Três temporadas e três títulos da LSB (Liga B 2015 + Campeonato Estadual Amador em 2016 e 2017). Esse é o cartão do Kobras, e Tiago Binato é o líder por trás desta equipe de sucesso. Por isso o procurei para falar sobre a última temporada e as expectativas para a próxima:

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Diogo Aquino: Primeiramente, eu queria novamente te parabenizar pela conquista do Campeonato Estadual Amador, eu sei que deve ter sido o título mais sofrido por todas as dificuldades que você teve que enfrentar na liderança do Kobras.

Tiago Binato: Muito obrigado, engraçado é que só alguns deram parabéns para nossa equipe, parece que tinham uma galera torcendo contra, não sei, pode ter sido impressão minha. Mas você e o Felipe realmente perceberam nosso trabalho o ano todo, as nossas dificuldades e foram os que mais nos deram os parabéns. Muito obrigado pelo reconhecimento, eu sei que vocês ficam na torcida pelo bom basquete. Sabe que o Kobras é um time que tem bastante trabalho, sobretudo no que se refere a deslocamento, e eu pensei muito sobre botar o time esse ano no campeonato, e resolvi botar por alguns motivos e pode ter certeza que um deles é o que você e o Felipe estão fazendo.

DA: Eu te entrevistei na beira da quadra assim que vocês ganharam e você já falava das dificuldades e da incerteza de ter uma equipe pra essa temporada. E eu queria saber de você qual é a sua expectativa uma vez que vocês têm entrado com favoritismo nas últimas temporadas?

TB: Nossa pretensão é sempre defender nosso título, inclusive se tiver a Liga Sudeste de campeões, a nossa pretensão é defender nosso título de campeão da Liga Sudeste também. Nós tivemos algumas perdas como Fabiano e Guido, mas também tivemos reforços como o Rubens que pode ajudar muito nosso garrafão e o Crucillo, que ano passado não pode jogar e é um cara que ajuda muito o nosso time.

A gente tem que dar um passo de cada vez, mas pra falar a verdade o momento de estar animado de estar confiante para um terceiro título, ou quarto, como eu gosto de falar, porque ser campeão da Liga B contra o Jequiá e no ano seguinte ser campeão do estadual amador contra o mesmo Jequiá só mostra o nível da Liga B.

Contudo, manter esse resultado vai ser muito difícil, vários ídolos meus como o Guga já disseram que é mais difícil se manter no topo que chegar até ele. E tem várias equipes se preparando pensando no nosso time. Isso eu sei, Municipal é um deles, Trovões é outro e um monte. Vai ter time que vai ganhar do Kobras? Provavelmente vai ter um monte, mas o que manda mesmo é ganhar na hora certa né? Time campeão é o time que ganha na hora certa. Não é o time que fica invicto na primeira fase, que ganha de porrada na primeira fase mas perde jogos chave. A minha vida inteira como atleta foi assim, eu tenho muitos títulos graças a Deus e todos os meus títulos foram por que eu ganhei na hora certa.

DA: Em relação a rivalidade, quando vocês surgiram vencendo o Jequiá na Liga B e na sequência no Campeonato Estadual Amador, parecia que estava surgindo ali uma rivalidade importante na LSB. Contudo isso meio que se perdeu com a decisão do Jequiá de disputar a Liga B na última temporada. Com a vitória de vocês sobre o Municipal, que era a grande sensação da temporada passada, e deve estar muito focado em vencer este ano pode estar surgindo essa rivalidade?

TB: Eu vou ser bem sincero, eu não vejo rivalidade nenhuma. É óbvio que eu tenho um respeito a mais pelos times grandes. Apesar de não ter nenhuma soberba em relação aos times pequenos, mas como a gente acabou conquistando os títulos eu não tenho tanta rivalidade entende? Assim como eu tenho muita rivalidade contra São Paulo, porque eu sempre perco pra São Paulo, foi assim na seleção em 2006, e na seleção da Liga em 2015 e 2016. Então é isso acho que funciona assim na minha cabeça, não tenho essa rivalidade com o Municipal porque nós ganhamos, apesar de no total eles terem 3 vitórias contra nós e nós 2 contra eles. Mas volto a dizer vencemos na hora certa.

