou a jogar com mais seriedade em todos os jogos.” Disse Sérgio Luciano.

O Mackenzie terminou a fase classificatória muito bem; na fase semifinal, jogaram contra o Vasco com os dois jogos em São Januário, onde obtiveram a vitória. Na final enfrentaram o Oásis, que tinha um excelente time, no primeiro jogo o trabalho de recuperação do Mackenzie foi fundamental, os atletas impuseram a qualidade e saíram com a vitória. No segundo jogo o Oásis conseguiu ser ainda melhor, fizeram a equipe do Mackenzie sofrer, mas a partida foi fluindo e com as mexidas do técnico, e os próprios jogadores se empenhando em produzir mais, o time conseguiu estabilizar. Começaram a se aproximar do placar, até então conseguir a vitória e o primeiro título do Máster +40 para o Mackenzie.

Equipe na Semifinal da competição.

“A subida de categoria do Nilo, a chegada do Marcelão, do Paulo, do Biscoito, do Capilé tudo isso qualificou muito, muito a equipe. O time foi campeão de forma contundente , foram jogos dificílimos, mas conseguimos nos manter firmes em todos os jogos, agradeço a todos que fizeram parte dessa conquista.” Finalizou Sérgio Luciano. 

Máster +40: Relembre os títulos do tricampeão Jequiá em 2016, 2017 e 2018

Após a estreia do Máster +40 em 2015, novos times se formaram para participar da competição. Esse foi o caso do Jequiá Iate Clube que ganhou os três anos seguidos da categoria.

O técnico da equipe Márcio da Silva, campeão nos três anos seguidos falou um pouco sobre a criação do time:  

“Quando resolvi montar essa equipe do Máster +40, foi bem fácil. Reuni jogadores que já faziam parte do Máster 35, e que tinham acabado de se consagrar campeões. Era uma equipe que reunia família e amigos, todos os jogos eram acompanhados por esposas e namoradas, todos torcendo por mais uma vitória. Era um prazer disputar esse campeonato, jogávamos sempre contra amigos e ex-jogadores.”

No primeiro título em 2016, o Jequiá enfrentou o Mackenzie na final, foram jogos bem difíceis, e bem disputados pelas equipes. Os times estavam muito equilibrados e a briga pelo título foi grande, mas depois de duas vitórias seguidas o Jequiá se consagrou o campeão do ano.

Equipe campeã de 2016

Em 2017, todas as equipes reforçaram seus times, o que fez o nível do Máster +40 aumentar muito. Repetindo a final de 2016, Jequiá e Mackenzie se enfrentaram no primeiro jogo na casa do time da Ilha do Governador. Após a derrota, o Jequiá informou a LSB que o adversário tinha utilizado um jogador irregular. Então, a Liga verificou a denúncia, e o Mackenzie perdeu alguns pontos, no segundo jogo, eles decidiram não jogar e perderam por WO, Jequiá se tornou o bicampeão da categoria Master +40.

Equipe bicampeã de 2017.

No terceiro ano, mais dois times muito fortes entraram pra competição, o Oásis e Niterói. As duas equipes disputaram até o final, na semifinal, o Jequiá enfrentou o Oásis que tinha ex-jogadores do Flamengo e Vasco em um jogo muito duro. Mas, a equipe da Ilha ganhou os dois jogos e disputaram a final contra o Niterói. No primeiro jogo da final no Jequiá Iate Clube, o Niterói levou a vitória. Os dois últimos jogos foram na casa do time da região metropolitana e o Jequiá levou a melhor vencendo e conquistando o tricampeonato.

Equipe tricampeã de 2018.

Márcio falou também sobre os jogos difíceis e disputados da competição nos três anos em que ficou à frente da equipe do Jequiá Iate Clube:

 “Os jogos foram sempre bem disputados, os placares eram baixos e apenas por detalhes tivemos êxitos em nossas vitórias. Não consigo destacar nenhum jogador, nem técnico que tenha feito a diferença, apenas uma equipe unida.”

Em 2019, o Jequiá não disputou o campeonato, a base do time foi para o Mackenzie, que foi o campeão do ano.

“O time do Jequiá se desfez, o clube resolveu priorizar o futsal, e com isso nós perdemos a quadra e fomos obrigados a procurar outro time, caso contrário provavelmente ganharíamos novamente.” Disse Márcio da Silva, técnico do time tricampeão.

