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Máster +40: SC Mackenzie conquista seu primeiro título na categoria em 2019, relembre

A competição do máster +40 de 2019 teve o Sport Club Mackenzie como campeão em cima do Oásis. Com um placar de 84 a 68, o time vencedor foi superior e levou a vitória após vários anos participando e não conseguindo o primeiro lugar no pódio.

O diretor de basquete do clube Sérgio Luciano falou sobre a vitória: “Eu poderia nomear a conquista de 2019 como “finalmente”, depois de vários insucessos, ficando em segundo lugar, e em terceiro lugar; para mim, foi o resgate de uma dívida que eu tinha com dois atletas, o Renato Barros, que foi quem deu start no projeto e que até então jogando a categoria não tinha conseguido o título; e o Bruno Russo, que já havia sido campeão no +35, mas ele se identificava muito com a categoria +40, onde ele era o capitão da equipe, então foi muito importante a conquista desse título.”

Equipe campeã de 2019.

A equipe do máster +40 do Mackenzie começou a disputar os campeonatos da LSB desde a primeira edição. Já existia a equipe do máster +35 e conforme alguns atletas foram ganhando idade migraram para o +40. De acordo com Sérgio Luciano, faltava um pouco de oxigênio nessa categoria, eram muitos problemas na equipe, faltava um pouco de ímpeto e algumas qualidades. Até que em dezembro de 2018, ele recebeu um telefonema, onde um amigo falou que o Jequiá estava desfazendo a equipe máster +40 por falta de apoio do clube. Então todos os atletas foram recebidos pelo Mackenzie e foram integrados ao time, fazendo com que as deficiências antigas fossem sanadas e o time estivesse no auge da qualidade técnica para participar dos jogos em 2019.

Foram 14 jogos com 13 vitórias. A derrota aconteceu em casa para o AVBN que tinha um bom time; foi um dia difícil para o Mackenzie, parecia que nada estava dando certo.

“Foi bom perder para o AVBN, para dar mais maturidade ao time, até então estávamos vindo de várias vitórias, a equipe estava ‘se sentindo’. Então o time pôs os pés no chão, passou a jogar com mais seriedade em todos os jogos.” Disse Sérgio Luciano.

O Mackenzie terminou a fase classificatória muito bem; na fase semifinal, jogaram contra o Vasco com os dois jogos em São Januário, onde obtiveram a vitória. Na final enfrentaram o Oásis, que tinha um excelente time, no primeiro jogo o trabalho de recuperação do Mackenzie foi fundamental, os atletas impuseram a qualidade e saíram com a vitória. No segundo jogo o Oásis conseguiu ser ainda melhor, fizeram a equipe do Mackenzie sofrer, mas a partida foi fluindo e com as mexidas do técnico, e os próprios jogadores se empenhando em produzir mais, o time conseguiu estabilizar. Começaram a se aproximar do placar, até então conseguir a vitória e o primeiro título do Máster +40 para o Mackenzie.

Equipe na Semifinal da competição.

“A subida de categoria do Nilo, a chegada do Marcelão, do Paulo, do Biscoito, do Capilé tudo isso qualificou muito, muito a equipe. O time foi campeão de forma contundente , foram jogos dificílimos, mas conseguimos nos manter firmes em todos os jogos, agradeço a todos que fizeram parte dessa conquista.” Finalizou Sérgio Luciano. 

Máster +40: Relembre os títulos do tricampeão Jequiá em 2016, 2017 e 2018

Após a estreia do Máster +40 em 2015, novos times se formaram para participar da competição. Esse foi o caso do Jequiá Iate Clube que ganhou os três anos seguidos da categoria.

O técnico da equipe Márcio da Silva, campeão nos três anos seguidos falou um pouco sobre a criação do time:  

“Quando resolvi montar essa equipe do Máster +40, foi bem fácil. Reuni jogadores que já faziam parte do Máster 35, e que tinham acabado de se consagrar campeões. Era uma equipe que reunia família e amigos, todos os jogos eram acompanhados por esposas e namoradas, todos torcendo por mais uma vitória. Era um prazer disputar esse campeonato, jogávamos sempre contra amigos e ex-jogadores.”

No primeiro título em 2016, o Jequiá enfrentou o Mackenzie na final, foram jogos bem difíceis, e bem disputados pelas equipes. Os times estavam muito equilibrados e a briga pelo título foi grande, mas depois de duas vitórias seguidas o Jequiá se consagrou o campeão do ano.

