A temporada regular se foi, estamos no fim da primeira rodada dos playoffs, e em tanto tempo de competição vimos muita gente boa joga. Em homenagem a todos que desfilaram seu basquetebol nas “quadras da LSB”, resolvi prestar essa homenagem fazendo um top 10.

Como toda lista sempre gera polêmica, gostaria de deixar claro que o único critério objetivo desta lista é levar em consideração o basquete apresentado por cada atleta dentro da temporada regular. Todos os outros critérios de avaliação são subjetivo deste “crítico” que vos escreve.

Outro ponto que merece esclarecimento, é que, muito embora o número um dessa lista, de fato possa ser considerado o meu voto para MVP da temporada regular do Campeonato Estadual Amador, esta lista não representa de forma alguma uma premiação oficial, ou posicionamento oficial da LSB, apenas a minha humilde opinião pessoal, com base em tudo que acompanhei nesta temporada.

Feitos os devidos esclarecimento, vamos à lista:

top 10

10 - Augusto Pablo (Bad Angels): O armador é o principal nome da equipe do Bad Angels, fez uma competição individualmente espetacular, sua velocidade e seus cortes em direção a cesta foram um tormento na vida de todos que tentaram marca-lo. Pesa contra ele o fato de suas boas atuações quase nunca alavancarem uma boa atuação coletiva.

Números de interessantes: 11º Jogador mais eficiente da competição; 6ª Maior média de pontos.

Médias: 20,22pts, 2,78reb, 3,56ass e 1,85rou.

9 - Herbert Luis (UVA Tijuca/Mackenzie): Uma das gratas surpresas da temporada, o Ala-pivô da Universidade Veiga de Almeida, começou discreto, mas aos poucos foi se tornado um dos grandes nomes da competição, sendo imprescindível para sua equipe realizar uma das melhores campanhas da fase de classificação.

Números de interessantes: 4º Jogador mais eficiente da competição; 7º Maior reboteiro, é o 2º em rebotes ofensivos e o 9º em aproveitamento nos arremessos.

Médias: 13pts, 9,67reb, 1,22ass, 1,42rou e 0,78toc.

8 - André Capilé (AVBN Niterói/Escobase): Figurinha conhecida do basquete carioca, é um dos importantes nomes das competições da LSB, foi sem dúvidas o porto seguro da sua equipe na competição. É bem verdade que o Escobase, ao contrário de outros anos, não faz uma campanha de destaque nesta temporada regular, mas se manteve um bom rendimento em muito se deve ao seu ala armador.

Números de interessantes: 6º Jogador mais eficiente da competição;

Médias: 15,11pts, 7,44reb, 3,56ass e 2rou.

7 - William Arriel (S.C. Mackenzie): Melhor jogador do segundo melhor time da competição, o Ala é um dos jogadores mais subestimados da competição, sua liderança silenciosa foi fundamental a para a também pouco badalada equipe do Mackenzie, que soube aproveitar de forma precisa as características de Arriel, usando sua constante movimentação, bem como o fato de depender pouco da bola nas mãos para pontuar e ser o pilar principal da equipe mais equilibrada da competição.

Números de interessantes: 10º Jogador mais eficiente da competição; 9º Maior reboteiro.

Médias: 10,33pts, 9,33reb, 2,33ass, 1,66rou e 0,33toc.

6 - Eduardo Banana (Anchieta Fears): Eu sei, vocês estão reclamando que eu citei um jogador e um time rebaixado para MVP, e ainda o coloquei a frente de jogadores que brilharam tanto, em times de excelente campanha. Admito que não é fácil aceitar, mas permita-me defendê-lo. Augusto Pablo que ficou na 10º posição teve uma campanha absolutamente idêntica, ao Eduardo, tendo escapado da degola exclusivamente pelo fato de ter vencido o confronto direto. E isso não apagou o brilho individual do armador, como também não apaga o do nosso Ala-pivô. Eu me arrisco a dizer, que tivesse o Anchieta vencido o fatídico jogo em casa contra o Bad Angels e o Banana seria eleito, correção aclamado o MVP da temporada regular de maneira unânime. Dúvida? Veja os números:

Números de interessantes: Jogador com a maior média de pontos da competição; 10º Maior reboteiro; 3º Maior ladrão de bolas; 4º Maior em tocos.

Médias: 24,5pts, 9,35reb, 1,75ass, 3rou e 1,5toc.

