Juliana Ribeiro e Carolina França falam sobre suas conquistas e dificuldades no basquetebol feminino

Juliana e Carolina são atletas de basquetebol que possuem conquistas a nível estadual e nacional no esporte. Com seus 25 e 26 anos, respectivamente, as atletas conquistaram a oportunidade de atuar profissionalmente na equipe Sodiê Doces/LSB RJ, criada pela Liga Super Basketball (LSB) em 2019. Hoje vamos contar um pouco mais sobre o início no esporte, a trajetória em quadra dessas atleta e as dificuldades de ambas para se manterem no meio do basquete.

Juliana Ribeiro iniciou sua história nas quadras com 12 anos jogando no time pré-mirim do Tijuca Tênis Clube. O esporte proporcionou à atleta uma bolsa de estudos de 100% em um colégio particular, onde teve oportunidade de atuar em diversas competições. A atleta também integrou diversos clubes como o Clube Municipal, onde jogou o Campeonato Sul-Americano de Basquetebol Feminino, e também na Mangueira, onde pôde dividir quadra com grandes talentos do esporte. Na sua trajetória completa já jogou campeonatos estaduais, foi convocada para seleção carioca, e também para seleção brasileira, onde chegou a jogar até em Madrid (Espanha) em 2013. Atualmente, é ala-pivô da equipe profissional de basquetebol feminino Sodiê Doces/LSB RJ.

Juliana vestindo a camisa 12 da equipe profissional Sodiê Doces/LSB RJ

Companheira de quadra de Juliana, a atleta Carolina França também tem uma lista longa de conquistas no esporte. Descoberta com 13 anos por um técnico de basquete de um colégio particular, a jogadora conquistou bolsas integrais devido ao seu basquetebol em todos os colégios e faculdades que passou. Se federou em 2010 pelo Clube da Mangueira, onde participou do Campeonato Estadual no mesmo ano. Em sua trajetória conquistou o primeiro lugar do Campeonato Brasileiro Universitário 2019, representando a primeira conquista do Rio de Janeiro no campeonato após 13 anos. Ficou em segundo lugar com seu time no Campeonato Brasileiro Estudantil ocorrido em Curitiba e, nos campeonatos da LSB, conquistou o prêmio individual de Melhor Ala do Campeonato Estadual Amador 2012. No ano passado, a atleta começou a atuar profissionalmente juntamente com Juliana Ribeiro.

A atleta Carolina França vestindo a camisa 6 da Sodiê Doces/LSB RJ.

A equipe profissional adulta na qual as atletas atuam no momento (Sodiê Doces/LSB RJ) visa recuperar o basquetebol feminino no Rio de Janeiro, dar oportunidade e espaço para mulheres no esporte e abrir caminho para que as futuras gerações  também possam realizar seus sonhos em quadra. Sobre isso, as atletas contam ser uma responsabilidade enorme e também um grande sonho.

“A sensação de estar na Sodiê Doces/LSB RJ é literalmente sonho, parece que a ficha ainda não caiu de estar em um time profissional e adulto. É uma grande conquista nossa, porque fizemos por merecer e o intuito do projeto torna tudo um sonho em dobro, não é só uma realização pessoal, mas também uma forma de abrir caminho para uma menina realizar o seu sonho no futuro.”, contou Carolina França.

Sobre a responsabilidade, Juliana contou que foi um ano de muito aprendizado e adaptação.

“No ano passado eu aprendi muito sendo uma atleta profissional, foi uma grande adaptação. Tivemos ajuda dos nossos diretores, psicólogos e profissionais da mídia para saber como se portar em uma entrevista, etc. Foi uma oportunidade e responsabilidade enorme poder jogar com pessoas que você vê na televisão, saber que você pode chegar no nível daquelas atletas. Além disso, a equipe de cientistas de dados me proporcionou um aprendizado que eu não tive em 10 anos de basquetebol como lances que aumentam as possibilidades de cesta ou como quando arremessar ou não. Esse ano na equipe me proporcionou coisas inimagináveis, é muito bom ser atleta do time.”, relatou Juliana Ribeiro

Mesmo com tanto talento e as grandes conquistas dessas mulheres, o basquetebol feminino ainda não é reconhecido ou valorizado no país. O investimento, os patrocínios e recursos são muito poucos e insuficientes e, por isso, o basquetebol profissional feminino não pode ser a única fonte de renda dessas atletas. Muitas precisam se dividir entre trabalhar, estudar e jogar. Ser mulher nas quadras ainda é uma luta difícil e diária e, para Juliana Ribeiro, o que mais pesa é a falta de reconhecimento.

“Sobre jogar e trabalhar, me acho uma mulher guerreira e me sinto orgulhosa de ter no meu time outras mulheres como eu. Eu acredito que se eu pudesse me dedicar 80% para o basquete eu seria outra jogadora, mas também acredito que todos os sacrifícios serão reconhecidos uma hora! Minha vida sempre foi assim, sou negra, moro em comunidade, tenho 26 anos, já sou formada e jogo basquete profissionalmente. Sigo minha vida com muito orgulho do que sou e do que me tornei para minha família. Só queria mesmo reconhecimento e voz para o basquete feminino.”, contou a ala/pivô Juliana.

