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Jogadores destaques da LSB: conheça a trajetória da atleta e mãe Thayná Silva

Thayná Silva começou a jogar basquete em um projeto de aulas em Padre Miguel se inspirando em sua irmã mais velha. Em 2009 foi revelada pelo time da Mangueira, onde começou a jogar com seus 13 anos de idade. A atleta participa de campeonatos da Liga Super Basketball desde 2017 e, atualmente, faz parte da equipe feminina fundada pela Liga: Sodiê Doces/LSB RJ. Em seus anos de trajetória na LSB se tornou uma jogadora destaque em quadra.

A atleta vestindo a camisa 16 da Sodiê Doces/LSB RJ

Com seus 24 anos a atleta já protagonizou muitas conquistas. Em São Paulo, foi destaque do elenco do ABC Paulista e voltou ao Rio de Janeiro em 2016. No ano seguinte começou a jogar campeonatos da LSB pelo Novo Basquete Rio (NBR) e encerrou o Feminino 2017 como a jogadora com a maior média de pontos (20,5), maior média de arremessos convertidos (8,3) e maior média de rebotes ofensivos (5,5).

Em 2018, Thayná jogou a Liga de Basquete Feminino (LBF) pelo time São Bernardo e, além de ter sido a segunda maior pontuadora (média de 19,2), foi a jogadora com a maior eficiência do campeonato (20,8). Ao fim do torneio foi escolhida pelo público para jogar o Jogo das Estrelas, onde fez jus a cada um dos votos recebidos. Com sua excelente temporada, a atleta conquistou dois prêmios individuais: Revelação e Quinteto Ideal da temporada.

A atleta convertendo 2 pontos de bandeja

No ano passado (2019), Thayná realizou seu sonho de virar mãe e teve a pequena Aylla de apenas 7 meses. Agora em 2020, a jogadora foi anunciada pela Sodiê Doces/LSB RJ e revelou estar muito ansiosa para voltar às quadras.

Sobre ser mãe, a atleta contou que está sendo uma experiência incrível e que ela e a filha são muito grudadas.

“Deus me deu uma gravidez maravilhosa, descobri no início de 2019. Os dias são agitados, ela está engatinhando por tudo agora e é muito grudada em mim. Com a pandemia, estamos mais agarradas ainda e estou aproveitando muito cada fase. Está sendo uma experiência incrível.”, revelou a mãe da Aylla.

A jogadora também comentou sobre a divisão entre as quadras e a maternidade, onde revelou ser uma mãe bastante preocupada, mas saber dividir bem os momentos. Além disso, revelou estar muito ansiosa para voltar a jogar e ver sua filha a assistir da arquibancada.

“No começo desse ano cheguei a treinar com a equipe e dividi a maternidade e o treino. Eu sou muito preocupada e mandava mensagem a cada segundo perguntando pela Aylla. Voltar a treinar vai ser difícil porque eu vou ficar com saudades dela e ela de mim, mas a gente vai se acostumando de acordo com a criação e a rotina. Consigo dividir bem isso, em quadra parece que tenho um apagão e foco apenas no jogo, não penso em mais nada. Não vejo a hora de voltar para as quadras, bater bola, correr e ver a Aylla me assistir da arquibancada.”, contou a ala do time.

Thayná e sua filha Aylla de 7 meses

Em Janeiro desse ano, Thayná começou os treinos pela Sodiê Doces/LSB RJ e em Março estreiaria em quadra na LBF representando o Rio de Janeiro. Entretanto, com a pandemia, o campeonato foi suspenso na primeira semana e o time não chegou a competir. Sobre o futuro no time, a atleta declarou estar ansiosa pela volta e muito feliz pela oportunidade.

“A LSB me abriu portas, me fez acreditar que meu basquete pode ir muito além do que eu imagino, é um campeonato muito bom. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de competir pelo time, mas estou com muita sede de jogo, o time também, ficamos só no gostinho (risos). Quero abraçar essa oportunidade de jogar no Rio de Janeiro agora com a minha filha, o que mais almejo é voltar, quero muito jogar”, revelou a atleta.

