Master +35: relembre o título de 2017 e o bicampeonato de 2018 do SC Mackenzie

O Sport Club Mackenzie foi montado em 2014 para jogar os campeonatos Master da Liga Super Basketball (LSB). Em 6 anos de trajetória no Master +35, o time conquistou dois vice-campeonato e dois campeonatos. Hoje, falaremos sobre a campanha do time nas competições e as finais que deram os dois títulos a equipe.

Em 2016, a equipe chegou a final e perdeu para o AVBN. Com a frustração do segundo lugar, a preparação para o ano seguinte foi bem maior. Sergio Luciano, diretor de esportes do time, contou que a equipe recebeu inúmeros reforços, como os jogadores Nelsinho, William Arriel, Rubens e Bruno Malheiros.

Assim, o time de 2017 foi marcado não só por bons jogadores, mas também por um elenco bem entrosado e que contava com a experiência do técnico Alexandre Magalhães. Para Sergio, esses foram os principais pontos que levaram ao memorável título.

“Tínhamos um estilo de jogo diferenciado na época, de muito contra-ataque. Além de uma equipe forte, bem entrosada e com pivôs altos. Levamos com muita seriedade o trabalho do técnico Alexandre Magalhaes que conseguiu impor competitividade à equipe e tirar o máximo dos jogadores. Esse primeiro título foi inesquecível”, disse Sergio.

O time seguiu invicto em todos os 16 jogos do campeonato. Na final, a bola ao alto vencida pelo Mackenzie foi apenas o primeiro domínio do campeão na partida. Durante quase todo o jogo, o time se manteve com uma vantagem mínima de 10 pontos, finalizando a partida com 81 pontos contra 68 do Perphorma BC/Grêmio Realengo. Assim, o SC Mackenzie conquistou o primeiro lugar do campeonato Master +35 de 2017.

Sobre o campeonato, Sergio Luciano definiu a campanha como irretocável e fechada com chave de ouro.

“Fomos felizes, fizemos uma campanha irretocável: fomos invictos, jogamos com muito respeito a todos os adversários, tínhamos uma equipe muito boa e fechamos com chave de ouro”, relembrou.

Além disso, sobre o título, Sergio resumiu a duas sensações: a de inicio de uma trajetória e a de dever cumprido.

O time conquistando o título de 2017

No ano seguinte, 2018, o time passou por algumas mudanças. Alguns atletas saíram e outros como Henrique, Guto e Nilson entraram e agregaram ao basquetebol do time.  

“Sempre consigo mensurar que em todas as temporadas acontece uma rotação de atletas, muitos querem entrar e muitos querem sair devido a desavenças de grupo, objetivos pessoais. Perdemos alguns atletas mas a base continuou a mesma e tivemos alguns bons reforços”, revelou o diretor de esportes.

Neste ano, o time iniciou o Master +35 perdendo o primeiro jogo contra o Oasis. Mesmo assim, conseguiram superar a derrota, ficar em primeiro lugar na classificação geral e  chegar a final pelo terceiro ano consecutivo.

A final ocorreu no dia 13 de janeiro de 2019 e, dessa vez, o time enfrentou o FBMRJ, atual campeão da competição. Na partida, o SC Mackenzie converteu 31% dos arremessos de 3 pontos contra 13% do time adversário. Além de 51% dos arremessos de 2 pontos contra 37% do FBMRJ. Assim, o jogo terminou 73×50 para o Mackenzie que conquistou o Master +35 de 2018 e seu bicampeonato.

Sobre o bicampeonato, Sergio Luciano afirmou ter sido uma das maiores evidências de que o trabalho estava sendo feito de maneira correta. 

“Ser bicampeão mostrou a solidez do trabalho, do comprometimento da equipe e da qualidade dos treinos (que eram poucos devido a trabalho, família dos atletas). Fomos campeões com propriedade e dignidade, com muito respeito a todos os adversários.”, afirmou Sergio.

O bicampeonato de 2018 do SC Mackenzie

No ano seguinte o time seguiu jogando as categorias do Master e ficou em 2° lugar no +35. Nos últimos 4 anos, foram duas vezes vice-campeões e duas vezes campeões na categoria.

Atualmente o time não existe mais devido a propostas de clubes com maior potencial e visibilidade que receberam. Mesmo assim, a maioria segue jogando juntos, agora no Vasco, mantendo a união e a amizade.