Para Carolina França o problema se resume em duas palavras: investimento e credibilidade.

“As maiores dificuldades eu posso resumir em investimento e credibilidade, porque quem têm poder para fazer o basquete feminino crescer não se importa, não confia e não investe. Não dá para viver de esporte no país, não por culpa do clube, mas pela falta de investimento dos patrocinadores. É muito suado para eles conseguirem o pouco que já temos e o feminino não tem nem 1/3 da estrutura e investimento que o masculino tem. Eu acho que o Brasil é uma fábrica de talentos em diversos esportes, mas falta muito investimento. Mulheres que se destacam precisam fazer mais que o triplo do que um jogador homem faz e o retorno é sempre desproporcional.”, desabafou Carolina.

Neste ano a equipe jogaria a Liga de Basquete Feminino (LBF) representando o Rio de Janeiro, entretanto, com a pandemia do Novo Coronavírus, o campeonato de 2020 foi oficialmente cancelado nesta semana. Mesmo com o desânimo pela falta de perspectivas para o futuro, desistir não é uma opção para nenhuma das duas jogadoras. Sobre isso, Carolina França mandou um recado para todas as outras atletas.

“Não desanimem, tenham fé. É uma fase, um momento atípico que estamos vivendo. O sonho não acabou, ele só foi prorrogado”, falou a atleta.

LSB terá estreia de nova categoria, o Máster Feminino

Uma nova categoria vai estrear na LSB, o Máster Feminino! A equipe da LSB, o técnico de Basquete Márcio Lúcio e quatro mulheres apaixonadas pelo esporte organizaram o projeto e reuniram cerca de 50 atletas para tornar esse sonho uma realidade.

Um grupo com mais ou menos 30 jogadoras já existia e participava do campeonato Brasileiro, ao saberem da criação da nova categoria essas atletas foram convidando as demais até chegar a quatro times de doze mulheres e um técnico em cada.

A equipe que já existia, só participava de torneios fora do Rio de Janeiro, por isso a ideia de formar novos times para ter um campeonato carioca. São mulheres que jogam Basquete por amor, e dão exemplo para todos pela garra e determinação.

A organização da categoria ainda busca parceiros para compra de uniformes, bolas e todo o material de primeiros socorros. A pandemia do novo coronavírus acabou adiando a estréia do campeonato, o que gerou muita ansiedade em todos os envolvidos.

Organizador da categoria Márcio Lucio e parte da equipe que disputa o Campeonato Brasileiro e integra hoje o Máster Feminino na LSB.

Segundo o organizador da categoria Márcio Lúcio, a expectativa é grande, ele deseja que o Máster Feminino triunfe e protagonize muitas conquistas;

“A expectativa é enorme, que seja um sucesso, que cheguem mais meninas. São mães, avós, filhas, donas de casa, médicas, enfim, merecem praticar o basquete o ano inteiro no lugar onde moram. E tem mais um detalhe, desse grupo de 48 atletas será criado um time para jogar o campeonato adulto feminino da LSB, mais um incentivo para as meninas.”

Mônica Monteiro, Silvia, e Lucymar são capitãs das equipes, e falaram um pouco sobre as expectativas da criação do Máster Feminino na LSB;

“Penso que a criação do Máster feminino na LSB agrega valores muito estimados por toda comunidade do basquete. Vem em direção à garantia do espaço da mulher na modalidade, produzindo visibilidade ao basquete feminino em TODAS as idades, estimulando outras mulheres a jogar e com isso garantem seu direito ao Esporte e ao Lazer. Minha expectativa é que este seja um movimento contínuo e de crescimento constante. Participar do primeiro ano da categoria enriquece minhas histórias de vida, estimula minhas lembranças, me coloca em contato com pessoas que me fazem bem e confirma que o basquete está no meu cotidiano de modo que se entrelaça em múltiplos segmentos (social, esportivo, educacional, profissional, entre outros) da vida.” Disse Mônica Monteiro.

 “Basquete é minha vida, eu vivo Basquete, eu respiro Basquete, ter o Master só nosso, isso é incrível pro nosso esporte, fico muito feliz, eu brigo muito por isso, é uma briga incansável pra querer estar participando, jogando. São Paulo está na nossa frente, minhas amigas paulistas estão sempre jogando, e nós não tínhamos isso. Eu estou em uma expectativa incrível, já estamos vendo uniformes, tentando organizar eventos para fazer uma estréia como se fosse um quadrangular, só esperando passar essa pandemia. Eu to muito envolvida com isso, muito feliz, buscando patrocínio, organizando dieta para as meninas. Estou muito ansiosa, doida pra nós começarmos logo. Os homens no masculino jogam até os 80 anos, e no feminino, agora que nós estamos fazendo isso, consegui resgatar muitas meninas, as mulheres acabam desistindo mais cedo, e precisamos dessa alegria, dessa vontade de jogar. A felicidade é sem igual.” Disse Silvia Cristina Souza. 