Equipe campeã de 2016

Em 2017, todas as equipes reforçaram seus times, o que fez o nível do Máster +40 aumentar muito. Repetindo a final de 2016, Jequiá e Mackenzie se enfrentaram no primeiro jogo na casa do time da Ilha do Governador. Após a derrota, o Jequiá informou a LSB que o adversário tinha utilizado um jogador irregular. Então, a Liga verificou a denúncia, e o Mackenzie perdeu alguns pontos, no segundo jogo, eles decidiram não jogar e perderam por WO, Jequiá se tornou o bicampeão da categoria Master +40.

Equipe bicampeã de 2017.

No terceiro ano, mais dois times muito fortes entraram pra competição, o Oásis e Niterói. As duas equipes disputaram até o final, na semifinal, o Jequiá enfrentou o Oásis que tinha ex-jogadores do Flamengo e Vasco em um jogo muito duro. Mas, a equipe da Ilha ganhou os dois jogos e disputaram a final contra o Niterói. No primeiro jogo da final no Jequiá Iate Clube, o Niterói levou a vitória. Os dois últimos jogos foram na casa do time da região metropolitana e o Jequiá levou a melhor vencendo e conquistando o tricampeonato.

Equipe tricampeã de 2018.

Márcio falou também sobre os jogos difíceis e disputados da competição nos três anos em que ficou à frente da equipe do Jequiá Iate Clube:

 “Os jogos foram sempre bem disputados, os placares eram baixos e apenas por detalhes tivemos êxitos em nossas vitórias. Não consigo destacar nenhum jogador, nem técnico que tenha feito a diferença, apenas uma equipe unida.”

Em 2019, o Jequiá não disputou o campeonato, a base do time foi para o Mackenzie, que foi o campeão do ano.

“O time do Jequiá se desfez, o clube resolveu priorizar o futsal, e com isso nós perdemos a quadra e fomos obrigados a procurar outro time, caso contrário provavelmente ganharíamos novamente.” Disse Márcio da Silva, técnico do time tricampeão.

Memórias Máster +40: Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha

Em 2015 a Liga Super Basketball (LSB), promoveu o primeiro campeonato na categoria Máster +40. Na estreia da edição, apenas quatro times participaram e o Centro Cívico Leopoldinense, conhecido também como Vila da Penha, consagrou-se campeão em disputa na grande final contra a Escola de Basquete do Serjão, a Escobase de Campo Grande.

Equipe do Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha de 2015.

O fundador do time e treinador da equipe campeã Luiz Olyntho, falou sobre a criação do Máster +40; “Eu e mais alguns colegas junto ao Marcos Guinancio e ao Guilherme Simões, fomos os primeiros a pedir o Máster na época. A idade foi chegando pro pessoal que começou lá atrás, e o pedido do Máster foi uma necessidade. Nós estamos envelhecendo, e é muito chato você jogar em uma categoria, que na verdade você não consegue jogar, eles entenderam isso, e primeiramente foi criado o Máster +35, e depois o +40, conforme uma progressão natural da idade das pessoas.” Disse Luiz Olyntho.

Na fase de classificação da competição, o Vila da Penha ficou em terceiro lugar, jogou a semifinal contra o Jacarepaguá, o primeiro jogo na casa do adversário com derrota para os visitantes. Já o segundo jogo foi no Centro Cívico Leopoldinense, onde empataram a série com a vitória. Então, a vaga foi decidida em Mesquita em uma partida emocionante, o Jacarepaguá começa com vantagem, mas com muita qualidade a equipe de Luiz Olyntho faz uma boa rotação e termina o jogo com a vitória com uma diferença de 10 a 12 pontos na frente mesmo perdendo vários lances livres durante toda disputa.

“A equipe do Vila da Penha foi tomando corpo ao longo da fase regular, os atletas eram originalmente os fundadores do Centro Cívico Leopoldinense, e também alguns que foram crias do Olaria Atlético Clube e Grêmio de Realengo, tivemos também alguns reforços importantes do Jequiá Iate Clube, que se entrosaram bastante com o grupo, formando assim, uma equipe muito unida, e com bom preparo físico, que é um elemento, que faz toda diferença nas categorias Master.” Disse o Ala-armador da equipe Michel Maluff.

A final do campeonato foi contra a Escobase de Campo Grande, que derrotou o Mackenzie na semifinal. A Escobase tinha um time muito bom, era o favorito na disputa. Mas, o técnico Luiz preparou muito bem a equipe.

“Nos entendíamos como grupo, e tínhamos um elemento essencial para o jogo em muitas ocasiões da partida: o emocional e o mental. A equipe se divertia em quadra e amava competir, quando nos reuníamos, era sempre um momento de encontro de amigos e sempre desfrutamos isso em todos os jogos e treinos, essa sempre foi a marca do Vila da Penha. Muitos se conhecem há mais de 25 anos, e todos se ajudavam e amavam estar juntos pelo jogo, pelo basketball. Foi inesquecível pra nós, e mantém a chama acesa para buscar mais na Liga” Disse Michel Maluff.