“Hoje a base do 35 no Vasco continua quase a mesma que foi bicampeã em 2018. Somos muito amigos, todos se respeitam e precisamos manter uma união, a maior dificuldade (risos). Fazemos churrascos e, mesmo quem não é tão amigo, mantém no mínimo o respeito. Se formou um laço de amizade pra vida toda que só tem a agregar”, finalizou Sergio Luciano.

Memórias Master +35: Jequiá IC Master conquista o título de 2015 após dois vice-campeonatos

Após ser vice-campeão em 2013 e em 2014, o time Jequiá IC Master enfrentou a Associação de Veteranos de Basquete de Niterói (AVBN) e conquistou o primeiro lugar do campeonato Master +35 de 2015 promovido pela Liga Super Basketball (LSB). O até então campeão seguiu disputando o torneio até 2018 e, no total da trajetória, conquistou três vice-campeonatos e um título nas quadras da LSB. Hoje, falaremos sobre a criação, a trajetória e os melhores momentos da equipe, além da grande amizade existente entre os ex-atletas até os dias atuais.

Pedro Rubem, técnico do time na sua estreia, contou que o time foi formado em 2013, quando um time da Ilha do Governador convidou os amigos que moravam na região e haviam jogado basquete para um amistoso. Após o jogo, vendo a quantidade de ex-atletas residentes na Ilha, os amigos começaram a jogar partidas no Jequiá Iate Clube (clube local) e, assim, tiveram a ideia de montar o time.

Fabiano Ferreira, ex-jogador da equipe, contou que após jogar e conhecer a proposta da Liga, viu na LSB uma ótima oportunidade para esses atletas voltarem às quadras.

“Comecei a voltar a praticar esportes para incentivar meus filhos e comecei a postar nas redes sociais, foi então que me chamaram para jogar e foi assim que conheci a Liga. De primeira achei a proposta da LSB incrível. No segundo momento percebi que havia muitos jogadores parados e que a LSB seria um ótimo campeonato para nós”, contou o ex-ala do time.

No ano de estreia, o time começou com muitas derrotas, mas se recuperou no segundo turno e conquistou o vice-campeonato. Para Pedro Rubem, técnico da equipe no ano, foi uma vitória maravilhosa e um dos melhores momentos do time.

“Fizemos um primeiro turno muito ruim, mas conseguimos nos recuperar e eliminar o Mackenzie, time muito forte e de muita tradição. Não tinha como ganhar do Grêmio Realengo (campeão de 2013). O primeiro vice-campeonato foi na verdade nosso primeiro título.”, declarou o técnico.

No ano seguinte, a final contra o time de Realengo se repetiu e o Jequiá foi novamente vice-campeão. Em 2015, o time chegou a final pela terceira vez consecutiva. Dessa vez, enfrentou o AVBN de Niterói numa disputa bastante acirrada e se consagrou campeão do Master +35. O jogador Fabiano detalhou o jogo que deu o título ao time e afirmou ter sido o melhor momento do Jequiá.

“Após dois anos de equipe, recebemos dois reforços que elevaram nossa equipe para outro patamar. Rivalizamos com um de nossos melhores adversários na final, fomos muito bem no primeiro e no segundo turno, mas final é sempre final. O jogo foi bastante amarrado, a maior vantagem foi de 5 pontos se não me engano. Mas o Marcio, Marcelão e Douglas desequilibraram para nós e conquistamos um título muito especial para todos. O melhor momento foi com certeza o da final contra o Niterói (AVBN).”, relatou o ex-jogador.

O time conquistando o campeonato Master +35 de 2015

Após a vitória, o time continuou disputando a LSB por alguns anos e em 2017 foi vice-campeão novamente do Master +35. No ano seguinte o time se desfez, mas até hoje todos mantém contato. Para Pedro Rubem o time formou uma família.

“Voltar a frequentar o Jequiá e jogar por ele foi maravilhoso, ninguém nunca esquece. A gente ama esse clube e a família que criamos. Ter dividido as quadras com tantos jogadores talentosos foi um privilégio. A família Jequiá que a gente criou é o ponto alto desse time. É sensacional fazer parte.”, contou o ex-jogador e ex-técnico do time.