 

Dia de TBT: a trajetória espetacular da Sodiê Doces/LSB RJ e a preparação para as próximas conquistas

Em 2019, a Liga Super Basketball (LSB) que promove campeonatos de basquete feminino e masculino pelo Rio de Janeiro, resolveu criar uma equipe feminina: Sodiê Doces/LSB RJ. Reunindo atletas de diferentes times, a ideia era disputar a Liga de Basquete Feminino (LBF), um campeonato nacional, representando o Rio de Janeiro. Desde então, a equipe vem crescendo e buscando cada vez mais conquistas.

Campeonatos e títulos

O time formado por atletas sem experiência em torneios profissionais adultos, estreou na LBF e surpreendeu a todos conquistando 3 vitórias no campeonato nacional. Além disso, a equipe feminina fez o Rio de Janeiro voltar a competição após mais de 8 anos sem ser representado e finalizou em 9° lugar.

Sodiê Doces/LSB RJ comemorando a vitória após disputa da Liga de Basquete Feminino 2019.

No mesmo ano, as atletas da Sodiê Doces/LSB RJ Thainá Andrade, Mayara Crystina, Joyce Pinheiro e Rayane Sant’Anna disputaram o Campeonato Brasileiro de 3×3 na categoria sub-23 feminino e conquistaram o primeiro lugar. Thainá, cestinha do torneio, foi convocada para a seleção brasileira de 3×3 sub-23 feminina, onde disputou até mesmo no Catar.

Após representar o estado carioca na liga nacional, o time herdou a vaga e ganhou o direito de representar o Brasil na II Liga Sul-Americana de Clubes de Basquete Feminino 2020. O campeonato ocorreria no Chile e teria início em Abril deste ano. Entretanto, com o cenário mundial de pandemia devido ao Novo Coronavírus, a Liga foi suspensa, a princípio, para 2021.

Ainda em 2020, o time com novas contratações promissoras, seguiria representando o Rio de Janeiro na Liga de Basquete Feminino 2020, que se iniciou em março desse ano, porém o campeonato está suspenso desde 13/03/2020 devido a Covid-19 e ainda não se sabe se voltará a ocorrer este ano.

Além disso, um outro título, que não poderia ficar de fora, é o mascote da equipe Locão James, eleito melhor mascote do Brasil em 2019.

O mascote Locão James e seu título de melhor mascote do Brasil de 2019

Em busca de novas conquistas

Sem a confirmação da ocorrência dos campeonatos, o time vem se preparando mesmo de dentro de suas casas para a possibilidade de representar o Brasil na II Liga Sul-Americana de Clubes e de representar o Rio de Janeiro na LBF 2020 quando a pandemia acabar. Raphael Zaremba, técnico da equipe, contou que a comissão vem fazendo o possível, mas que o planejamento é um ponto prejudicado diante das incertezas.

“A gente está, dentro do nosso alcance, se mantendo em atividade e mantendo as meninas o mais preparadas possível para jogar na hora que essa situação se resolver. A gente só não sabe quando vai ser isso, o que dificulta bastante o planejamento.”, declarou o professor.

Comissão técnica 2020 da Sodiê Doces/LSB RJ

Além disso, Raphael detalhou como está sendo feito o trabalho adaptado na parte física, psicológica, técnica e tática da comissão.

“A gente tem a Júlia Crespo que é a psicóloga da equipe e está mantendo reuniões semanais com as atletas. Temos o Bruno Space que é o assistente técnico e está dando treinos técnicos por chamadas de vídeos sobre a parte com bola como dribles, manuseio e etc. Além disso, temos o preparador físico Fábio Passos que vem fazendo o acompanhamento com treinos individuais e coletivos para fazerem em casa, além de alguns por chamadas de vídeo. E tem eu que fico encarregado de pesquisar vídeos e mandar para as meninas estudarem alguns conceitos. Enquanto comissão técnica estamos trabalhando cada um numa frente.”, contou o técnico da equipe.