No primeiro jogo na casa do Vila da Penha, a Escobase começou melhor, mas, após alguns ajustes de marcação, o time da Zona Norte conseguiu a vitória com certa vantagem. O segundo jogo aconteceu na quadra do Jequiá, dois jogadores da Escobase foram desqualificados no finalzinho do primeiro jogo, o que fez grande diferença, pois eram jogadores de muita importância que conseguiam dominar o jogo. O time da Zona Oeste começou a partida bem melhor, abrindo 12 a 14 pontos de vantagem, mas a partir do terceiro quarto, o Vila da Penha começa a encostar no placar, e no último quarto acontece a virada e a vitória do Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha.

“A percepção do primeiro ano do +40 foi legal, só existiam quatro equipes na época, e nós não éramos os favoritos, mas eu sabia da força e da qualidade do time. É muito ruim você como treinador comandar seus amigos. Ao longo do tempo eu vi que dirigir amigos era uma coisa que eu não queria, apesar de eu ter a formação, de já ter dirigido algumas equipes, não é uma coisa em que eu sinta vontade. A qualidade do Máster é principalmente a participação dos grandes jogadores nos últimos anos, você joga com caras que você vê na televisão. Isso é muito legal, o ambiente é diferente, nosso objetivo claro que é ganhar, mas a gente quer se divertir acima de tudo quer ter um bom dia.” Finalizou Luiz Olyntho. 

Juliana Ribeiro e Carolina França falam sobre suas conquistas e dificuldades no basquetebol feminino

Juliana e Carolina são atletas de basquetebol que possuem conquistas a nível estadual e nacional no esporte. Com seus 25 e 26 anos, respectivamente, as atletas conquistaram a oportunidade de atuar profissionalmente na equipe Sodiê Doces/LSB RJ, criada pela Liga Super Basketball (LSB) em 2019. Hoje vamos contar um pouco mais sobre o início no esporte, a trajetória em quadra dessas atleta e as dificuldades de ambas para se manterem no meio do basquete.

Juliana Ribeiro iniciou sua história nas quadras com 12 anos jogando no time pré-mirim do Tijuca Tênis Clube. O esporte proporcionou à atleta uma bolsa de estudos de 100% em um colégio particular, onde teve oportunidade de atuar em diversas competições. A atleta também integrou diversos clubes como o Clube Municipal, onde jogou o Campeonato Sul-Americano de Basquetebol Feminino, e também na Mangueira, onde pôde dividir quadra com grandes talentos do esporte. Na sua trajetória completa já jogou campeonatos estaduais, foi convocada para seleção carioca, e também para seleção brasileira, onde chegou a jogar até em Madrid (Espanha) em 2013. Atualmente, é ala-pivô da equipe profissional de basquetebol feminino Sodiê Doces/LSB RJ.

Juliana vestindo a camisa 12 da equipe profissional Sodiê Doces/LSB RJ

Companheira de quadra de Juliana, a atleta Carolina França também tem uma lista longa de conquistas no esporte. Descoberta com 13 anos por um técnico de basquete de um colégio particular, a jogadora conquistou bolsas integrais devido ao seu basquetebol em todos os colégios e faculdades que passou. Se federou em 2010 pelo Clube da Mangueira, onde participou do Campeonato Estadual no mesmo ano. Em sua trajetória conquistou o primeiro lugar do Campeonato Brasileiro Universitário 2019, representando a primeira conquista do Rio de Janeiro no campeonato após 13 anos. Ficou em segundo lugar com seu time no Campeonato Brasileiro Estudantil ocorrido em Curitiba e, nos campeonatos da LSB, conquistou o prêmio individual de Melhor Ala do Campeonato Estadual Amador 2012. No ano passado, a atleta começou a atuar profissionalmente juntamente com Juliana Ribeiro.

A atleta Carolina França vestindo a camisa 6 da Sodiê Doces/LSB RJ.

A equipe profissional adulta na qual as atletas atuam no momento (Sodiê Doces/LSB RJ) visa recuperar o basquetebol feminino no Rio de Janeiro, dar oportunidade e espaço para mulheres no esporte e abrir caminho para que as futuras gerações  também possam realizar seus sonhos em quadra. Sobre isso, as atletas contam ser uma responsabilidade enorme e também um grande sonho.