A rivalidade pode acontecer, mas é mais porque os outros times querem ganhar da gente, hoje o Kobras está em outro patamar, antigamente nós queríamos ser um incômodo nos times grandes, agora nós jogamos com outra responsabilidade.

DA: Muito obrigado pela atenção, sei que tomei muito do seu tempo, mas pretendo fazer isso muito mais vezes durante a temporada, por que vocês chegaram e dominaram a liga então…

TB: Que isso cara! Pode me perguntar sempre que você quiser!

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Neste domingo o Club Municipal enfrentou o LDJ no Municipal, na partida válida pela final do torneio Big 4. No final, Municipal venceu por 73-65.

Esse era o confronto mais esperado do dia. Além do fato de ser uma final, as duas equipes se destacaram muito bem na temporada passada e mesmo perdendo algumas peças, se reforçaram muito bem.

A equipe do Municipal que tem a sua maior arma nas bolas do perímetro, teria uma dura missão de superar o time organizado e que selecionava bem os arremessos do LDJ.

A partida começou como todos esperavam, com o time do Municipal buscando as bolas do perímetro e fazendo rotações para que os espaços na defesa do LDJ ficassem mais visíveis e o time pudesse aproveitar para infiltrar. A intensidade que o time do Muncipal colocou no início funcionou e o timer rapidamente abriu uma boa vantagem no placar. Porém, o time do LDJ entendeu como o adversário se comportaria e começou a usar bem o trabalho dentro do garrafão.

O time usava bem o pick and roll para puxar o pivô do Municipal até o perímetro e achar espaços importantes. Ainda contava com importantes jogadas do Carlos Alexandre (19 pontos, 7 rebotes, 2 assistências e 4 roubos de bola), que infiltrava bem na defesa do Municipal para pontuar e com as importantes bolas de três pontos do Pedro La Marca (3-5) e os rebotes do André Mattos (16). Trabalhando bem na média distância, o LDJ conseguiu vencer o segundo e terceiro quarto (18-15, 20-11).

Foi no último período, que o Municipal reagiu no placar. A equipe não conseguiu ter o mesmo desempenho nas bolas de três pontos (3-22) que obteve nas partidas anteriores do torneio e teve que buscar outras alternativas. A principal opção, foi apostar em fazer jogadas para que o Daniel Batista ficasse no 1-1 e fizesse bons layups. Já que o shooting guard infiltra muito bem e sabe absorver bem o contato. Por sinal, o Daniel (31 pontos, 7 rebotes, 2 assistências e 2 roubos de bola) foi o cestinha do time e terminou sendo o cestinha do torneio.

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Além de jogadas que favoreciam o Daniel, o Municipal viu outros jogadores ajudando na pontuação do clube. O principal foi o Ronaldo Luiz (13 pontos e 4 rebotes). Ele além de ajudar na marcação e nos pontos, ele teve um plus-minus* de 20, algo interessante para um jogador que saiu do banco de reservas.

No fim, a equipe da casa conseguiu abrir uma ótima vantagem no placar e controlou a partida para assegurar vitória e o primeiro título do time no Big 4.

Agora as equipes se concentram para o início da temporada regular da Liga Super Basketball. O LDJ está no grupo A e o Municipal está no grupo B.

* - Este índice mostra como o time reage a presença de um determinado jogador na partida.

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Neste domingo o Mad Lions enfrentou o Hoops Basketball no Municipal, na partida válida pela disputa do terceiro lugar do torneio Big 4. No final, Hoops venceu por 55-51.

As duas equipes entraram em quadra com duas estratégias bem parecidas. Os dois times apostavam no jogo de curta e média distância, visando bastante os layups nas finalizações no low post.