“Vai ser o primeiro ano que eu vou participar desse campeonato que até então não tinha time feminino. Eu mais três meninas e o Marcio e três técnicos, nós sentamos pra poder organizar, pois tem muitas jogadoras femininas e a maioria parada, sem estar jogando. Então organizamos todas elas pra conseguir colocar todas nesse campeonato, isso foi muito gratificante. Estou muito empolgada, não vejo a hora de começar, mas enquanto estiver em pandemia teremos que aguardar, mas os times já estão separados, são quatro times, já tem grupos no Whatsapp, já estamos procurando quadras, vendo locais pra quando acabar a gente começar os treinamentos. Estou muito esperançosa, que aconteça o mais rápido possível, não vejo a hora de reunir todas e iniciar o campeonato feminino, normalmente o masculino é mais valorizado, o feminino é sempre colocado de lado, mas estamos aí pra isso, força com as mulheres.“ Disse Lucymar Nascimento.

A LSB entende e apoia as medidas de segurança adotadas pelos órgãos de saúde e afirma que só irá retornar as competições quando todas as equipes estiverem de acordo e quando houver garantia de saúde a todos os envolvidos. Nada será precipitado e as reuniões mensais visam planejar o possível retorno com organização e principalmente o cuidado com a saúde.

 

 

 

Memórias Master +35: Jequiá IC Master conquista o título de 2015 após dois vice-campeonatos

Após ser vice-campeão em 2013 e em 2014, o time Jequiá IC Master enfrentou a Associação de Veteranos de Basquete de Niterói (AVBN) e conquistou o primeiro lugar do campeonato Master +35 de 2015 promovido pela Liga Super Basketball (LSB). O até então campeão seguiu disputando o torneio até 2018 e, no total da trajetória, conquistou três vice-campeonatos e um título nas quadras da LSB. Hoje, falaremos sobre a criação, a trajetória e os melhores momentos da equipe, além da grande amizade existente entre os ex-atletas até os dias atuais.

Pedro Rubem, técnico do time na sua estreia, contou que o time foi formado em 2013, quando um time da Ilha do Governador convidou os amigos que moravam na região e haviam jogado basquete para um amistoso. Após o jogo, vendo a quantidade de ex-atletas residentes na Ilha, os amigos começaram a jogar partidas no Jequiá Iate Clube (clube local) e, assim, tiveram a ideia de montar o time.

Fabiano Ferreira, ex-jogador da equipe, contou que após jogar e conhecer a proposta da Liga, viu na LSB uma ótima oportunidade para esses atletas voltarem às quadras.

“Comecei a voltar a praticar esportes para incentivar meus filhos e comecei a postar nas redes sociais, foi então que me chamaram para jogar e foi assim que conheci a Liga. De primeira achei a proposta da LSB incrível. No segundo momento percebi que havia muitos jogadores parados e que a LSB seria um ótimo campeonato para nós”, contou o ex-ala do time.

No ano de estreia, o time começou com muitas derrotas, mas se recuperou no segundo turno e conquistou o vice-campeonato. Para Pedro Rubem, técnico da equipe no ano, foi uma vitória maravilhosa e um dos melhores momentos do time.

“Fizemos um primeiro turno muito ruim, mas conseguimos nos recuperar e eliminar o Mackenzie, time muito forte e de muita tradição. Não tinha como ganhar do Grêmio Realengo (campeão de 2013). O primeiro vice-campeonato foi na verdade nosso primeiro título.”, declarou o técnico.

No ano seguinte, a final contra o time de Realengo se repetiu e o Jequiá foi novamente vice-campeão. Em 2015, o time chegou a final pela terceira vez consecutiva. Dessa vez, enfrentou o AVBN de Niterói numa disputa bastante acirrada e se consagrou campeão do Master +35. O jogador Fabiano detalhou o jogo que deu o título ao time e afirmou ter sido o melhor momento do Jequiá.

“Após dois anos de equipe, recebemos dois reforços que elevaram nossa equipe para outro patamar. Rivalizamos com um de nossos melhores adversários na final, fomos muito bem no primeiro e no segundo turno, mas final é sempre final. O jogo foi bastante amarrado, a maior vantagem foi de 5 pontos se não me engano. Mas o Marcio, Marcelão e Douglas desequilibraram para nós e conquistamos um título muito especial para todos. O melhor momento foi com certeza o da final contra o Niterói (AVBN).”, relatou o ex-jogador.

O time conquistando o campeonato Master +35 de 2015

Após a vitória, o time continuou disputando a LSB por alguns anos e em 2017 foi vice-campeão novamente do Master +35. No ano seguinte o time se desfez, mas até hoje todos mantém contato. Para Pedro Rubem o time formou uma família.

“Voltar a frequentar o Jequiá e jogar por ele foi maravilhoso, ninguém nunca esquece. A gente ama esse clube e a família que criamos. Ter dividido as quadras com tantos jogadores talentosos foi um privilégio. A família Jequiá que a gente criou é o ponto alto desse time. É sensacional fazer parte.”, contou o ex-jogador e ex-técnico do time.

Perguntado sobre sua experiência pessoal no time, Fabiano Ferreira também se declarou à equipe, afirmou que gostaria muito de voltar às quadras com o Jequiá e que a maior vitória de todas é a família que o time criou.