“A sensação de estar na Sodiê Doces/LSB RJ é literalmente sonho, parece que a ficha ainda não caiu de estar em um time profissional e adulto. É uma grande conquista nossa, porque fizemos por merecer e o intuito do projeto torna tudo um sonho em dobro, não é só uma realização pessoal, mas também uma forma de abrir caminho para uma menina realizar o seu sonho no futuro.”, contou Carolina França.

Sobre a responsabilidade, Juliana contou que foi um ano de muito aprendizado e adaptação.

“No ano passado eu aprendi muito sendo uma atleta profissional, foi uma grande adaptação. Tivemos ajuda dos nossos diretores, psicólogos e profissionais da mídia para saber como se portar em uma entrevista, etc. Foi uma oportunidade e responsabilidade enorme poder jogar com pessoas que você vê na televisão, saber que você pode chegar no nível daquelas atletas. Além disso, a equipe de cientistas de dados me proporcionou um aprendizado que eu não tive em 10 anos de basquetebol como lances que aumentam as possibilidades de cesta ou como quando arremessar ou não. Esse ano na equipe me proporcionou coisas inimagináveis, é muito bom ser atleta do time.”, relatou Juliana Ribeiro

Mesmo com tanto talento e as grandes conquistas dessas mulheres, o basquetebol feminino ainda não é reconhecido ou valorizado no país. O investimento, os patrocínios e recursos são muito poucos e insuficientes e, por isso, o basquetebol profissional feminino não pode ser a única fonte de renda dessas atletas. Muitas precisam se dividir entre trabalhar, estudar e jogar. Ser mulher nas quadras ainda é uma luta difícil e diária e, para Juliana Ribeiro, o que mais pesa é a falta de reconhecimento.

“Sobre jogar e trabalhar, me acho uma mulher guerreira e me sinto orgulhosa de ter no meu time outras mulheres como eu. Eu acredito que se eu pudesse me dedicar 80% para o basquete eu seria outra jogadora, mas também acredito que todos os sacrifícios serão reconhecidos uma hora! Minha vida sempre foi assim, sou negra, moro em comunidade, tenho 26 anos, já sou formada e jogo basquete profissionalmente. Sigo minha vida com muito orgulho do que sou e do que me tornei para minha família. Só queria mesmo reconhecimento e voz para o basquete feminino.”, contou a ala/pivô Juliana.

Para Carolina França o problema se resume em duas palavras: investimento e credibilidade.

“As maiores dificuldades eu posso resumir em investimento e credibilidade, porque quem têm poder para fazer o basquete feminino crescer não se importa, não confia e não investe. Não dá para viver de esporte no país, não por culpa do clube, mas pela falta de investimento dos patrocinadores. É muito suado para eles conseguirem o pouco que já temos e o feminino não tem nem 1/3 da estrutura e investimento que o masculino tem. Eu acho que o Brasil é uma fábrica de talentos em diversos esportes, mas falta muito investimento. Mulheres que se destacam precisam fazer mais que o triplo do que um jogador homem faz e o retorno é sempre desproporcional.”, desabafou Carolina.

Neste ano a equipe jogaria a Liga de Basquete Feminino (LBF) representando o Rio de Janeiro, entretanto, com a pandemia do Novo Coronavírus, o campeonato de 2020 foi oficialmente cancelado nesta semana. Mesmo com o desânimo pela falta de perspectivas para o futuro, desistir não é uma opção para nenhuma das duas jogadoras. Sobre isso, Carolina França mandou um recado para todas as outras atletas.

“Não desanimem, tenham fé. É uma fase, um momento atípico que estamos vivendo. O sonho não acabou, ele só foi prorrogado”, falou a atleta.

Memórias Master +35: Jequiá IC Master conquista o título de 2015 após dois vice-campeonatos

Após ser vice-campeão em 2013 e em 2014, o time Jequiá IC Master enfrentou a Associação de Veteranos de Basquete de Niterói (AVBN) e conquistou o primeiro lugar do campeonato Master +35 de 2015 promovido pela Liga Super Basketball (LSB). O até então campeão seguiu disputando o torneio até 2018 e, no total da trajetória, conquistou três vice-campeonatos e um título nas quadras da LSB. Hoje, falaremos sobre a criação, a trajetória e os melhores momentos da equipe, além da grande amizade existente entre os ex-atletas até os dias atuais.

Pedro Rubem, técnico do time na sua estreia, contou que o time foi formado em 2013, quando um time da Ilha do Governador convidou os amigos que moravam na região e haviam jogado basquete para um amistoso. Após o jogo, vendo a quantidade de ex-atletas residentes na Ilha, os amigos começaram a jogar partidas no Jequiá Iate Clube (clube local) e, assim, tiveram a ideia de montar o time.

