Entre quadras e cidades diferentes: como anda a adaptação das jogadoras

 

A Sodiê/Mesquita/LSB aloca-se em Mesquita, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Embora a maioria das jogadoras e comissão técnica seja naturalmente carioca ou fluminense, a equipe é recheada de composições importantes de outros estados e, inclusive, de outros países.

Para esse texto, conversei com a Marquita Daniels, que é norte-americana, a Julia Schmauch, que é de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, Jennifer Sirtoli, que é de Caxias do Sul e Nazinha que é de Tupã(interior de SP).

Quando perguntada sobre como foi seu primeiro dia no Rio, Schmauch respondeu:

“Fui muito bem recebida, as pessoas aqui são muito simpáticas e receptivas. Também lembro que no nosso primeiro dia de treino já estava 40° pra mais que já mostrou um pouco do que estava por vir rs. Estou acostumada com calor, mas o calor carioca é diferente haha.” 

Fatores que pesam muito na decisão das atletas é a proximidade com a família. Então perguntei qual foi a reação dos familiares quando souberam da notícia sobre a mudança para uma equipe carioca:

Nazinha: “Minha mãe não reagiu muito bem pois não gosta de cidade grande e só conhece o Rio de Janeiro através de noticiários.”

Jennifer: “Minha família sempre me apoia muito nas minhas decisões, sempre sentamos pra conversar sobre o que vai ser melhor pra minha carreira de atleta. Então, nunca é uma surpresa pra onde vou, é sempre muito pensado o que vai ser melhor para o meu futuro.”

Daniels: “Minha família ficou muito feliz. Animados que eu teria outra chance de jogar basquete novamente.”

Para algumas jogadoras, essa é a primeira chance que possuem de viver na cidade maravilhosa. Um exemplo 

disso é a Nazinha, que só veio ao Rio poucas vezes para funções burocráticas, e Jennifer, que visitou apenas em espaços curtos de tempo a lazer.

Perguntei a elas como tem sido a adaptação e o maior impacto na vida diante de tantas mudanças:

 

Schmauch: “O maior impacto com certeza foi o gasto em protetor solar hahaha brincadeira. Eu gosto muito de conhecer a realidade em diferentes partes do país e estou tendo um aprendizado enorme vivendo aqui. As pessoas são muito simpáticas e calorosas, algo bem diferente do que acontece no Sul do país, por exemplo. Não são impactos grandes mas são vivências que vão acrescentando na gente como pessoa”

 

Nazinha: “O falecimento da minha vó por covid! Sabia que minha família e principalmente meu pai estavam péssimos e eu estava aqui e só pude ajudar de longe.”

 

Jennifer: “Sair de casa pra jogar basquete me fez amadurecer muito. Aprender a me virar sozinha cedo foi essencial pra me tornar a pessoa que sou hoje. Claro que muitas coisas devo aos meus pais, mas morar sozinha, ter que se virar com milhares de situações,  acredito que isso me fez amadurecer muito mais rápido.”

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Por: Ana Luiza Pinto