Memórias Máster +40: Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha

Em 2015 a Liga Super Basketball (LSB), promoveu o primeiro campeonato na categoria Máster +40. Na estreia da edição, apenas quatro times participaram e o Centro Cívico Leopoldinense, conhecido também como Vila da Penha, consagrou-se campeão em disputa na grande final contra a Escola de Basquete do Serjão, a Escobase de Campo Grande.

Equipe do Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha de 2015.

O fundador do time e treinador da equipe campeã Luiz Olyntho, falou sobre a criação do Máster +40; “Eu e mais alguns colegas junto ao Marcos Guinancio e ao Guilherme Simões, fomos os primeiros a pedir o Máster na época. A idade foi chegando pro pessoal que começou lá atrás, e o pedido do Máster foi uma necessidade. Nós estamos envelhecendo, e é muito chato você jogar em uma categoria, que na verdade você não consegue jogar, eles entenderam isso, e primeiramente foi criado o Máster +35, e depois o +40, conforme uma progressão natural da idade das pessoas.” Disse Luiz Olyntho.

Na fase de classificação da competição, o Vila da Penha ficou em terceiro lugar, jogou a semifinal contra o Jacarepaguá, o primeiro jogo na casa do adversário com derrota para os visitantes. Já o segundo jogo foi no Centro Cívico Leopoldinense, onde empataram a série com a vitória. Então, a vaga foi decidida em Mesquita em uma partida emocionante, o Jacarepaguá começa com vantagem, mas com muita qualidade a equipe de Luiz Olyntho faz uma boa rotação e termina o jogo com a vitória com uma diferença de 10 a 12 pontos na frente mesmo perdendo vários lances livres durante toda disputa.

“A equipe do Vila da Penha foi tomando corpo ao longo da fase regular, os atletas eram originalmente os fundadores do Centro Cívico Leopoldinense, e também alguns que foram crias do Olaria Atlético Clube e Grêmio de Realengo, tivemos também alguns reforços importantes do Jequiá Iate Clube, que se entrosaram bastante com o grupo, formando assim, uma equipe muito unida, e com bom preparo físico, que é um elemento, que faz toda diferença nas categorias Master.” Disse o Ala-armador da equipe Michel Maluff.

A final do campeonato foi contra a Escobase de Campo Grande, que derrotou o Mackenzie na semifinal. A Escobase tinha um time muito bom, era o favorito na disputa. Mas, o técnico Luiz preparou muito bem a equipe.

“Nos entendíamos como grupo, e tínhamos um elemento essencial para o jogo em muitas ocasiões da partida: o emocional e o mental. A equipe se divertia em quadra e amava competir, quando nos reuníamos, era sempre um momento de encontro de amigos e sempre desfrutamos isso em todos os jogos e treinos, essa sempre foi a marca do Vila da Penha. Muitos se conhecem há mais de 25 anos, e todos se ajudavam e amavam estar juntos pelo jogo, pelo basketball. Foi inesquecível pra nós, e mantém a chama acesa para buscar mais na Liga” Disse Michel Maluff.

No primeiro jogo na casa do Vila da Penha, a Escobase começou melhor, mas, após alguns ajustes de marcação, o time da Zona Norte conseguiu a vitória com certa vantagem. O segundo jogo aconteceu na quadra do Jequiá, dois jogadores da Escobase foram desqualificados no finalzinho do primeiro jogo, o que fez grande diferença, pois eram jogadores de muita importância que conseguiam dominar o jogo. O time da Zona Oeste começou a partida bem melhor, abrindo 12 a 14 pontos de vantagem, mas a partir do terceiro quarto, o Vila da Penha começa a encostar no placar, e no último quarto acontece a virada e a vitória do Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha.

“A percepção do primeiro ano do +40 foi legal, só existiam quatro equipes na época, e nós não éramos os favoritos, mas eu sabia da força e da qualidade do time. É muito ruim você como treinador comandar seus amigos. Ao longo do tempo eu vi que dirigir amigos era uma coisa que eu não queria, apesar de eu ter a formação, de já ter dirigido algumas equipes, não é uma coisa em que eu sinta vontade. A qualidade do Máster é principalmente a participação dos grandes jogadores nos últimos anos, você joga com caras que você vê na televisão. Isso é muito legal, o ambiente é diferente, nosso objetivo claro que é ganhar, mas a gente quer se divertir acima de tudo quer ter um bom dia.” Finalizou Luiz Olyntho. 