Fabiano Ferreira, ex-jogador da equipe, contou que após jogar e conhecer a proposta da Liga, viu na LSB uma ótima oportunidade para esses atletas voltarem às quadras.

“Comecei a voltar a praticar esportes para incentivar meus filhos e comecei a postar nas redes sociais, foi então que me chamaram para jogar e foi assim que conheci a Liga. De primeira achei a proposta da LSB incrível. No segundo momento percebi que havia muitos jogadores parados e que a LSB seria um ótimo campeonato para nós”, contou o ex-ala do time.

No ano de estreia, o time começou com muitas derrotas, mas se recuperou no segundo turno e conquistou o vice-campeonato. Para Pedro Rubem, técnico da equipe no ano, foi uma vitória maravilhosa e um dos melhores momentos do time.

“Fizemos um primeiro turno muito ruim, mas conseguimos nos recuperar e eliminar o Mackenzie, time muito forte e de muita tradição. Não tinha como ganhar do Grêmio Realengo (campeão de 2013). O primeiro vice-campeonato foi na verdade nosso primeiro título.”, declarou o técnico.

No ano seguinte, a final contra o time de Realengo se repetiu e o Jequiá foi novamente vice-campeão. Em 2015, o time chegou a final pela terceira vez consecutiva. Dessa vez, enfrentou o AVBN de Niterói numa disputa bastante acirrada e se consagrou campeão do Master +35. O jogador Fabiano detalhou o jogo que deu o título ao time e afirmou ter sido o melhor momento do Jequiá.

“Após dois anos de equipe, recebemos dois reforços que elevaram nossa equipe para outro patamar. Rivalizamos com um de nossos melhores adversários na final, fomos muito bem no primeiro e no segundo turno, mas final é sempre final. O jogo foi bastante amarrado, a maior vantagem foi de 5 pontos se não me engano. Mas o Marcio, Marcelão e Douglas desequilibraram para nós e conquistamos um título muito especial para todos. O melhor momento foi com certeza o da final contra o Niterói (AVBN).”, relatou o ex-jogador.

O time conquistando o campeonato Master +35 de 2015

Após a vitória, o time continuou disputando a LSB por alguns anos e em 2017 foi vice-campeão novamente do Master +35. No ano seguinte o time se desfez, mas até hoje todos mantém contato. Para Pedro Rubem o time formou uma família.

“Voltar a frequentar o Jequiá e jogar por ele foi maravilhoso, ninguém nunca esquece. A gente ama esse clube e a família que criamos. Ter dividido as quadras com tantos jogadores talentosos foi um privilégio. A família Jequiá que a gente criou é o ponto alto desse time. É sensacional fazer parte.”, contou o ex-jogador e ex-técnico do time.

Perguntado sobre sua experiência pessoal no time, Fabiano Ferreira também se declarou à equipe, afirmou que gostaria muito de voltar às quadras com o Jequiá e que a maior vitória de todas é a família que o time criou.

“Gostaria muito que esta equipe que me deu tanto prazer voltasse a jogar juntos. Seria um imenso prazer. Somos uma família grande, estamos sempre em contato. Assim que passar este momento pesado da nossa sociedade, nos reencontraremos nem que seja só pra lembrarmos das histórias que criamos juntos. Eu vivi a minha infância e adolescência no Jequiá, o que tornou o clube muito importante pra mim. Dali saíram meus principais amigos dentro e fora do esporte. Mantemos contato frequente entre nossos respectivos núcleos familiares, esta é a maior vitória de todas.”, contou o ala do time.

A família Jequiá: “O que fica de mais importante até hoje”.

Sodiê Doces e LSB juntas na campanha “Sodiê e Você pelo bem”

A Sodiê doces, considerada atualmente a maior franquia especializada em bolos artesanais do país, lançou em maio, a campanha solidária “Sodiê e você pelo bem”.

O objetivo da campanha é arrecadar alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza, máscaras e álcool gel 70%, que serão doados às famílias que estão em uma situação difícil devido à pandemia do novo coronavírus.

A campanha já deu largada com uma doação de 10 toneladas de alimentos, que foi feita pela fundadora da marca, Cleusa Maria da Silva. Mas a intenção é conseguir triplicar esse número em 30 dias.

E é claro, que a LSB não ficaria de fora e participou dessa campanha solidária. No sábado, 06 de junho, representada pelos seus gestores Marcos Guinancio e Guilherme Simões, a Liga entregou na unidade Tijuca no Rio de Janeiro, as doações de alimentos que a equipe Sodiê Doces LSB arrecadou com seus colaboradores.

Equipe LSB na Sodiê Doces.

O mascote da equipe, Locão James também esteve presente no local com sua malandragem carioca levando alegria e divertindo a todos.