“Gostaria muito que esta equipe que me deu tanto prazer voltasse a jogar juntos. Seria um imenso prazer. Somos uma família grande, estamos sempre em contato. Assim que passar este momento pesado da nossa sociedade, nos reencontraremos nem que seja só pra lembrarmos das histórias que criamos juntos. Eu vivi a minha infância e adolescência no Jequiá, o que tornou o clube muito importante pra mim. Dali saíram meus principais amigos dentro e fora do esporte. Mantemos contato frequente entre nossos respectivos núcleos familiares, esta é a maior vitória de todas.”, contou o ala do time.

A família Jequiá: “O que fica de mais importante até hoje”.

Genialidade nas quadras: a experiência da Jennifer Sirtoli e o gás da Adrielly Francisco

Ser campeão no esporte não é uma tarefa fácil para ninguém, muitos atletas enfrentam obstáculos e pensam em desistir antes mesmo de chegar ao topo. A experiente Jennifer Sirtoli e a destemida Adrielly Francisco são atletas da Sodiê Doces/LSB RJ que persistiram e hoje se tornam inspiração para todos aqueles que estão no início. Suas histórias de perseverança e luta, fazem com que os atletas da nova geração continuem acreditando que é possível conquistar o mundo.

Jennifer Sirtoli à esquerda e Adrielly Francisco à direita.

Jennifer Sirtoli tem 27 anos, é de em Caxias do Sul e chegou à LSB no começo de 2020. A atleta começou a jogar basquete com sete anos de idade no time Galópolis junto com as irmãs em 2000. Até os 15 anos participou de campeonatos estaduais nas seleções gaúchas, e em 2007 teve sua primeira convocação para Seleção Brasileira de base, onde conheceu o preparador físico do Finasa/Osasco, Leonardo Cursino; ao final do ano, Jennifer recebeu o convite para fazer parte da equipe, e então começou sua carreira em São Paulo, jogando campeonatos paulistas, regionais e abertos.

Em 2009, foi convocada pela Seleção Brasileira Sub-17 para disputar o Sul-americano no Chile, onde foi campeã. Um ano depois, foi chamada para a equipe Sub-18, onde disputou o Sul-americano em Medellín, na Colômbia, conquistando novamente o primeiro lugar do pódio.

Após experiência com o selecionado nacional, teve uma breve passagem pelo Maranhão, em 2011; nos dois anos seguintes, jogou o paulista A2 em Rio Claro, onde foi selecionada para participar da Universiade em Kazan, na Rússia. Quando retornou, acumulou passagens por Ribeirão Preto, Franca, Catanduva e São Bernardo, onde sofreu séria lesão, ficando fora de toda temporada.

Em 2020, Jennifer chega à LSB com muita certeza de que tudo vai dar certo, mesmo com a pandemia do novo coronavírus a atleta acredita que o foco e a dedicação de todas farão a diferença nas competições.

“Acredito que essa pandemia pegou todo mundo de surpresa. Fez todo mundo parar os treinos, ter que voltar pra casa. Mas eu estou muito feliz de poder fazer parte da equipe. O mês que fiquei no rio as gurias e a comissão técnica me receberam super bem. E desde o primeiro treino a dedicação, o foco no objetivo sempre foi muito claro. A gente sabe que o campeonato não vai ser fácil, mas acredito que cada uma do time vai buscar o seu melhor a cada treino e a cada jogo tentar se superar. E espero poder ajudar um pouco com a minha experiência.Tentar passar pra elas um pouco do que aprendi nesse tempo de basquete, para que a equipe toda evolua junto. Elas comigo, eu com cada uma delas e toda nossa comissão técnica.”

Jennifer Sirtolli, Ala/Pivô na LSB.

Adrielly Francisco é natural do Rio de Janeiro, tem 18 anos e este ano faz sua primeira participação na LBF (adulto). A atleta desde pequena já era incentivada a buscar um esporte devido à sua altura. Começou no atletismo, mas sua treinadora viu que o Basquete era a melhor opção. Com 12 anos Adrielly foi apresentada à um projeto social na Mangueira, onde apaixonou pelo esporte. Ainda aos 15 anos foi convocada pela Seleção Sub-18, participando do Sul-americano, conquistando o segundo lugar. Em 2019 foi selecionada para a Sub-17 e conquistou também o vice campeonato Sul-americano em Medellín na Colômbia. Voltando da Colômbia Adrielly jogou no Bradesco em São Paulo por oito meses, depois retornou ao Rio e ficou um período sem jogar. Um tempo depois a atleta recebeu um convite para passar 15 dias treinando com as meninas da seleção brasileira em um momento complicado da sua vida, o que foi de extrema importância para dar a volta por cima.

Entre idas e vindas, o convite da LSB veio no final de 2019.  A jovem é a atleta mais nova da equipe,  e disputa a Liga adulta pela primeira vez. A atleta espera retribuir todo o apoio com muita dedicação e suor em quadra.

“Minhas expectativas são as melhores possíveis, pois sou grata e estou muito feliz de está na LSB, pra mim é um aprendizado está na liga adulta, com meninas de mais idade, e mais experiente. Tenho expectativa de aprender mais a cada dia mais e dar tudo de mim para ajudar a equipe. Meu gás sempre será o melhor possível, minha vontade de jogar é imensa e sempre farei de tudo para está 100℅ bem e com garra para que eu possa acrescentar e somar com a equipe.”

Adrielly Francisco, Pivô na LSB.

