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Memórias Máster +40: Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha

Em 2015 a Liga Super Basketball (LSB), promoveu o primeiro campeonato na categoria Máster +40. Na estreia da edição, apenas quatro times participaram e o Centro Cívico Leopoldinense, conhecido também como Vila da Penha, consagrou-se campeão em disputa na grande final contra a Escola de Basquete do Serjão, a Escobase de Campo Grande.

Equipe do Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha de 2015.

O fundador do time e treinador da equipe campeã Luiz Olyntho, falou sobre a criação do Máster +40; “Eu e mais alguns colegas junto ao Marcos Guinancio e ao Guilherme Simões, fomos os primeiros a pedir o Máster na época. A idade foi chegando pro pessoal que começou lá atrás, e o pedido do Máster foi uma necessidade. Nós estamos envelhecendo, e é muito chato você jogar em uma categoria, que na verdade você não consegue jogar, eles entenderam isso, e primeiramente foi criado o Máster +35, e depois o +40, conforme uma progressão natural da idade das pessoas.” Disse Luiz Olyntho.

Na fase de classificação da competição, o Vila da Penha ficou em terceiro lugar, jogou a semifinal contra o Jacarepaguá, o primeiro jogo na casa do adversário com derrota para os visitantes. Já o segundo jogo foi no Centro Cívico Leopoldinense, onde empataram a série com a vitória. Então, a vaga foi decidida em Mesquita em uma partida emocionante, o Jacarepaguá começa com vantagem, mas com muita qualidade a equipe de Luiz Olyntho faz uma boa rotação e termina o jogo com a vitória com uma diferença de 10 a 12 pontos na frente mesmo perdendo vários lances livres durante toda disputa.

“A equipe do Vila da Penha foi tomando corpo ao longo da fase regular, os atletas eram originalmente os fundadores do Centro Cívico Leopoldinense, e também alguns que foram crias do Olaria Atlético Clube e Grêmio de Realengo, tivemos também alguns reforços importantes do Jequiá Iate Clube, que se entrosaram bastante com o grupo, formando assim, uma equipe muito unida, e com bom preparo físico, que é um elemento, que faz toda diferença nas categorias Master.” Disse o Ala-armador da equipe Michel Maluff.

A final do campeonato foi contra a Escobase de Campo Grande, que derrotou o Mackenzie na semifinal. A Escobase tinha um time muito bom, era o favorito na disputa. Mas, o técnico Luiz preparou muito bem a equipe.

“Nos entendíamos como grupo, e tínhamos um elemento essencial para o jogo em muitas ocasiões da partida: o emocional e o mental. A equipe se divertia em quadra e amava competir, quando nos reuníamos, era sempre um momento de encontro de amigos e sempre desfrutamos isso em todos os jogos e treinos, essa sempre foi a marca do Vila da Penha. Muitos se conhecem há mais de 25 anos, e todos se ajudavam e amavam estar juntos pelo jogo, pelo basketball. Foi inesquecível pra nós, e mantém a chama acesa para buscar mais na Liga” Disse Michel Maluff.

No primeiro jogo na casa do Vila da Penha, a Escobase começou melhor, mas, após alguns ajustes de marcação, o time da Zona Norte conseguiu a vitória com certa vantagem. O segundo jogo aconteceu na quadra do Jequiá, dois jogadores da Escobase foram desqualificados no finalzinho do primeiro jogo, o que fez grande diferença, pois eram jogadores de muita importância que conseguiam dominar o jogo. O time da Zona Oeste começou a partida bem melhor, abrindo 12 a 14 pontos de vantagem, mas a partir do terceiro quarto, o Vila da Penha começa a encostar no placar, e no último quarto acontece a virada e a vitória do Centro Cívico Leopoldinense / Vila da Penha.

“A percepção do primeiro ano do +40 foi legal, só existiam quatro equipes na época, e nós não éramos os favoritos, mas eu sabia da força e da qualidade do time. É muito ruim você como treinador comandar seus amigos. Ao longo do tempo eu vi que dirigir amigos era uma coisa que eu não queria, apesar de eu ter a formação, de já ter dirigido algumas equipes, não é uma coisa em que eu sinta vontade. A qualidade do Máster é principalmente a participação dos grandes jogadores nos últimos anos, você joga com caras que você vê na televisão. Isso é muito legal, o ambiente é diferente, nosso objetivo claro que é ganhar, mas a gente quer se divertir acima de tudo quer ter um bom dia.” Finalizou Luiz Olyntho. 