Locão James na Sodiê Doces.

O gestor Marcos Guinancio falou da importância em colaborar com a arrecadação nesse momento difícil de pandemia;

“A Sodiê Doces é a patrocinadora da equipe feminina da LSB e conhecendo a história da empresa sabíamos que, mesmo diante de muitas dificuldades, estariam engajados em prover ajuda a quem precisa. Ficamos muito felizes de poder contribuir contando com os nossos colaboradores e amigos para essa campanha. Agradecemos a Deus por nos permitir ajudar dentro das nossas possibilidades, torcendo para que possamos sair muito mais fortes como sociedade.”

Guilherme Simões, também gestor da Liga, falou um pouco sobre como foi participar desta campanha;

“Contribuir e estimular a contribuição dos nossos parceiros e colaboradores foi um grande prazer. Até por que, quando criamos a LSB, esse era um dos propósitos: ajudar as pessoas através do Basquete. Acho que a campanha da Sodiê Doces foi fundamental pra ajudar milhares de pessoas e nós não poderíamos ficar de fora.”

 

Equipe Sodiê Doces e Locão James.

A Sodiê Doces/LSB RJ é uma equipe feminina de basquetebol fundada pela Liga Super Basketball que conta com os patrocínios da Sodiê Doces e da WA Sports.

 

Relembre os títulos do Grêmio Realengo no Master +35

O primeiro campeonato de 2013 e o bicampeonato de 2014

No ano de 2013 a Liga Super Basketball (LSB) promoveu seu primeiro campeonato Master e o time Grêmio Realengo se consagrou campeão da categoria Master +35. No ano seguinte, a final entre o campeão e o Jequiá IC Master se repetiu e o time de Realengo conquistou pela segunda vez consecutiva o primeiro lugar do campeonato. Seis anos depois, os jogadores do time ainda mantém contato e o capitão relembra a trajetória, as dificuldades e os melhores momentos.

O Grêmio Realengo, time existente desde a década de 90, estava parado há alguns anos. Em 2013, Márcio Coração (técnico do time), viu na LSB uma oportunidade de voltar às quadras. Foi então que contatou os jogadores para montar o time.

No primeiro ano, a equipe era bastante forte e formada por atletas que tiveram uma boa trajetória no esporte nos anos anteriores. O time conseguiu chegar a final contra o Jequiá IC Master e conquistar o primeiro campeonato Master +35 promovido pela LSB.

A equipe do Grêmio Realengo de 2013

Paulo Roberto, ex-capitão da equipe contou que no ano seguinte, as dificuldades foram aumentando, como a falta de recursos e a disponibilidade dos jogadores.

“No decorrer do ano foi ficando difícil, o basquete no Brasil já tem pouco investimento. No Master, os patrocínios caem ainda mais. Além disso, não tinha como manter o time completo sempre, pois todos são adultos e têm outros afazeres como trabalho e família. Foi um ano bom, mas tínhamos muita dificuldade de levar pelo menos cinco atletas para quadra.”, contou o ala do time.

Paulo afirmou que 2014 foi o ano mais difícil, pois com a falta de tempo para se comprometer com o time, muitos jogadores importantes saíram. Mesmo assim, o time conseguiu substituir alguns jogadores e conquistar seu bicampeonato.

“O Marcio (técnico do time), com sua vontade de ver o basquete do Rio renascer foi ajudando quem podia para que todos pudessem comparecer. Fomos reestruturando o time, substituindo quem havia saído. Um ponto importante foi que, mesmo com a falta de esperança em sermos campeões, mantínhamos a mesma empolgação. Tínhamos todos o mesmo objetivo e adorávamos jogar, isso fazia toda a diferença. Nós queríamos ser campeões novamente e fomos. Saímos do campeonato com a sensação de dever cumprido”, contou o jogador.

O elenco do time Grêmio Realengo no ano seguinte

Perguntado sobre suas melhores lembranças, o jogador que foi considerado o MVP do campeonato em 2014 desabafou:

“O jogo nos fazia esquecer um pouco dos problemas, era muito bom jogar e ser capitão desse time fantástico. O momento das conquistas dos troféus é com certeza meu favorito. Éramos uma máquina em 2013, modéstia a parte (risos), o campeonato de 2014 se tornou especial principalmente pelo fato de termos passado por cima de todas as dificuldades. Agradecemos muito a LSB pela iniciativa de promover jogos da categoria Master no Rio, onde já se dava como acabado.”, contou Paulo Roberto.

Nos anos seguintes o time se desfez, mas o jogador afirmou que os ex-companheiros de quadra ainda mantém contato, algumas vezes nas quadras como rivais e outras vezes saindo juntos como amigos.