Master +35: relembre o título de 2017 e o bicampeonato de 2018 do SC Mackenzie

O Sport Club Mackenzie foi montado em 2014 para jogar os campeonatos Master da Liga Super Basketball (LSB). Em 6 anos de trajetória no Master +35, o time conquistou dois vice-campeonato e dois campeonatos. Hoje, falaremos sobre a campanha do time nas competições e as finais que deram os dois títulos a equipe.

Em 2016, a equipe chegou a final e perdeu para o AVBN. Com a frustração do segundo lugar, a preparação para o ano seguinte foi bem maior. Sergio Luciano, diretor de esportes do time, contou que a equipe recebeu inúmeros reforços, como os jogadores Nelsinho, William Arriel, Rubens e Bruno Malheiros.

Assim, o time de 2017 foi marcado não só por bons jogadores, mas também por um elenco bem entrosado e que contava com a experiência do técnico Alexandre Magalhães. Para Sergio, esses foram os principais pontos que levaram ao memorável título.

“Tínhamos um estilo de jogo diferenciado na época, de muito contra-ataque. Além de uma equipe forte, bem entrosada e com pivôs altos. Levamos com muita seriedade o trabalho do técnico Alexandre Magalhaes que conseguiu impor competitividade à equipe e tirar o máximo dos jogadores. Esse primeiro título foi inesquecível”, disse Sergio.

O time seguiu invicto em todos os 16 jogos do campeonato. Na final, a bola ao alto vencida pelo Mackenzie foi apenas o primeiro domínio do campeão na partida. Durante quase todo o jogo, o time se manteve com uma vantagem mínima de 10 pontos, finalizando a partida com 81 pontos contra 68 do Perphorma BC/Grêmio Realengo. Assim, o SC Mackenzie conquistou o primeiro lugar do campeonato Master +35 de 2017.

Sobre o campeonato, Sergio Luciano definiu a campanha como irretocável e fechada com chave de ouro.

“Fomos felizes, fizemos uma campanha irretocável: fomos invictos, jogamos com muito respeito a todos os adversários, tínhamos uma equipe muito boa e fechamos com chave de ouro”, relembrou.

Além disso, sobre o título, Sergio resumiu a duas sensações: a de inicio de uma trajetória e a de dever cumprido.

O time conquistando o título de 2017

No ano seguinte, 2018, o time passou por algumas mudanças. Alguns atletas saíram e outros como Henrique, Guto e Nilson entraram e agregaram ao basquetebol do time.  

“Sempre consigo mensurar que em todas as temporadas acontece uma rotação de atletas, muitos querem entrar e muitos querem sair devido a desavenças de grupo, objetivos pessoais. Perdemos alguns atletas mas a base continuou a mesma e tivemos alguns bons reforços”, revelou o diretor de esportes.

Neste ano, o time iniciou o Master +35 perdendo o primeiro jogo contra o Oasis. Mesmo assim, conseguiram superar a derrota, ficar em primeiro lugar na classificação geral e  chegar a final pelo terceiro ano consecutivo.

A final ocorreu no dia 13 de janeiro de 2019 e, dessa vez, o time enfrentou o FBMRJ, atual campeão da competição. Na partida, o SC Mackenzie converteu 31% dos arremessos de 3 pontos contra 13% do time adversário. Além de 51% dos arremessos de 2 pontos contra 37% do FBMRJ. Assim, o jogo terminou 73×50 para o Mackenzie que conquistou o Master +35 de 2018 e seu bicampeonato.

Sobre o bicampeonato, Sergio Luciano afirmou ter sido uma das maiores evidências de que o trabalho estava sendo feito de maneira correta. 

“Ser bicampeão mostrou a solidez do trabalho, do comprometimento da equipe e da qualidade dos treinos (que eram poucos devido a trabalho, família dos atletas). Fomos campeões com propriedade e dignidade, com muito respeito a todos os adversários.”, afirmou Sergio.

O bicampeonato de 2018 do SC Mackenzie

No ano seguinte o time seguiu jogando as categorias do Master e ficou em 2° lugar no +35. Nos últimos 4 anos, foram duas vezes vice-campeões e duas vezes campeões na categoria.