Jogadores destaques da LSB: conheça a trajetória da atleta e mãe Thayná Silva

Thayná Silva começou a jogar basquete em um projeto de aulas em Padre Miguel se inspirando em sua irmã mais velha. Em 2009 foi revelada pelo time da Mangueira, onde começou a jogar com seus 13 anos de idade. A atleta participa de campeonatos da Liga Super Basketball desde 2017 e, atualmente, faz parte da equipe feminina fundada pela Liga: Sodiê Doces/LSB RJ. Em seus anos de trajetória na LSB se tornou uma jogadora destaque em quadra.

A atleta vestindo a camisa 16 da Sodiê Doces/LSB RJ

Com seus 24 anos a atleta já protagonizou muitas conquistas. Em São Paulo, foi destaque do elenco do ABC Paulista e voltou ao Rio de Janeiro em 2016. No ano seguinte começou a jogar campeonatos da LSB pelo Novo Basquete Rio (NBR) e encerrou o Feminino 2017 como a jogadora com a maior média de pontos (20,5), maior média de arremessos convertidos (8,3) e maior média de rebotes ofensivos (5,5).

Em 2018, Thayná jogou a Liga de Basquete Feminino (LBF) pelo time São Bernardo e, além de ter sido a segunda maior pontuadora (média de 19,2), foi a jogadora com a maior eficiência do campeonato (20,8). Ao fim do torneio foi escolhida pelo público para jogar o Jogo das Estrelas, onde fez jus a cada um dos votos recebidos. Com sua excelente temporada, a atleta conquistou dois prêmios individuais: Revelação e Quinteto Ideal da temporada.

A atleta convertendo 2 pontos de bandeja

No ano passado (2019), Thayná realizou seu sonho de virar mãe e teve a pequena Aylla de apenas 7 meses. Agora em 2020, a jogadora foi anunciada pela Sodiê Doces/LSB RJ e revelou estar muito ansiosa para voltar às quadras.

Sobre ser mãe, a atleta contou que está sendo uma experiência incrível e que ela e a filha são muito grudadas.

“Deus me deu uma gravidez maravilhosa, descobri no início de 2019. Os dias são agitados, ela está engatinhando por tudo agora e é muito grudada em mim. Com a pandemia, estamos mais agarradas ainda e estou aproveitando muito cada fase. Está sendo uma experiência incrível.”, revelou a mãe da Aylla.

A jogadora também comentou sobre a divisão entre as quadras e a maternidade, onde revelou ser uma mãe bastante preocupada, mas saber dividir bem os momentos. Além disso, revelou estar muito ansiosa para voltar a jogar e ver sua filha a assistir da arquibancada.

“No começo desse ano cheguei a treinar com a equipe e dividi a maternidade e o treino. Eu sou muito preocupada e mandava mensagem a cada segundo perguntando pela Aylla. Voltar a treinar vai ser difícil porque eu vou ficar com saudades dela e ela de mim, mas a gente vai se acostumando de acordo com a criação e a rotina. Consigo dividir bem isso, em quadra parece que tenho um apagão e foco apenas no jogo, não penso em mais nada. Não vejo a hora de voltar para as quadras, bater bola, correr e ver a Aylla me assistir da arquibancada.”, contou a ala do time.

Thayná e sua filha Aylla de 7 meses

Em Janeiro desse ano, Thayná começou os treinos pela Sodiê Doces/LSB RJ e em Março estreiaria em quadra na LBF representando o Rio de Janeiro. Entretanto, com a pandemia, o campeonato foi suspenso na primeira semana e o time não chegou a competir. Sobre o futuro no time, a atleta declarou estar ansiosa pela volta e muito feliz pela oportunidade.

“A LSB me abriu portas, me fez acreditar que meu basquete pode ir muito além do que eu imagino, é um campeonato muito bom. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de competir pelo time, mas estou com muita sede de jogo, o time também, ficamos só no gostinho (risos). Quero abraçar essa oportunidade de jogar no Rio de Janeiro agora com a minha filha, o que mais almejo é voltar, quero muito jogar”, revelou a atleta.

 

Sodiê Doces e LSB juntas na campanha “Sodiê e Você pelo bem”

A Sodiê doces, considerada atualmente a maior franquia especializada em bolos artesanais do país, lançou em maio, a campanha solidária “Sodiê e você pelo bem”.

O objetivo da campanha é arrecadar alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza, máscaras e álcool gel 70%, que serão doados às famílias que estão em uma situação difícil devido à pandemia do novo coronavírus.

A campanha já deu largada com uma doação de 10 toneladas de alimentos, que foi feita pela fundadora da marca, Cleusa Maria da Silva. Mas a intenção é conseguir triplicar esse número em 30 dias.

E é claro, que a LSB não ficaria de fora e participou dessa campanha solidária. No sábado, 06 de junho, representada pelos seus gestores Marcos Guinancio e Guilherme Simões, a Liga entregou na unidade Tijuca no Rio de Janeiro, as doações de alimentos que a equipe Sodiê Doces LSB arrecadou com seus colaboradores.

Equipe LSB na Sodiê Doces.

O mascote da equipe, Locão James também esteve presente no local com sua malandragem carioca levando alegria e divertindo a todos.