A equipe do Hoops começou melhor a partida, pois estava conseguindo compactar bem a sua defesa e usava bem a transição para pontuar. No segundo quarto, vimos um grande diferencial pela a equipe, as bolas de 3 pontos. Com um bom desempenho do João Paulo (3) nos arremessos do perímetro, time do Hoops conseguiu uma boa vantagem no placar e venceu o quarto por 18-9.

Na volta do intervalo, o jogo mudou de direção. A equipe do Hoops que compactava bem na defesa e conseguia bons pontos oriundos do perímetro ou de jogada mais perto da cesta, viu o Mad Lions crescer muito de produção.

A equipe comandada pelo Tadeu Leonardo, voltou mais ligada na partida e a marcação alta, começou a fazer efeito. Esse foi o ritmo do segundo tempo. Para se ter uma noção, o time do Hoops cometeu 32 erros, enquanto o Mad teve 22. Com uma marcação alta e pressão funcionando, o time rapidamente diminuiu a vantagem no marcador e a partida que estava relativamente tranquila para o Hoops, começou a ficar dramática no fim.

O time do Mad Lions chegou a virar o placar na reta final, mas mesmo entregando mais intensidade em quadra, o time tinha dificuldades para finalizar as jogadas e viu o Hoops aproveitando os ataques que apareciam. Então, no fim o time do Hoops voltou abrir uma pequena vantagem e segurou ela até o final para conquistar o terceiro lugar do torneio.

Agora as duas equipes se preparam para o início da temporada regular da Liga Super Basketball. O Hoops Basketball vai disputar o campeonato estadual pela primeira vez e o Mad Lions joga a Liga B, em busca do acesso para o estadual.

Quinta, 22 Fevereiro 2018 19:33

Olhar do Jogo - Gabriel Dutra

Sem título

A Liga Super Basketball possui uma nova série de textos chamado Olhar do Jogo. Nessa série, vamos conversar com atletas ou técnicos que se destacaram na temporada passada ou participaram de times que chamaram a atenção.

Nesse texto, vamos conversar com o treinador Gabriel Dutra do Club Municipal. Além de uma ótima campanha na temporada passada com o time adulto, em que não perdeu nenhum jogo em casa e terminou com o vice-campeonato, Gabriel conquistou os títulos do sub-18 e do Livre Feminino.

Sobre a equipe feminina, foi a conquista mais “inesperada” por todos. Pois o time entrou como um azarão, cheios de jovens talentos e que iriam amadurecer o suficiente ao longo do campeonato. Claro que a conquista passa muito pela mão do treinador, que mostrou estar preparado estrategicamente para cada oponente, dando um nó tático na final contra o bom time do Impacto.

Veja como foi o terceiro jogo da final, disputado no Sport Club Mackenzie:

https://www.youtube.com/watch?v=xvNnMlRosbU

Gabriel e o Municipal fecharam o ano de forma positiva e agora resta pensar nesse novo ano.

Por isso ele nos falou sobre a nova temporada e comentou sobre a temporada passada.

Confira a entrevista completa.

Liga Super Basketball - Você foi campeão do feminino, sub-18 e vice no masculino. No início da temporada, você acreditava que a temporada terminaria dessa forma?

Gabriel Dutra“Não, sabíamos que iriamos vir forte no Masculino Adulto, no feminino começamos o ano como 4ª ou 5ª força na minha opinião. Tivemos adições importantes durante o campeonato e meninas foram amadurecendo e subindo de produção durante o ano, acredito que foi um conjunto de coisas.  No sub-18 perdemos um jogo na classificação para o Sul Americano e fomos forçados a vencer o Botafogo (franco favorito na minha opinião) fora de casa e em uma grade partida nossa, vencemos na prorrogação”.

LSB - Quais pontos você acha que foram fundamentais para o crescimento das três equipes?

Gabriel – “Acredito muito em trabalho, somos um time. Acredito muito na minha comissão técnica. Estudamos adversários e trabalhamos muito forte e de forma unida”!

LSB - Já estamos em um novo ano, nos fale qual a principal mudança da sua equipe adulta e o que você espera dela?