Atualmente o time não existe mais devido a propostas de clubes com maior potencial e visibilidade que receberam. Mesmo assim, a maioria segue jogando juntos, agora no Vasco, mantendo a união e a amizade.

“Hoje a base do 35 no Vasco continua quase a mesma que foi bicampeã em 2018. Somos muito amigos, todos se respeitam e precisamos manter uma união, a maior dificuldade (risos). Fazemos churrascos e, mesmo quem não é tão amigo, mantém no mínimo o respeito. Se formou um laço de amizade pra vida toda que só tem a agregar”, finalizou Sergio Luciano.

LSB vira tema de TCC sobre lesão no esporte

Sob o título “Lesões em atletas amadores de basquetebol +35 da LSB”, a Liga Super Basketball (LSB) virou tema do Trabalho de Conclusão de Curso de Educação Física de Rodrigo de Lima, estatístico da Liga. Para sustentar suas pesquisas e assim tirar conclusões, o estatístico fez um questionário que buscava analisar o perfil e as lesões de 33 atletas do Master +35 da LSB. No dia 1° de Julho, a banca se reuniu online através de um aplicativo de videoconferências e o futuro educador físico defendeu com sucesso seu projeto.

Perguntado sobre a ideia de falar sobre a Liga, Rodrigo contou que foi por admiração.

“O que me motivou a fazer um trabalho a respeito da LSB foi a minha paixão pelo basquete e também pela Liga. Eu gosto muito da Liga e ela entrou na minha vida em um momento muito difícil, o esporte nos finais de semana (quando ocorrem os jogos) traziam muita alegria. Quando eu fui escolher o tema do TCC e era livre, eu fiz questão de falar sobre ela”, contou Rodrigo.

Sobre a motivação para sua pesquisa, Rodrigo contou que, além da paixão pelo esporte, queria também levar informação.

“Eu achei que seria legal ter um estudo desse que servisse de base para os atletas de categoria de base que não tem acesso à esse tipo de informação, pelo fato da maioria dos clubes não se tratarem de clubes de grande expressão. Resolvi fazer essa pesquisa e gostei muito, me sinto muito feliz com o resultado”, disse o estatístico da LSB.

Para o projeto, Rodrigo fez um questionário com 13 perguntas sobre as lesões e sobre o perfil dos participantes voluntários. O público-alvo foi formado por 33 atletas amadores de basquetebol masculino do Master +35 da LSB, onde todos praticam o esporte desde seus 12 anos.

As perguntas buscavam analisar o perfil dos atletas, como o tempo e o tipo de treinamento, e suas lesões, como possíveis reincidências, tempo de recuperação e o tratamento das mesmas. O objetivo era conseguir traçar gráficos estatísticos para chegar a conclusões. O questionário contava com 13 perguntas, conforme fotos abaixo.

Com a pesquisa, Rodrigo conseguiu concluir que a maioria dos atletas se lesiona de forma acidental e que o fator socioeconômico é determinante na qualidade e no tempo da recuperação do atleta.

“Através do questionário a gente conseguiu concluir que a maioria dos atletas dentro da nossa amostra se lesionaram de forma acidental, além de que a maioria tinha acompanhamento médico e fisioterápico e se preveniam pra não ocorrer esse tipo de lesão. A gente também concluiu que o fator socioeconômico é crucial na recuperação da lesão do atleta, porque uma vez que ele tem uma boa condição financeira (o caso de mais de 90%), ele tem acesso a um bom plano de saúde e aos melhores preparadores físicos e fisioterapeutas. O tempo e a recuperação da maioria foi rápida justamente por isso”, revelou o futuro educador físico.

Com seu Trabalho de Conclusão de Curso aprovado, Rodrigo contou sobre suas expectativas e metas na educação física e no basquetebol.

“Eu quero continuar construindo uma carreira no basquete e quero chegar longe como vejo tantas pessoas chegando dentro do esporte, que são pessoas que me inspiram a serem melhores. Elas fazem tudo isso por amor e eu também sou assim, eu sempre quero ajudar os outros sem nada em troca, só por amor, por isso eu me identifico e gosto tanto da LSB e inclusive estou morrendo de saudades”, declarou.