5 - Léo Medeiros (UVA/Mackenzie): Principal arremessador da competição, o lateral é ao lado de Herbert, o melhor jogador do time da UVA. É bem verdade que por vezes falta intensidade, ou até mesmo o ímpeto de olhar pra cesta, limitando demais seu jogo aos arremessos de longa distância. Mas não há dúvidas que o jovem arremessador foi um dos melhores jogadores desta temporada regular.

Números interessante: 3º Jogador mais eficiente da competição; 10ª Maior média de pontos da competição, Líder de bolas de 3 convertidas, 10º jogador que mais rouba bolas.

Médias: 17,56pts, 7reb, 2,33ass, 2,57rou e 0,78toc.

4 - Marcelão (Kobras): Em um time cheio de estrelas o pivô sequer encontra-se entre as mais badaladas. No entanto não confunda badalação com eficiência, sem sombra de dúvidas Marcelão foi o melhor jogador do Kobras nessa temporada regular e tem papel fundamental, nas pretensões do técnico Renan em conquista o bicampeonato.

Unindo um bom jogo de costas pra cesta, com um chute de longa distância bem perigoso o Pivô teve temporada regular excelente, para levar sua equipe ao segundo posto do grupo A.

Números interessante: 7º Jogador mais eficiente da competição; Maior reboteiro da competição, sendo o 6º em rebotes ofensivos; 8º em média de tocos.

Médias: 8,57pts, 13,29reb, 1,57ass, 0,42rou e 1toc.

3 - Douglas Rodrigues (Jacarepaguá T.C.): Brega que sou, adoraria usar um lugar comum e chamá-lo de menino prodígio, mas seria de uma injustiça ímpar uma vez que nesta temporada ele sem assumiu o manto e comandou uma equipe ainda mais jovem que ele em uma surpreendente campanha que catapultou o candidato ao rebaixamento a uma série de playoffs emocionante decidida no estouro da sirene. Sinceramente, não consigo ver como cobrar mais do jovem armador que brindou a todos que puderem vê-lo em ação, com o que há de melhor no basquete amador.

Números interessante: 2º Jogador mais eficiente da competição; 3º em média de pontos da competição; 3º maior assistente.

Médias: 21pts, 5,71reb, 4,71ass, 2,5rou e 0,14toc.

2 - Daniel Batista (C. Municipal): O melhor jogador da melhor equipe. Quando a competição começou existia uma dúvida, entre Jones Mayrink e Daniboy, sobre quem era a principal estrela do time. No meio da temporada o pivô partiu e deixou as chaves da franquia nas mãos do armador, que nãos e fez de rogado e liderou de maneira brilhante a equipe do Municipal em uma campanha que teve apenas um tropeço e os levou a uma condição de favoritismo na pós-temporada. Essa liderança técnica foi exercida, com uma mescla de bons cortes e arremessos precisos de média e longa distância, Daniel batista é um “atacante” versátil a medida que, também sabe usar muito bem o corpo para sofrer contatos e ainda assim finalizar as jogadas.

Números interessante: 5º Jogador mais eficiente da competição; 5º em média de pontos da competição; 3º em bolas de 3 convertidas.

Médias: 20,43pts, 2,86reb, 1,86ass, 1,14rou e 0,14toc.

                                                                      

1 - Victor Leal (Faculdade Gama e Souza/Trovões): Imparável! Vitinho foi o melhor jogador do Campeonato Estadual Amador. Apesar de não levar o trovões a uma campanha de destaque na fase de classificação, o Ala foi sem sombra de dúvidas o homem que melhor jogou basquete nessa temporada regular unindo uma explosão muscular muito acima da média com uma habilidade para finalizar bem refinada, o craque do time comandado pelo técnico Space merece ser coroado com o melhor da temporada.

Números interessante: 1º Jogador mais eficiente da competição; 2º em média de pontos da competição.

Médias: 24pts, 4,25reb, 3ass, 1,83rou e 0,25toc.

Neste domingo (17/09) no Centro Esportivo Miécimo da Silva, o Liga Justiça recebeu o AVBN Niterói pelo segundo jogo dos playoffs do Campeonato Estadual Amador.

A LDJ vinha de vitória e poderia encerrar a série neste domingo, mas AVBN entrou em quadra querendo estragar essa possibilidade.

Vimos desde o começo as duas equipes querendo selecionar o melhor arremesso e buscando trabalhar bastante a posse de bola. Porém, mesmo trabalhando bem as jogadas, os dois times estavam finalizando mal.

Além da baixa eficiência no ataque, o nervosismo começou a tomar conta de ambas as equipes. Isso fazia com que as equipes errassem passes simples e faltas bobas começassem a aparecer.