Athletic Meriti enfrenta Queimados Warriors nos playoffs da Copa Baixada 2019 após quarentena

Com a semifinal da Copa Baixada 2019 adiada devido ao Novo Coronavírus, a Liga Super Basketball (LSB) que promove o campeonato, decidiu falar sobre as expectativas para os futuros confrontos. Como já feito com o jogo entre Team Space e The Brothers Basketball, a LSB comentará também sobre a disputa pela outra vaga na final entre Athletic Meriti e Queimados Warriors.

O desempenho dos times no campeonato

Os times que se enfrentarão novamente já disputaram uma partida na última rodada para a classificação da Copa Baixada 2019. Ocorrida em 01/03/2020, a disputa garantiu uma das 7 vitórias do Athletic Meriti no campeonato e foi marcada por um jogo bastante acirrado que se encerrou com uma diferença de 2 pontos no placar.

Mesmo vencido por 73×71, o Queimados Warriors se destacou com os dois maiores pontuadores da partida: Marcelo Maia e Bruno dos Santos, que garantiram 19 e 18 pontos, respectivamente, para o time. Atualmente, a equipe conta com Alvaro Augusto, o segundo jogador com a maior média de pontos do campeonato e a segunda maior média de arremessos convertidos.

Já na equipe vencedora, o terceiro maior pontuador da partida foi Luis Gustavo, que agregou 17 pontos ao placar. Atualmente, o atleta ocupa o segundo lugar da tabela de jogadores com o maior número de pontos na disputa. Perde apenas para seu companheiro de time e maior pontuador da competição, Wesley Santos, que somou 144 pontos no total. Além de Luis e Wesley, o time conta com o ala-pivô, Wellerson Fernandes, atual jogador com a maior eficiência de todo a Copa Baixada 2019.

Na Copa Baixada 2017, o Athletic Meriti foi vice-campeão e eliminou Queimados Warriors nas quartas de final. No ano seguinte, o time de São João de Meriti conquistou seu segundo vice-campeonato e o time de Queimados conquistou o terceiro lugar.

Athletic Meriti garantindo a vaga na semifinal da Copa Baixada 2019

E agora?

Diego Oliveira, técnico do Queimados Warriors, acredita que no momento não há favoritos a vitória e acredita que este será o melhor confronto da semifinal da Copa Baixada 2019 pelo equilíbrio existente entre os times.

“Eles são uma equipe muito física e principalmente organizada, admiro isso. Mas acredito que se nosso jogo encaixar e conseguirmos aplicar bem as movimentações, as nossas individualidades podem aparecer. Dificilmente algum dos times será surpreendido, acho que será o melhor confronto dessa semifinal e espero conseguir a vitória”, declarou Diego.

Questionado sobre um possível comprometimento no entrosamento dos atletas após tanto tempo sem treinar juntos pela pandemia, o professor se mostrou otimista e afirmou que este pode ser um diferencial da equipe para a disputa.

“Sinceramente, minha equipe não deve sofrer por falta de entrosamento, estamos juntos desde os 17 anos, pelo menos uma boa parte do time e, mesmo os que não estão há tanto tempo, são muito amigos. Nos conhecemos, sabemos a melhor bola um do outro. Lógico que as jogadas vão precisar ser repassadas com atenção, certamente vamos ter uma dificuldade, mas acredito que vamos superar esse obstáculo e, se tudo der certo, vamos para a final”, afirmou o técnico.

O elenco do Queimados Warriors 2020

Robson, técnico do Athletic Meriti, também afirmou dispensar um favoritismo e esperar por um grande confronto.

“O favoritismo é algo que dispenso dentro de quadra, existem duas equipes muito bem qualificadas, que, com certeza, apresentarão o seu melhor basquetebol dentro das possibilidades criadas e postas. Eu e Diogo Luciano (também professor do time) esperamos que seja, sobretudo, um grande duelo.”, contou Robson

Perguntado sobre as expectativas pro confronto, o professor reiterou que não espera que seja um jogo fácil, visto que ambos os times são muito qualificados. Além disso, reiterou seu desejo de ser campeão após duas temporadas de vice-campeonato.

“Por óbvio, não esperamos uma situação passiva em relação ao próximo jogo. Conhecendo os integrantes da equipe Queimados Warriors, certamente tentarão nos surpreender nessa revanche. Nossa expectativa era de que seria um grande jogo, uma vez que ambas as equipes almejavam chegar nas final da competição e, principalmente, levantar o troféu de campeão da Copa Baixada. Essa expectativa continua a mesma.”