Rodrigo de Lima com o uniforme da LSB

Para ver o TCC completo de Rodrigo de Lima, basta clicar no anexo abaixo:

PROJETO FINAL – LESOES EM ATLETAS AMADORES DE BASQUETEBOL +35 DA LSB_8 (2)

AVBN de Niterói conquista o Master +35 de 2016, relembre

A Associação de Veteranos de Basquete de Niterói (AVBN) foi fundada em 1992 com o objetivo de reunir ex-atletas de basquete para representar a cidade nos campeonatos brasileiros Master. A primeira participação do time na Liga Super Basketball (LSB) foi em 2015, onde o elenco foi montado e se consagrou vice-campeão da categoria Master +35. No ano seguinte, o time conquistou o título do campeonato em uma virada inacreditável em um jogo de desempate.

O elenco de 2015 da Associação de Veteranos de Basquete de Niterói

Com o campeonato de 2016 empatado em 1×1 entre o AVBN e o Mackenzie, o Master +35 do ano foi decidido no dia 15 de dezembro de 2016 com um jogo de desempate em uma quadra neutra. Sobre o jogo que deu o título ao time, Capilé, como é conhecido o jogador André, contou ter sido uma partida atípica e difícil.

“Começamos jogando mal, marcando individual e estávamos bem lentos. O Mackenzie logo abriu mais de 10 pontos e a gente começou a discutir, nada dando certo. Comecei a ajustar o posicionamento do time na quadra com o Ralph, mudamos a marcação, começamos a jogar mais próximos a cesta e alguns arremessos nossos importantes começaram a cair.”, disse Capilé.

Na defesa, o técnico do time Ralph contou que a mudança da marcação de individual para zona 2-3 a partir do terceiro quarto fez com que o time conseguisse segurar o placar de 17 pontos de diferença. O adversário, por sua vez, não conseguia penetrar e teve muitos ataques perdidos por roubos de bola e também por estouros de tempo.

“Fizemos um jogo de reação, de muita defesa e de muita coletividade. Mudamos a marcação para zona bem aberta e fizemos muitas cestas de contra-ataques devido a essa defesa. Viramos o jogo no final e mantivemos vantagem até o fim.”, disse o técnico Ralph.

Com o placar aberto, o AVBN finalizou a partida se consagrando campeão do Master +35 de 2016. Sobre a vitória, Capilé contou ter sido gostosa e só ter sido possível devido ao coletivo.

“Foi uma vitória gostosa, que me fez ver ainda mais como o basquete e dinâmico e como você deve se encaixar jogo a jogo para contribuir com seu melhor, mesmo que seja reconhecendo que você está mal naquela partida e que o melhor para o time e você ficar fora de quadra, organizando as substituições e os pedidos de tempo. Foi assim que ganhamos: como um verdadeiro time.”, contou o jogador.

O técnico Ralph também contou que a vitória foi especial. Para ele a dificuldade deu um sabor mais especial ainda, ainda mais por ter sido o primeiro título do AVBN na  LSB.

“A sensação de ganhar é sempre boa, de ser campeão melhor ainda, principalmente por alguns aspectos. O primeiro foi termos batido na trave no ano anterior e termos ficado em 2° lugar. O segundo, foi o fato da competição como um todo ter sido muito acirrada e muito boa contra o Mackenzie, tanto que jogamos o jogo 3 (de desempate). O terceiro aspecto foi o  jogo em si que também foi difícil, começamos mal e tivemos que correr atrás do placar. Tudo isso deu um sabor especial ao título, que também foi o nosso primeiro na Liga. Com certeza a vitória motiva a gente a continuar e seguir no campeonato até hoje.”, revelou o técnico.

O time conquistando o título do campeonato Master +35 de 2016

Nos anos seguintes o time seguiu jogando junto, ficando em terceiro lugar no Master +35 em 2017. Em relação ao título, Ralph contou que é uma conquista do time que só foi possível pela parceria e amizade.

“Nós somos amigos, amigos que gostam de jogar juntos. A gente tem muito carinho e muita gratidão por todos os atletas que passaram pelo time e que contribuíram para as nossas conquistas. Nada disso seria possível sem a ajuda e a parceria de todos os atletas, então o título é da AVBN, do grupo de 2016.”,

Até hoje os jogadores veteranos mantém contato e muitos ainda jogam juntos. Sobre isso, Capilé contou que os amigos criaram um grupo que tem como lema a amizade acima do basquetebol.