Gabriel – “Apresentaremos uma equipe mais jovem e atlética nesse ano. Tivemos perdas mas tivemos boas adições, tanto no masculino como no feminino. O objetivo é chegar nas semifinais, estando lá é outra história, outro campeonato”!

LSB - Sobre as outras duas equipes, você imagina que devem continuar com o bom rendimento esse ano?

Gabriel – “Devido a Liga ser sub 18, estamos preparando uma equipe somente para idade, estamos investindo nisso e ano passado já colhemos resultados. No Feminino adicionamos ao mesmo tempo experiência e talento, e se o time encaixar de novo teremos uma grande equipe. O mais importante é o time crescer e ter o pico de rendimento na hora certa”.

LSB - Você foi considerado o melhor técnico do adulto e um dos melhores de toda a LSB. Qual o segredo do seu sucesso?

Gabriel – “Costumo dizer que sucesso só vem antes do trabalho no dicionário. Somos todos loucos por basquete, temos o privilégio de trabalhar com o que amamos. Estudamos clínicas, jogos em todos os níveis, e acho que hoje sou o técnico que mais comando jogos no RJ, o que é a minha grande paixão. Credito isso novamente a minha comissão técnica e todos os amigos técnicos que já trabalhei. Experiências boas ou ruins são sempre um aprendizado, e parabéns a LSB pelo constante crescimento”.

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Segunda, 12 Fevereiro 2018 10:29

Vem ai o Torneio Big 4 Club Municipal/Dr. Veit

Falta poucos dias para a temporada regular começar e as equipes vão procurando se preparar o melhor possível para o longo ano na Liga Super Basketball (LSB) e o torneio Big 4 Club Municipal/Dr. Veit é um dos grandes torneios de pré-temporada.

O objetivo do torneio é servir de preparação entre as equipes que disputam a LSB e uma forma de movimentar o Club Municipal e o cenário do basquete do Rio de Janeiro nesse período.

As equipes participantes do torneio são:

- ASP Club Municipal (Equipe da casa e 2ª Colocada do Estadual Amador Liga A)

- LDJ (Equipe 4ª Colocada do Estadual Amador Liga A)

- Hoops Basketball (Equipe Classificada para Liga A 2018)

- Mad Lions (Equipe independente formada com base em ex atletas do clube e 8ª colocada do Estadual Amador Liga B em 2017)

O torneio se fará em forma de quadrangular simples onde todos jogam contra todos em 3 datas. A vitória vale dois pontos e a derrota vale um ponto. A equipe que ao final obtiver mais pontos será sagrada Campeã. O critério de desempate será o de saldo de cestas entre as equipes empatadas. Em caso de persistir o empate, a equipe com melhor ataque vence.

TABELA DO TORNEIO

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A arbitragem será fornecida pela Liga Super Basketball (LSB) e terá estatísticas no site.

Então se você estiver no Rio de Janeiro e quiser ver um bom jogo de basquete, compareça no Club Municipal (R. Haddock Lobo, 359 - Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, 20260-141) e aproveite.

No domingo o Queimados Warriors enfrentou o Meriti Falcons pelas quartas de final da Copa Baixada em Queimados e perdeu por 69-58. O Meriti Falcons enfrenta o Anchieta Fears na semifinal.

Esse era o confronto mais esperado do dia. As duas equipes já mostraram na competição a sua força e como podem ser mortais quando conseguem impor o seu ritmo de jogo e quem pode ir ver a partida, se deliciou com um belo confronto.

Imaginávamos que seria um jogo disputado do começo ao fim, mas não foi isso que o Falcons apresentou logo no início. O time comandado pelo Jorge “Pupa”, mostrou a sua organização no ataque característica e conseguia espaçar bem a quadra para facilitar as rotações. A equipe conseguiu abrir 30-14 no primeiro período, graças as bolas do perímetro e o Warriors não mostravam ferramentas defensivas para conter as bolas de três pontos. Por sinal, o Falcons acertou 8-22 e o Warriors somente 3-25 nas bolas do perímetro.