Locão James na Sodiê Doces.

O gestor Marcos Guinancio falou da importância em colaborar com a arrecadação nesse momento difícil de pandemia;

“A Sodiê Doces é a patrocinadora da equipe feminina da LSB e conhecendo a história da empresa sabíamos que, mesmo diante de muitas dificuldades, estariam engajados em prover ajuda a quem precisa. Ficamos muito felizes de poder contribuir contando com os nossos colaboradores e amigos para essa campanha. Agradecemos a Deus por nos permitir ajudar dentro das nossas possibilidades, torcendo para que possamos sair muito mais fortes como sociedade.”

Guilherme Simões, também gestor da Liga, falou um pouco sobre como foi participar desta campanha;

“Contribuir e estimular a contribuição dos nossos parceiros e colaboradores foi um grande prazer. Até por que, quando criamos a LSB, esse era um dos propósitos: ajudar as pessoas através do Basquete. Acho que a campanha da Sodiê Doces foi fundamental pra ajudar milhares de pessoas e nós não poderíamos ficar de fora.”

 

Equipe Sodiê Doces e Locão James.

A Sodiê Doces/LSB RJ é uma equipe feminina de basquetebol fundada pela Liga Super Basketball que conta com os patrocínios da Sodiê Doces e da WA Sports.

 

Relembre os títulos do Grêmio Realengo no Master +35

O primeiro campeonato de 2013 e o bicampeonato de 2014

No ano de 2013 a Liga Super Basketball (LSB) promoveu seu primeiro campeonato Master e o time Grêmio Realengo se consagrou campeão da categoria Master +35. No ano seguinte, a final entre o campeão e o Jequiá IC Master se repetiu e o time de Realengo conquistou pela segunda vez consecutiva o primeiro lugar do campeonato. Seis anos depois, os jogadores do time ainda mantém contato e o capitão relembra a trajetória, as dificuldades e os melhores momentos.

O Grêmio Realengo, time existente desde a década de 90, estava parado há alguns anos. Em 2013, Márcio Coração (técnico do time), viu na LSB uma oportunidade de voltar às quadras. Foi então que contatou os jogadores para montar o time.

No primeiro ano, a equipe era bastante forte e formada por atletas que tiveram uma boa trajetória no esporte nos anos anteriores. O time conseguiu chegar a final contra o Jequiá IC Master e conquistar o primeiro campeonato Master +35 promovido pela LSB.

A equipe do Grêmio Realengo de 2013

Paulo Roberto, ex-capitão da equipe contou que no ano seguinte, as dificuldades foram aumentando, como a falta de recursos e a disponibilidade dos jogadores.

“No decorrer do ano foi ficando difícil, o basquete no Brasil já tem pouco investimento. No Master, os patrocínios caem ainda mais. Além disso, não tinha como manter o time completo sempre, pois todos são adultos e têm outros afazeres como trabalho e família. Foi um ano bom, mas tínhamos muita dificuldade de levar pelo menos cinco atletas para quadra.”, contou o ala do time.

Paulo afirmou que 2014 foi o ano mais difícil, pois com a falta de tempo para se comprometer com o time, muitos jogadores importantes saíram. Mesmo assim, o time conseguiu substituir alguns jogadores e conquistar seu bicampeonato.

“O Marcio (técnico do time), com sua vontade de ver o basquete do Rio renascer foi ajudando quem podia para que todos pudessem comparecer. Fomos reestruturando o time, substituindo quem havia saído. Um ponto importante foi que, mesmo com a falta de esperança em sermos campeões, mantínhamos a mesma empolgação. Tínhamos todos o mesmo objetivo e adorávamos jogar, isso fazia toda a diferença. Nós queríamos ser campeões novamente e fomos. Saímos do campeonato com a sensação de dever cumprido”, contou o jogador.

O elenco do time Grêmio Realengo no ano seguinte

Perguntado sobre suas melhores lembranças, o jogador que foi considerado o MVP do campeonato em 2014 desabafou:

“O jogo nos fazia esquecer um pouco dos problemas, era muito bom jogar e ser capitão desse time fantástico. O momento das conquistas dos troféus é com certeza meu favorito. Éramos uma máquina em 2013, modéstia a parte (risos), o campeonato de 2014 se tornou especial principalmente pelo fato de termos passado por cima de todas as dificuldades. Agradecemos muito a LSB pela iniciativa de promover jogos da categoria Master no Rio, onde já se dava como acabado.”, contou Paulo Roberto.

Nos anos seguintes o time se desfez, mas o jogador afirmou que os ex-companheiros de quadra ainda mantém contato, algumas vezes nas quadras como rivais e outras vezes saindo juntos como amigos.

1° Reunião de planejamento com as equipes da LSB durante a pandemia

Na noite desta terça-feira (09), ocorreu a primeira reunião de planejamento com as equipes da LSB para verificar as possibilidades de retorno das competições após o término da quarentena.

Os 14 times participantes do estadual amador tiveram seus responsáveis na reunião que foi mediada pelos gestores da Liga, Marcos Guinancio e Guilherme Simões.

Reunião

A reunião teve como principais objetivos, identificar os problemas gerados pelo isolamento social, buscar soluções para volta dos jogos, encontrar o melhor protocolo de segurança para que os atletas e equipe tenham total integridade física, e também tentar visualizar uma nova organização no calendário e no formato das competições.