A partida entre Queimados Warriors e Team Space estava prevista para dia 15/03/2020, mas foi suspensa devido a Covid-19 e acontecerá assim que o cenário de pandemia do país se resolver.

Playoffs da Copa Baixada 2019: veja as expectativas pra The Brothers Vs. Team Space após pandemia

Com a pandemia do Novo Coronavírus, a Copa Baixada 2019, promovida pela Liga Super Basketball (LSB) está suspensa desde 13/03/2020. O campeonato, que já possuía os confrontos da semifinal definidos, teria entrado nos playoffs e terminado em março desse ano. Como resultado disso, teremos o segundo confronto entre o time Team Space e o The Brothers Basketball a partir do momento em que tudo estiver normalizado.

Diante desse cenário, a LSB resolveu falar sobre o futuro confronto e fazer uma retrospectiva da trajetória de cada time na competição, destacando os dados mais importantes.

Estatística dos times na Copa Baixada 2019

Até o momento, Team Space estreou a temporada ganhando todos os 9 jogos que competiu, enquanto The Brothers Basketball ganhou 6 do mesmo total. O time invicto conta com Gabriel Victor, jogador com a maior média de pontos do campeonato, além de Moisés Diorginis, o terceiro jogador com o maior número de pontos da Copa Baixada 2019, totalizando 119 em 9 partidas.

Do outro lado, The Brothers conta com Daniel Maciel, jogador com a maior eficiência do time (87.0) e que totalizou 100 pontos no campeonato até então. Também conta com Igor Apolinário, que possui a maior média de roubo de bolas da competição.

Daniel Maciel, ala do The Brothers Basketball e jogador com a maior eficiência do time

Além disso, os times já se enfrentaram nas rodadas anteriores do campeonato e o time invicto venceu o confronto com 73 pontos contra 62 da equipe adversária. Mesmo com a vitória, o técnico do Team Space, Bruno, definiu a partida como atípica, devido ao time ter jogado com 7 jogadores a menos após penalidades. O jogo foi marcado por um placar pouco aberto na maior parte do tempo, onde o time The Brothers conseguiu diminuir a diferença e assumir certa vantagem durante o segundo período, mesmo assim, o cronômetro finalizou com o Team Space 11 pontos na frente do adversário.

E agora?

Questionado sobre o favoritismo da equipe, Bruno Space, técnico do Team Space, afirmou que apesar de favorito a vitória, um ponto preocupante é a falta de treinos coletivos, que colocam os times no mesmo nível.

“A gente se considera sim favorito, mas com muito pé no chão, principalmente depois dessa pandemia. Todo mundo vai estar igual, pois ninguém está treinando o coletivo e o entrosamento vai cair bastante. Isso pode prejudicar até mesmo o time favorito.”, detalhou.

Além disso, Space comentou que o time vem treinando da maneira possível para evitar surpresas.

“A gente tem treinado cada um na sua casa, mas a falta de entrosamento talvez seja a maior surpresa que teremos. Não só a gente, uma vez que são 3 meses parados. De qualquer forma, estudamos nossos adversários para que eles não nos surpreendam com nada. Vamos buscar o máximo fazer um excelente jogo e corrigir os erros do último confronto.“, afirmou Bruno.

Ao falar do futuro jogo, Bruno acrescentou que o time fez uma boa campanha, está focado a chegar bem na semifinal e conquistar mais um título.

Elenco do Team Space 2020

Sérgio Jesus, técnico da equipe adversária também confirmou o favoritismo do Team Space não só ao confronto, mas a vencer o campeonato. Entretanto, afirmou que acredita em seu time.

“Acredito que a minha equipe tenha condições de vencer a equipe do Space, mas os considero favoritos sim. Meu time é experiente, a maioria joga há bastante tempo juntos e sei que os atletas têm um potencial e podem ganhar a partida.”, afirmou o técnico.

Além disso, Sérgio acrescentou que tudo pode acontecer dentro de quadra, parabenizou a equipe adversária pelo campeonato e desejou sorte a todos.

“Basquete é dentro de quadra, acho que podemos surpreendê-los sim, mas isso a gente vê na hora. Depende do temperamento do times, da mão dos jogadores, mas, espero vencer mesmo sabendo que não será fácil. A equipe deles está de parabéns, mas buscaremos nossa vitória e nossa classificação. Desejo sorte a eles e à minha equipe que vai lutar dentro de quadra do primeiro ao último minuto como sempre fazemos em todos os campeonatos que atuamos.”, contou Sérgio.

A partida entre Team Space e The Brothers Basketball estava prevista para dia 15/03/2020, entretanto, com a pandemia do Novo Coronavírus foi suspensa e acontecerá assim que tudo se normalizar.