Dia de TBT: a trajetória espetacular da Sodiê Doces/LSB RJ e a preparação para as próximas conquistas

Em 2019, a Liga Super Basketball (LSB) que promove campeonatos de basquete feminino e masculino pelo Rio de Janeiro, resolveu criar uma equipe feminina: Sodiê Doces/LSB RJ. Reunindo atletas de diferentes times, a ideia era disputar a Liga de Basquete Feminino (LBF), um campeonato nacional, representando o Rio de Janeiro. Desde então, a equipe vem crescendo e buscando cada vez mais conquistas.

Campeonatos e títulos

O time formado por atletas sem experiência em torneios profissionais adultos, estreou na LBF e surpreendeu a todos conquistando 3 vitórias no campeonato nacional. Além disso, a equipe feminina fez o Rio de Janeiro voltar a competição após mais de 8 anos sem ser representado e finalizou em 9° lugar.

Sodiê Doces/LSB RJ comemorando a vitória após disputa da Liga de Basquete Feminino 2019.

No mesmo ano, as atletas da Sodiê Doces/LSB RJ Thainá Andrade, Mayara Crystina, Joyce Pinheiro e Rayane Sant’Anna disputaram o Campeonato Brasileiro de 3×3 na categoria sub-23 feminino e conquistaram o primeiro lugar. Thainá, cestinha do torneio, foi convocada para a seleção brasileira de 3×3 sub-23 feminina, onde disputou até mesmo no Catar.

Após representar o estado carioca na liga nacional, o time herdou a vaga e ganhou o direito de representar o Brasil na II Liga Sul-Americana de Clubes de Basquete Feminino 2020. O campeonato ocorreria no Chile e teria início em Abril deste ano. Entretanto, com o cenário mundial de pandemia devido ao Novo Coronavírus, a Liga foi suspensa, a princípio, para 2021.

Ainda em 2020, o time com novas contratações promissoras, seguiria representando o Rio de Janeiro na Liga de Basquete Feminino 2020, que se iniciou em março desse ano, porém o campeonato está suspenso desde 13/03/2020 devido a Covid-19 e ainda não se sabe se voltará a ocorrer este ano.

Além disso, um outro título, que não poderia ficar de fora, é o mascote da equipe Locão James, eleito melhor mascote do Brasil em 2019.

O mascote Locão James e seu título de melhor mascote do Brasil de 2019

Em busca de novas conquistas

Sem a confirmação da ocorrência dos campeonatos, o time vem se preparando mesmo de dentro de suas casas para a possibilidade de representar o Brasil na II Liga Sul-Americana de Clubes e de representar o Rio de Janeiro na LBF 2020 quando a pandemia acabar. Raphael Zaremba, técnico da equipe, contou que a comissão vem fazendo o possível, mas que o planejamento é um ponto prejudicado diante das incertezas.

“A gente está, dentro do nosso alcance, se mantendo em atividade e mantendo as meninas o mais preparadas possível para jogar na hora que essa situação se resolver. A gente só não sabe quando vai ser isso, o que dificulta bastante o planejamento.”, declarou o professor.

Comissão técnica 2020 da Sodiê Doces/LSB RJ

Além disso, Raphael detalhou como está sendo feito o trabalho adaptado na parte física, psicológica, técnica e tática da comissão.

“A gente tem a Júlia Crespo que é a psicóloga da equipe e está mantendo reuniões semanais com as atletas. Temos o Bruno Space que é o assistente técnico e está dando treinos técnicos por chamadas de vídeos sobre a parte com bola como dribles, manuseio e etc. Além disso, temos o preparador físico Fábio Passos que vem fazendo o acompanhamento com treinos individuais e coletivos para fazerem em casa, além de alguns por chamadas de vídeo. E tem eu que fico encarregado de pesquisar vídeos e mandar para as meninas estudarem alguns conceitos. Enquanto comissão técnica estamos trabalhando cada um numa frente.”, contou o técnico da equipe.

Diante de um momento tão delicado, as atletas vem se mantendo com o apoio da comissão técnica, que está fazendo um trabalho impecável visando mantê-las não só física, mas também psicologicamente preparadas. Assim, quando tudo isso passar, a equipe busca realizar cada vez mais conquistas, assim como já vem realizando ao longo do último ano.

As atletas, a comissão técnica e o mascote Locão James da equipe Sodiê Doces/LSB RJ.

A Sodiê Doces/LSB RJ é uma equipe feminina de basquetebol fundada pela Liga Super Basketball que conta com os patrocínios da Sodiê Doces e da WA Sports.

Quarentena em atividade: técnicos falam sobre treinos adaptados ao isolamento social

Com os campeonatos suspensos e atletas em quarentena devido ao COVID-19 no país, equipes de basquete desde as categorias de base às do Master da Liga Super Basketball seguem a rotina de treinos com acompanhamento à distância.