“Temos um lema na AVBN, que passa há várias gerações, de que no Master não importa tanto a qualidade do basquete que você joga, mas sim a qualidade das relações de amizade que você faz. Hoje temos um grupo que chamamos de “Coluna Vertebral” e que procuramos compartilhar com nossas famílias. Sempre fazendo festas, churrascos e apostas saudáveis e é bacana ver como esse nosso movimento se expandiu para outras equipes que juntaram amigos de longa data também. O fortalecimento da LSB fez com que a rivalidade saudável voltasse e que o jogo se transformasse em algo divertido, isso é sensacional”, desabafou o jogador.

LSB terá estreia de nova categoria, o Máster Feminino

Uma nova categoria vai estrear na LSB, o Máster Feminino! A equipe da LSB, o técnico de Basquete Márcio Lúcio e quatro mulheres apaixonadas pelo esporte organizaram o projeto e reuniram cerca de 50 atletas para tornar esse sonho uma realidade.

Um grupo com mais ou menos 30 jogadoras já existia e participava do campeonato Brasileiro, ao saberem da criação da nova categoria essas atletas foram convidando as demais até chegar a quatro times de doze mulheres e um técnico em cada.

A equipe que já existia, só participava de torneios fora do Rio de Janeiro, por isso a ideia de formar novos times para ter um campeonato carioca. São mulheres que jogam Basquete por amor, e dão exemplo para todos pela garra e determinação.

A organização da categoria ainda busca parceiros para compra de uniformes, bolas e todo o material de primeiros socorros. A pandemia do novo coronavírus acabou adiando a estréia do campeonato, o que gerou muita ansiedade em todos os envolvidos.

Organizador da categoria Márcio Lucio e parte da equipe que disputa o Campeonato Brasileiro e integra hoje o Máster Feminino na LSB.

Segundo o organizador da categoria Márcio Lúcio, a expectativa é grande, ele deseja que o Máster Feminino triunfe e protagonize muitas conquistas;

“A expectativa é enorme, que seja um sucesso, que cheguem mais meninas. São mães, avós, filhas, donas de casa, médicas, enfim, merecem praticar o basquete o ano inteiro no lugar onde moram. E tem mais um detalhe, desse grupo de 48 atletas será criado um time para jogar o campeonato adulto feminino da LSB, mais um incentivo para as meninas.”

Mônica Monteiro, Silvia, e Lucymar são capitãs das equipes, e falaram um pouco sobre as expectativas da criação do Máster Feminino na LSB;

“Penso que a criação do Máster feminino na LSB agrega valores muito estimados por toda comunidade do basquete. Vem em direção à garantia do espaço da mulher na modalidade, produzindo visibilidade ao basquete feminino em TODAS as idades, estimulando outras mulheres a jogar e com isso garantem seu direito ao Esporte e ao Lazer. Minha expectativa é que este seja um movimento contínuo e de crescimento constante. Participar do primeiro ano da categoria enriquece minhas histórias de vida, estimula minhas lembranças, me coloca em contato com pessoas que me fazem bem e confirma que o basquete está no meu cotidiano de modo que se entrelaça em múltiplos segmentos (social, esportivo, educacional, profissional, entre outros) da vida.” Disse Mônica Monteiro.

 “Basquete é minha vida, eu vivo Basquete, eu respiro Basquete, ter o Master só nosso, isso é incrível pro nosso esporte, fico muito feliz, eu brigo muito por isso, é uma briga incansável pra querer estar participando, jogando. São Paulo está na nossa frente, minhas amigas paulistas estão sempre jogando, e nós não tínhamos isso. Eu estou em uma expectativa incrível, já estamos vendo uniformes, tentando organizar eventos para fazer uma estréia como se fosse um quadrangular, só esperando passar essa pandemia. Eu to muito envolvida com isso, muito feliz, buscando patrocínio, organizando dieta para as meninas. Estou muito ansiosa, doida pra nós começarmos logo. Os homens no masculino jogam até os 80 anos, e no feminino, agora que nós estamos fazendo isso, consegui resgatar muitas meninas, as mulheres acabam desistindo mais cedo, e precisamos dessa alegria, dessa vontade de jogar. A felicidade é sem igual.” Disse Silvia Cristina Souza. 