O encontro ainda levantou questões como a flexibilidade do isolamento no Rio de Janeiro que não foi aderida nos municípios do interior do estado, dificultando a saída dos atletas da região, devido às barreiras nas estradas. Times que dependem do transporte cedido pela prefeitura também expressaram suas preocupações, já que no momento todos estão sendo destinados a área da saúde.

Com tudo parado e sem previsão de retorno, alguns times planejam voltar aos treinos meados de julho ou início de agosto, a fim de tentar recuperar o condicionamento físico dos atletas. Porém tudo ainda é muito incerto e a decisão das autoridades para a volta é uma incógnita para todos.

Uma nova reunião será realizada no mês de julho para identificar os avanços, e verificar a possibilidade de iniciar as competições utilizando os protocolos de segurança.

A LSB entende e apoia as medidas de segurança adotadas pelos órgãos de saúde e afirma que só irá retornar as competições quando todas as equipes estiverem de acordo e quando houver garantia de saúde a todos os envolvidos. Nada será precipitado e as reuniões visam planejar o possível retorno com organização e principalmente o cuidado com a saúde.

Athletic Meriti enfrenta Queimados Warriors nos playoffs da Copa Baixada 2019 após quarentena

Com a semifinal da Copa Baixada 2019 adiada devido ao Novo Coronavírus, a Liga Super Basketball (LSB) que promove o campeonato, decidiu falar sobre as expectativas para os futuros confrontos. Como já feito com o jogo entre Team Space e The Brothers Basketball, a LSB comentará também sobre a disputa pela outra vaga na final entre Athletic Meriti e Queimados Warriors.

O desempenho dos times no campeonato

Os times que se enfrentarão novamente já disputaram uma partida na última rodada para a classificação da Copa Baixada 2019. Ocorrida em 01/03/2020, a disputa garantiu uma das 7 vitórias do Athletic Meriti no campeonato e foi marcada por um jogo bastante acirrado que se encerrou com uma diferença de 2 pontos no placar.

Mesmo vencido por 73×71, o Queimados Warriors se destacou com os dois maiores pontuadores da partida: Marcelo Maia e Bruno dos Santos, que garantiram 19 e 18 pontos, respectivamente, para o time. Atualmente, a equipe conta com Alvaro Augusto, o segundo jogador com a maior média de pontos do campeonato e a segunda maior média de arremessos convertidos.

Já na equipe vencedora, o terceiro maior pontuador da partida foi Luis Gustavo, que agregou 17 pontos ao placar. Atualmente, o atleta ocupa o segundo lugar da tabela de jogadores com o maior número de pontos na disputa. Perde apenas para seu companheiro de time e maior pontuador da competição, Wesley Santos, que somou 144 pontos no total. Além de Luis e Wesley, o time conta com o ala-pivô, Wellerson Fernandes, atual jogador com a maior eficiência de todo a Copa Baixada 2019.

Na Copa Baixada 2017, o Athletic Meriti foi vice-campeão e eliminou Queimados Warriors nas quartas de final. No ano seguinte, o time de São João de Meriti conquistou seu segundo vice-campeonato e o time de Queimados conquistou o terceiro lugar.

Athletic Meriti garantindo a vaga na semifinal da Copa Baixada 2019

E agora?

Diego Oliveira, técnico do Queimados Warriors, acredita que no momento não há favoritos a vitória e acredita que este será o melhor confronto da semifinal da Copa Baixada 2019 pelo equilíbrio existente entre os times.

“Eles são uma equipe muito física e principalmente organizada, admiro isso. Mas acredito que se nosso jogo encaixar e conseguirmos aplicar bem as movimentações, as nossas individualidades podem aparecer. Dificilmente algum dos times será surpreendido, acho que será o melhor confronto dessa semifinal e espero conseguir a vitória”, declarou Diego.

Questionado sobre um possível comprometimento no entrosamento dos atletas após tanto tempo sem treinar juntos pela pandemia, o professor se mostrou otimista e afirmou que este pode ser um diferencial da equipe para a disputa.

“Sinceramente, minha equipe não deve sofrer por falta de entrosamento, estamos juntos desde os 17 anos, pelo menos uma boa parte do time e, mesmo os que não estão há tanto tempo, são muito amigos. Nos conhecemos, sabemos a melhor bola um do outro. Lógico que as jogadas vão precisar ser repassadas com atenção, certamente vamos ter uma dificuldade, mas acredito que vamos superar esse obstáculo e, se tudo der certo, vamos para a final”, afirmou o técnico.

O elenco do Queimados Warriors 2020

Robson, técnico do Athletic Meriti, também afirmou dispensar um favoritismo e esperar por um grande confronto.

“O favoritismo é algo que dispenso dentro de quadra, existem duas equipes muito bem qualificadas, que, com certeza, apresentarão o seu melhor basquetebol dentro das possibilidades criadas e postas. Eu e Diogo Luciano (também professor do time) esperamos que seja, sobretudo, um grande duelo.”, contou Robson

Perguntado sobre as expectativas pro confronto, o professor reiterou que não espera que seja um jogo fácil, visto que ambos os times são muito qualificados. Além disso, reiterou seu desejo de ser campeão após duas temporadas de vice-campeonato.