Visando manter a disposição, a energia, o preparo físico e a saúde mental dos jogadores com a pandemia, treinadores adaptaram exercícios para os atletas fazerem em suas casas. Através de grupos em redes sociais e vídeos, as comissões conseguem manter contato com os jogadores, fazer o controle da execução e da frequência dos exercícios.

Condicionamento físico

Gabriel Dutra, técnico do Municipal Basquete (atual campeão do Feminino 2019, Sub-18 e Estadual Amador masculino), afirmou que a técnica e a tática são pontos difíceis de serem trabalhados no momento e que o foco principal é mantê-los fisicamente ativos. Para isso, o time vem mantendo uma rotina de treinos passada pelo preparador físico Bruno Lucas, que criou uma planilha de treinamento onde os atletas conseguem acessar vídeos com a execução correta de cada exercício. O professor contou que a ideia é minimizar a possibilidade de que eles façam o treino de forma errada e obter um controle da frequência de treinos de cada atleta.

Gabriel Dutra e seu time levando o título do campeonato Estadual Amador 2019
Gabriel Dutra e seu time levando o título do campeonato Estadual Amador 2019.

A técnica do time feminino da base da Mangueira e campeã do sub-16 feminino 2019, Elen Rosa, também contou sobre a adaptação à realidade de espaço e equipamentos de cada menina. Ela disse que a comissão técnica está combinando exercícios específicos para quem tem a bola de basquete e utilizando material alternativo para quem não tem. Além disso, afirma que a maior dificuldade para as atletas é manter a rotina em uma fase tão diferente na escola e tão difícil social e economicamente. Por isso, contou que a cobrança é feita, mas não de maneira tão rigorosa, sempre entendendo as possíveis adversidades nesses tempos de quarentena.

Elen Rosa com o time da Mangueira conquistando o Sub-16 feminino 2019.

A união em tempos de pandemia

Perguntado sobre o contato da equipe em tempos de isolamento, Pipe, como é conhecido o técnico do time adulto da equipe Três Rios, contou que os atletas vêm jogando juntos há mais de 13 anos. Além disso, o vice-campeão do Estadual Amador 2019 acrescentou que os atletas gostam muito do esporte e de estarem juntos, que são muito dedicados e que essa união, com certeza, faz toda a diferença em momentos como esse.

Pipe e o time Adulto conquistando a primeira vaga na final do Estadual Amador 2019.

Alexandre Willians, técnico dos times feminino e masculino de base do JF Celtics e campeão do sub-14 feminino 2019, concorda que o principal agora é se manter unido e em contato com todos. Para ele a palavra é ajuda.

“Eles estão acostumados a fazerem atividades físicas, o corpo sente e aí é uma cadeia: vai perdendo a disposição e com isso vai dormindo, se alimentando e estudando mal. Tínhamos que ajudar de alguma forma. Passamos os exercícios e tivemos uma resposta muito positiva não só dos atletas, mas dos pais também. Ajudou, acho que a palavra é essa, ajudar nesse tempo de crise. O jovem sente muito ficar em casa e é nosso papel ajudar.”, afirmou.

Alexandre e seu time Celtics conquistando o campeonato Sub-14 Feminino 2019.

Elen Rosa, também comentou sobre a união e disse que sua maior preocupação é com o bem-estar das jogadoras.

“Muitas moram em comunidades, que estão passando por um momento muito complicado. Muitos casos de Covid-19 e algumas atletas vendo essa situação do lado de casa vêm nos deixando bem preocupados. Estamos mantendo o contato diário de conversas também através dos grupos, pra tentar nos aproximar o máximo possível nesse momento tão delicado.”, comentou a técnica.

Expectativas para o futuro

Sem previsões para o fim da quarentena, Gabriel Dutra contou sobre esse período de incertezas. Para ele, é muito difícil viver em cima de especulações, por isso afirma que temos que ter esperança. Além disso, o técnico alerta que o mais importante é assegurar que todos estão bem, ajudando os atletas da maneira que pode para que todos passem por isso juntos.

Carlos Felipe (Pipe) desabafou ao falar de um possível retorno às quadras: “Temos que acordar achando que tudo já acabou e pensar positivo sempre para que a gente saia o mais rápido possível disso, vai dar certo.”.

Em tempos como esse, o importante é se manter esperançoso e ativo dentro de seus limites mentais e físicos. Esse é o desafio que esses educadores estão enfrentando em uma pandemia para que, quando a quarentena acabe, todos possam retornar às quadras e à vida normal o mais rápido possível.