O Warriors tentava usar bastante as jogadas no high post e low post com o Moisés Diórginis e Gabriel da Silva. Por sinal, eles foram as principais armas no ataque do time de Queimados. Mesmo jogando bem no segundo período, a equipe fez somente 12 pontos e somados com o primeiro período, a equipe não conseguia superar o primeiro período do Falcons.

Na volta do segundo tempo, o Warriors voltou determinado a reverter o placar e embalado pela torcida presente, o time conseguia forçar turnovers e compactava bem a sua defesa. Aliado ao bom rendimento no ataque, principalmente com as jogadas mais perto do garrafão e arremessos do mid-range, a equipe venceu o terceiro período por 15-7.

Quando o último período começou, o Warriors conseguiu manter o mesmo ritmo do período passado e tudo se encaminhava para uma virada histórica na Copa Baixada. A equipe chegou a conseguir a virada no meio do último quarto, mas quando tudo parecia que ia dar certo para o time da casa, veio a peça mais importante do Meriti Falcons: a organização.

Mesmo chegando a estar atrás no placar, o time não se desesperava e parecia que sabia que a oportunidade de retomar a liderança ia aparecer e foi isso que aconteceu. No final da partida, o Warriors escolheu mal os ataques e forçou arremessos. A cada erro, o time era punido com um ataque efetivo do Falcons e quando a equipe visitante conseguiu retomar a liderança no placar, ela nunca mais foi alcançada.

Os destaques da partida foram o Patrick Barbosa com 21 pontos e Leonardo Ferreira com 9 pontos, 6 assistências e impressionantes 18 rebotes

No domingo o Santo Elias enfrentou o Anchieta Fears pelas quartas de final da Copa Baixada em Queimados e perdeu por 54-42. O Anchieta Fears enfrenta o Meriti Falcons na semifinal.

O time do Anchieta Fears é uma das equipes que mais cresceu nessa reta final da competição e entrou em querendo mostrar que a boa fase continua. O Santo Elias buscava conter o crescimento do seu adversário e conseguir uma vitória maiúscula para chegar forte na próxima fase.

Porém, vimos que a boa fase do Fears continua em alta. A equipe não fez um jogo primoroso defensivamente, mais conseguia render bastante no ataque. Principalmente com o armador Nicloas Paganotto.

Nicolas mostrou muita qualidade no 1-1, conseguiu espaçar bem a quadra e com cortes simples, conseguia desarmar a defesa adversária e achar bons passes para os seus companheiros. Rendendo bem no ataque, bastava o time conseguir atrapalhar as conclusões do Santo Elias.

Como eu disse, o time do Fears não fez um jogo primoroso defensivamente mas contou com um fraco desempenho do ataque do rival. O Santo Elias só teve Diogo Felipe carregando o time em pontuação e isso claramente não seria suficiente para a equipe conseguir passar de fase.

Com o time não rendendo o esperado ofensivamente e tendo usado pouco o jogo dentro do garrafão, fez com que o time não tivesse forças para reverter o placar.

No fim, vimos o Anchieta errar mais do que o Snato Elias. Mas o poder de fogo do time do Fears, foi primordial para a vitória no domingo.

O destaque do jogo foi o Nicolas Paganotto com 19 pontos, 5 rebotes e 4 assistências.

No domingo o Bad Angels enfrentou o Atlântico pelas quartas de final da Copa Baixada em Queimados e conseguiu uma boa vitória por 77-45. O Bad Angels enfrenta o The Brothers na semifinal.

Nessa partida, o Bad Angels entrou como favorito. Pois tinha muitas qualidades individuais e jogadores que poderiam decidir uma partida a qualquer momento. O Atlântico teria que se superar e nos mostrar uma defesa que poderia conter as jogadas do perímetro e as infiltrações laterais.

Mas isso não aconteceu. A partida começou muito disputada, com as duas equipes se estudando bastante em quadra e buscando selecionar bem os seus arremessos. Porém, isso não durou por muito tempo.