“Vai ser o primeiro ano que eu vou participar desse campeonato que até então não tinha time feminino. Eu mais três meninas e o Marcio e três técnicos, nós sentamos pra poder organizar, pois tem muitas jogadoras femininas e a maioria parada, sem estar jogando. Então organizamos todas elas pra conseguir colocar todas nesse campeonato, isso foi muito gratificante. Estou muito empolgada, não vejo a hora de começar, mas enquanto estiver em pandemia teremos que aguardar, mas os times já estão separados, são quatro times, já tem grupos no Whatsapp, já estamos procurando quadras, vendo locais pra quando acabar a gente começar os treinamentos. Estou muito esperançosa, que aconteça o mais rápido possível, não vejo a hora de reunir todas e iniciar o campeonato feminino, normalmente o masculino é mais valorizado, o feminino é sempre colocado de lado, mas estamos aí pra isso, força com as mulheres.“ Disse Lucymar Nascimento.

A LSB entende e apoia as medidas de segurança adotadas pelos órgãos de saúde e afirma que só irá retornar as competições quando todas as equipes estiverem de acordo e quando houver garantia de saúde a todos os envolvidos. Nada será precipitado e as reuniões mensais visam planejar o possível retorno com organização e principalmente o cuidado com a saúde.

 

 

 

Relembre os títulos do Grêmio Realengo no Master +35

O primeiro campeonato de 2013 e o bicampeonato de 2014

No ano de 2013 a Liga Super Basketball (LSB) promoveu seu primeiro campeonato Master e o time Grêmio Realengo se consagrou campeão da categoria Master +35. No ano seguinte, a final entre o campeão e o Jequiá IC Master se repetiu e o time de Realengo conquistou pela segunda vez consecutiva o primeiro lugar do campeonato. Seis anos depois, os jogadores do time ainda mantém contato e o capitão relembra a trajetória, as dificuldades e os melhores momentos.

O Grêmio Realengo, time existente desde a década de 90, estava parado há alguns anos. Em 2013, Márcio Coração (técnico do time), viu na LSB uma oportunidade de voltar às quadras. Foi então que contatou os jogadores para montar o time.

No primeiro ano, a equipe era bastante forte e formada por atletas que tiveram uma boa trajetória no esporte nos anos anteriores. O time conseguiu chegar a final contra o Jequiá IC Master e conquistar o primeiro campeonato Master +35 promovido pela LSB.

A equipe do Grêmio Realengo de 2013

Paulo Roberto, ex-capitão da equipe contou que no ano seguinte, as dificuldades foram aumentando, como a falta de recursos e a disponibilidade dos jogadores.

“No decorrer do ano foi ficando difícil, o basquete no Brasil já tem pouco investimento. No Master, os patrocínios caem ainda mais. Além disso, não tinha como manter o time completo sempre, pois todos são adultos e têm outros afazeres como trabalho e família. Foi um ano bom, mas tínhamos muita dificuldade de levar pelo menos cinco atletas para quadra.”, contou o ala do time.

Paulo afirmou que 2014 foi o ano mais difícil, pois com a falta de tempo para se comprometer com o time, muitos jogadores importantes saíram. Mesmo assim, o time conseguiu substituir alguns jogadores e conquistar seu bicampeonato.

“O Marcio (técnico do time), com sua vontade de ver o basquete do Rio renascer foi ajudando quem podia para que todos pudessem comparecer. Fomos reestruturando o time, substituindo quem havia saído. Um ponto importante foi que, mesmo com a falta de esperança em sermos campeões, mantínhamos a mesma empolgação. Tínhamos todos o mesmo objetivo e adorávamos jogar, isso fazia toda a diferença. Nós queríamos ser campeões novamente e fomos. Saímos do campeonato com a sensação de dever cumprido”, contou o jogador.

O elenco do time Grêmio Realengo no ano seguinte

Perguntado sobre suas melhores lembranças, o jogador que foi considerado o MVP do campeonato em 2014 desabafou:

“O jogo nos fazia esquecer um pouco dos problemas, era muito bom jogar e ser capitão desse time fantástico. O momento das conquistas dos troféus é com certeza meu favorito. Éramos uma máquina em 2013, modéstia a parte (risos), o campeonato de 2014 se tornou especial principalmente pelo fato de termos passado por cima de todas as dificuldades. Agradecemos muito a LSB pela iniciativa de promover jogos da categoria Master no Rio, onde já se dava como acabado.”, contou Paulo Roberto.

Nos anos seguintes o time se desfez, mas o jogador afirmou que os ex-companheiros de quadra ainda mantém contato, algumas vezes nas quadras como rivais e outras vezes saindo juntos como amigos.