Perguntado sobre sua experiência pessoal no time, Fabiano Ferreira também se declarou à equipe, afirmou que gostaria muito de voltar às quadras com o Jequiá e que a maior vitória de todas é a família que o time criou.

“Gostaria muito que esta equipe que me deu tanto prazer voltasse a jogar juntos. Seria um imenso prazer. Somos uma família grande, estamos sempre em contato. Assim que passar este momento pesado da nossa sociedade, nos reencontraremos nem que seja só pra lembrarmos das histórias que criamos juntos. Eu vivi a minha infância e adolescência no Jequiá, o que tornou o clube muito importante pra mim. Dali saíram meus principais amigos dentro e fora do esporte. Mantemos contato frequente entre nossos respectivos núcleos familiares, esta é a maior vitória de todas.”, contou o ala do time.

A família Jequiá: “O que fica de mais importante até hoje”.

Relembre os títulos do Grêmio Realengo no Master +35

O primeiro campeonato de 2013 e o bicampeonato de 2014

No ano de 2013 a Liga Super Basketball (LSB) promoveu seu primeiro campeonato Master e o time Grêmio Realengo se consagrou campeão da categoria Master +35. No ano seguinte, a final entre o campeão e o Jequiá IC Master se repetiu e o time de Realengo conquistou pela segunda vez consecutiva o primeiro lugar do campeonato. Seis anos depois, os jogadores do time ainda mantém contato e o capitão relembra a trajetória, as dificuldades e os melhores momentos.

O Grêmio Realengo, time existente desde a década de 90, estava parado há alguns anos. Em 2013, Márcio Coração (técnico do time), viu na LSB uma oportunidade de voltar às quadras. Foi então que contatou os jogadores para montar o time.

No primeiro ano, a equipe era bastante forte e formada por atletas que tiveram uma boa trajetória no esporte nos anos anteriores. O time conseguiu chegar a final contra o Jequiá IC Master e conquistar o primeiro campeonato Master +35 promovido pela LSB.

A equipe do Grêmio Realengo de 2013

Paulo Roberto, ex-capitão da equipe contou que no ano seguinte, as dificuldades foram aumentando, como a falta de recursos e a disponibilidade dos jogadores.

“No decorrer do ano foi ficando difícil, o basquete no Brasil já tem pouco investimento. No Master, os patrocínios caem ainda mais. Além disso, não tinha como manter o time completo sempre, pois todos são adultos e têm outros afazeres como trabalho e família. Foi um ano bom, mas tínhamos muita dificuldade de levar pelo menos cinco atletas para quadra.”, contou o ala do time.

Paulo afirmou que 2014 foi o ano mais difícil, pois com a falta de tempo para se comprometer com o time, muitos jogadores importantes saíram. Mesmo assim, o time conseguiu substituir alguns jogadores e conquistar seu bicampeonato.

“O Marcio (técnico do time), com sua vontade de ver o basquete do Rio renascer foi ajudando quem podia para que todos pudessem comparecer. Fomos reestruturando o time, substituindo quem havia saído. Um ponto importante foi que, mesmo com a falta de esperança em sermos campeões, mantínhamos a mesma empolgação. Tínhamos todos o mesmo objetivo e adorávamos jogar, isso fazia toda a diferença. Nós queríamos ser campeões novamente e fomos. Saímos do campeonato com a sensação de dever cumprido”, contou o jogador.

O elenco do time Grêmio Realengo no ano seguinte

Perguntado sobre suas melhores lembranças, o jogador que foi considerado o MVP do campeonato em 2014 desabafou:

“O jogo nos fazia esquecer um pouco dos problemas, era muito bom jogar e ser capitão desse time fantástico. O momento das conquistas dos troféus é com certeza meu favorito. Éramos uma máquina em 2013, modéstia a parte (risos), o campeonato de 2014 se tornou especial principalmente pelo fato de termos passado por cima de todas as dificuldades. Agradecemos muito a LSB pela iniciativa de promover jogos da categoria Master no Rio, onde já se dava como acabado.”, contou Paulo Roberto.

Nos anos seguintes o time se desfez, mas o jogador afirmou que os ex-companheiros de quadra ainda mantém contato, algumas vezes nas quadras como rivais e outras vezes saindo juntos como amigos.