Rapidamente, o time do Bad Angels mostrou as qualidades individuais e vimos belos arremessos do perímetro do Jonathan “Bolinho” e ótimos lances do Anderson Luis. O time do Atlântico não conseguia parar os arremessos do mid-range e os layups da equipe adversária. O Bad Angels aproveitava bem a não compactação defensiva do Atlântico e prontamente abriu uma ótima diferença no placar.

A equipe do Bad Angels não perdeu nenhum quarto, conseguindo vencer o terceiro quarto por uma diferença de 20 pontos (31-11), isso minou o seu adversário. A partir daí o time não foi alcançado e assegurou a vitória.

O cestinha da partida foi o Anderson Luis com 16 pontos.

Neste domingo o The Brothers enfrentou o VQN pelas quartas de final da Copa Baixada em Queimados e conseguiu uma boa vitória por 58-47. O The Brothers enfrenta o Bad Angels na semifinal.

A partida começou com as duas equipes mostrando muito empenho nos dois lados da quadra, mas vimos desde o início que o The Brothers conseguia trabalhar bem no garrafão do VQN. A equipe aproveitava bastante a transição para pontuar e quando não usava a transição, o time ainda conseguia achar espaços na defesa do VQN para pontuar.

A boa rotação de bola, o bom uso dos bloqueios e pick and pop, foram essenciais para que o The Brothers conseguisse pontuar com certa facilidade. Com simples movimentações, o time conseguia fazer com que a defesa adversária deixasse espaços e aos poucos a diferença no placar foi aumentando. Mesmo quando o time não rendeu bem, como no terceiro quarto (8-0), ainda conseguia conter o ataque do VQN.

O time do VQN tentava infiltrar e fazer jogadas no low post, mas encontrava muita dificuldade e quando conseguia pontuar, era mais na base da vontade do que na organização. Uma opção que seria interessante para o time do VQN, era apostar nas bolas do perímetro. Porém, o aproveitamento foi bem abaixo do esperado, se compararmos com outras partidas. O time acertou somente um arremesso de três pontos em vinte tentados.

Com isso, não foi difícil para o The Brothers ter uma boa diferença no placar e conseguir avançar na competição com uma certa facilidade.

O destaque do The Brothers foi o Daniel Nascimento com 14 pontos, 8 rebotes e 3 assistências.

Neste domingo acontece as quartas de final da Copa Baixada 2017-18 em Queimados e vou mostrar como deve ser cada confronto e os destaques da equipe.

Nessa matéria eu vou falar sobre o confronto Bad Angels e Atlântico.

BAD ANGELS VS ATLÂNTICO

O Bad Angels tem um recorde 4-1 na Copa Baixada e vai entrar em quadra querendo mostrar que é um dos times que brigam fortemente pelo título.

A equipe do Bad Angels tem um ótimo trabalho no perímetro e possui dois jogadores que estão sendo o grande diferencial dessa equipe: André Augusto e Augusto Pablo. O time consegue usar bem as qualidades individuais dos dois atletas e envolver também os seus companheiros para que o time pontue bastante. Ressalto bastante o trabalho do Augusto Pablo, por ter um grande instinto de scorer e nos proporcionar belos crossovers. O time consegue pontuar bem nos layups e arremessos do mid-range.

Por sinal, os destaques da equipe são o André Augusto (16.5 pontos, 9.5 rebotes e 3.2 assistências) e o Augusto Pablo (22.7 pontos, 5 rebotes e 4.7 assistências).

Pelo lado do Atlântico, o time possui um recorde 3-2 no campeonato e entra em quadra querendo derrotar um dos times fortes dessa competição e mostrar que é um time com grandes qualidades.

A equipe não fez um campeonato consistente, mas já nos mostrou que consegue distribuir bem a pontuação entre os jogadores em quadra. Pode não ser um time cheio de jogadores habilidosos, mas definitivamente eles dão tudo de si em quadra. O time consegue render bem quando impõe o seu ritmo e a pontuação parte principalmente de layups e jogadas no high post.

O destaque da equipe é o Welinton Magrão que possui médias de 9.2 pontos e 3 rebotes e 1.5 assistências.

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