Diante de um momento tão delicado, as atletas vem se mantendo com o apoio da comissão técnica, que está fazendo um trabalho impecável visando mantê-las não só física, mas também psicologicamente preparadas. Assim, quando tudo isso passar, a equipe busca realizar cada vez mais conquistas, assim como já vem realizando ao longo do último ano.

As atletas, a comissão técnica e o mascote Locão James da equipe Sodiê Doces/LSB RJ.

A Sodiê Doces/LSB RJ é uma equipe feminina de basquetebol fundada pela Liga Super Basketball que conta com os patrocínios da Sodiê Doces e da WA Sports.

Sôdie Doces/ LSB RJ Será o Brasil na II Liga Sul-Americana de Clubes

Equipe carioca representará o país na competição continental em abril

A Sodiê Doces/LSB RJ vai disputar no próximo mês de abril a II Liga Sul-Americana de Clubes. A equipe atendeu aos requisitos de participação da Consubasquet (Confederación Sudamericana de Básquetbol, entidade organizadora), e se inscreveu para representar o país na competição.

A edição 2020 do torneio continental terá 12 equipes, divididas inicialmente em três grupos. Os vencedores de cada grupo, além do melhor segundo colocado, passam ao Final Four, quadrangular final que decidirá o título. A equipe brasileira deverá disputar a primeira fase no Chile. As datas e sedes serão conhecidas em breve.

“Para nós é uma grande satisfação e grande responsabilidade, mesmo com tão pouco tempo de equipe, poder participar de uma Liga Sul-Americana. Sempre deixamos bem clara a nossa intenção de resgatar, dar visibilidade ao basquete do Rio de Janeiro e oportunidade para as meninas aparecerem no cenário nacional, agora internacional. Nossa equipe não dispõe de grandes recursos, mas temos um patrocinador que entende os nossos ideais e a nossa forma de gestão”, comemorou Marcos Guinancio, gestor da Sodiê Doces/LSB RJ.

O clube carioca segue montando o elenco para a nova temporada. Já anunciou as contratações das alas Thayná, revelação da LBF CAIXA 2018, e Mayara, ex-Instituto Brazolin/São Bernardo/Unip, além da jovem pivô Adrielly. Também renovou com quatro peças que disputaram a última edição da LBF CAIXA pela equipe: a armadora Maria Luisa, a ala Rayane e as alas/pivôs Juliana Ribeiro e Carol França.

Revelação de 2018, Thayná é uma das novidades da equipe para a temporada  (Reprodução/ Facebook Liga Super Basketball)

Após uma temporada de ausência, Thayná está animada com o seu retorno e a missão de levar a bandeira do país à competição.

“É um prazer enorme poder representar nosso basquete e nosso país. Estamos bastante ansiosas e na expectativa de disputar o campeonato com garra, determinação e muita união para termos uma colocação ótima”, disse a jogadora de 24 anos e 1,80m, líder de três estatísticas da LBF CAIXA há dois anos.

“Nossa expectativa é representar o Brasil da melhor forma possível. Tenho certeza que em quadra o grupo dará o máximo; o resultado, eu não sei, mas nós nunca desistimos de nada que nos propomos a fazer, então creio que teremos êxito, seja dentro ou fora da quadra”, completou Guinancio.

Na edição passada da Liga Sul-Americana de Clubes, o Sampaio Basquete representou o Brasil no Equador, onde enfrentou Club Lums e Leonas – ambos do país anfitrião -, mas não conseguiu passar ao Final Four. O título ficou com o Copacabana, da Colômbia.

A CAIXA Econômica Federal é a patrocinadora oficial da LBF, que organiza a LBF CAIXA e possui a chancela da Confederação Brasileira de Basketball (CBB).

por Liga de Basquete Feminino