“Por óbvio, não esperamos uma situação passiva em relação ao próximo jogo. Conhecendo os integrantes da equipe Queimados Warriors, certamente tentarão nos surpreender nessa revanche. Nossa expectativa era de que seria um grande jogo, uma vez que ambas as equipes almejavam chegar nas final da competição e, principalmente, levantar o troféu de campeão da Copa Baixada. Essa expectativa continua a mesma.”

A partida entre Queimados Warriors e Team Space estava prevista para dia 15/03/2020, mas foi suspensa devido a Covid-19 e acontecerá assim que o cenário de pandemia do país se resolver.

Playoffs da Copa Baixada 2019: veja as expectativas pra The Brothers Vs. Team Space após pandemia

Com a pandemia do Novo Coronavírus, a Copa Baixada 2019, promovida pela Liga Super Basketball (LSB) está suspensa desde 13/03/2020. O campeonato, que já possuía os confrontos da semifinal definidos, teria entrado nos playoffs e terminado em março desse ano. Como resultado disso, teremos o segundo confronto entre o time Team Space e o The Brothers Basketball a partir do momento em que tudo estiver normalizado.

Diante desse cenário, a LSB resolveu falar sobre o futuro confronto e fazer uma retrospectiva da trajetória de cada time na competição, destacando os dados mais importantes.

Estatística dos times na Copa Baixada 2019

Até o momento, Team Space estreou a temporada ganhando todos os 9 jogos que competiu, enquanto The Brothers Basketball ganhou 6 do mesmo total. O time invicto conta com Gabriel Victor, jogador com a maior média de pontos do campeonato, além de Moisés Diorginis, o terceiro jogador com o maior número de pontos da Copa Baixada 2019, totalizando 119 em 9 partidas.

Do outro lado, The Brothers conta com Daniel Maciel, jogador com a maior eficiência do time (87.0) e que totalizou 100 pontos no campeonato até então. Também conta com Igor Apolinário, que possui a maior média de roubo de bolas da competição.

Daniel Maciel, ala do The Brothers Basketball e jogador com a maior eficiência do time

Além disso, os times já se enfrentaram nas rodadas anteriores do campeonato e o time invicto venceu o confronto com 73 pontos contra 62 da equipe adversária. Mesmo com a vitória, o técnico do Team Space, Bruno, definiu a partida como atípica, devido ao time ter jogado com 7 jogadores a menos após penalidades. O jogo foi marcado por um placar pouco aberto na maior parte do tempo, onde o time The Brothers conseguiu diminuir a diferença e assumir certa vantagem durante o segundo período, mesmo assim, o cronômetro finalizou com o Team Space 11 pontos na frente do adversário.

E agora?

Questionado sobre o favoritismo da equipe, Bruno Space, técnico do Team Space, afirmou que apesar de favorito a vitória, um ponto preocupante é a falta de treinos coletivos, que colocam os times no mesmo nível.

“A gente se considera sim favorito, mas com muito pé no chão, principalmente depois dessa pandemia. Todo mundo vai estar igual, pois ninguém está treinando o coletivo e o entrosamento vai cair bastante. Isso pode prejudicar até mesmo o time favorito.”, detalhou.

Além disso, Space comentou que o time vem treinando da maneira possível para evitar surpresas.

“A gente tem treinado cada um na sua casa, mas a falta de entrosamento talvez seja a maior surpresa que teremos. Não só a gente, uma vez que são 3 meses parados. De qualquer forma, estudamos nossos adversários para que eles não nos surpreendam com nada. Vamos buscar o máximo fazer um excelente jogo e corrigir os erros do último confronto.“, afirmou Bruno.

Ao falar do futuro jogo, Bruno acrescentou que o time fez uma boa campanha, está focado a chegar bem na semifinal e conquistar mais um título.

Elenco do Team Space 2020

Sérgio Jesus, técnico da equipe adversária também confirmou o favoritismo do Team Space não só ao confronto, mas a vencer o campeonato. Entretanto, afirmou que acredita em seu time.

“Acredito que a minha equipe tenha condições de vencer a equipe do Space, mas os considero favoritos sim. Meu time é experiente, a maioria joga há bastante tempo juntos e sei que os atletas têm um potencial e podem ganhar a partida.”, afirmou o técnico.

Além disso, Sérgio acrescentou que tudo pode acontecer dentro de quadra, parabenizou a equipe adversária pelo campeonato e desejou sorte a todos.

“Basquete é dentro de quadra, acho que podemos surpreendê-los sim, mas isso a gente vê na hora. Depende do temperamento do times, da mão dos jogadores, mas, espero vencer mesmo sabendo que não será fácil. A equipe deles está de parabéns, mas buscaremos nossa vitória e nossa classificação. Desejo sorte a eles e à minha equipe que vai lutar dentro de quadra do primeiro ao último minuto como sempre fazemos em todos os campeonatos que atuamos.”, contou Sérgio.

A partida entre Team Space e The Brothers Basketball estava prevista para dia 15/03/2020, entretanto, com a pandemia do Novo Coronavírus foi suspensa e acontecerá assim que tudo se normalizar.