Mas o time de Niterói aos poucos começava a selecionar melhor as jogadas e o trabalho dentro do garrafão era a melhor alternativa para a equipe naquele momento. Mesmo não tendo o Caio Leal, o time conseguia explorar bem as infiltrações do Felipe Rubim (15 e 7 rebotes) e até mesmo do Capilé (15 pontos, 6 rebotes e 4 assistências), que notoriamente se sai bem nas bolas do perímetro.

O Capilé, além de ser o playmaker e scorer da equipe, ele ainda roubou 4 bolas no jogo. O time conseguia pontuar bem no ataque e na defesa, conseguia fazer uma boa compactação.

O time da LDJ tinha grandes dificuldades em criar jogadas e não conseguia evitar as infiltrações do adversário. Os principais nomes como Nilo Edson e André Mattos, não apareceram na partida e turnovers apareciam cada vez mais frequente com o passar do tempo. O carlos Alexandre foi o maior pontuado com 13 pontos.

A partida foi apertada até o fim, mas quando estava 51-50 para o AVBN aos 4 segundos, o André Mattos errou um arremesso de 3 pontos. Após essa jogada, o AVBN converteu um lance livre e sacramentou a vitória por 52-50.

Agora as equipes se enfrentam em Niterói para decidir quem vai a próxima fase da competição.

No dia 29 de agosto, apresentamos o staff técnico que irá comandar a seleção da Liga Super Basketball que representará o Rio de Janeiro na Liga Sudeste de Basquete Amador. O evento acontece no dia 12 de outubro em Pedro Leopoldo, Minas Gerais.

A seleção da LSB enfrentará as seleções da Copa Paulista, da Copa Espírito Santo e a da LDBA de MG. O formato da competição será um quadrangular. O retorno da delegação acontecerá no dia 15 de outubro.

Com o staff técnico definido, foi a vez de ser revelado os jogadores que vão representar a liga. Veja abaixo os selecionados e suas características:

GUARDS

FORWARDS

CENTERS

Daniel Batista (Municipal)

Tiago Binato (Kobras)

Rubens Martinelli (FGS)

Augusto Pablo (Bad Angels)

Vini Franciscone (Kobras)

Marcelão (Kobras)

Rogger Vianna (Municipal)

Somália (Municipal)

Rafael Pougy (FBMRJ)

Victor Leal (FGS)

Herbert Luis (UVA)

João Marchon (LDJ)

Leonardo Medeiros (UVA)

Gustavo Schuenck (UNB)

Higor Lima (Niterói B.C)

CARACTERÍSTICAS

Daniel Batista (Club Municipal): O shooting guard da equipe tijucana, se destaca pela sua movimentação ofensiva e como espaça bem a quadra. Faz muito bem o papel de shootmaker para si e seus companheiros. Tem bom passe, ótimo arremesso do mid-range e do perímetro.

Augusto Pablo (Bad Angels): Armador talentoso, com um ótimo ball handling e podendo fazer crossovers que abre qualquer defesa. Tem bom passe, uma boa visão de jogo, um arremesso consistente de média distância e na defesa vai ser útil nos roubos de bola.

O Augusto falou qual é a sensação de ser chamado para a seleção:

“Sensação de estar no caminho certo. Pois nós nos doamos tanto, deixamos tanto suor e esforço em quadra, que quando recebemos um convite tão bacana e tão importante que é integrar a seleção da LSB, nós sentimos que estamos trilhando o caminho certo, que estamos fazendo a coisa certa”.

Rogger Vianna (Club Municipal): Armador com boa leitura de jogo e playmaker. Consegue fazer com os seus companheiros pontuem bem e consegue fazer bons layups. Defensivamente, é um jogador aplicado e que faz boa marcação no perímetro.

Victor Leal (Faculdade Gama e Souza): Armador que entrega um bom jogo físico e usa o seu atleticismo para achar brechas defensivas. Além de ser um playmaker, ele pode assumir bem o papel de scorer da equipe. Jogador que finaliza bem de média distância e nos layups, principalmente quando busca o lado direto. Defensivamente, ele consegue marcar jogadores leves e ágeis no perímetro. Atua muito bem no 1-1.

Tiago Binato (Kobras Basketball): Ala com um Qi de basquete alto e aplicado taticamente. Vai ser útil pontuando e conseguindo proteger bem o garrafão. Ala com um bom footwork, bom passe e ajuda bastante no espaçamento da quadra.

Tiago de ser chamado mais uma vez para a seleção e sobre o staff técnico:

“É muito gratificante. É a terceira edição da Liga Sudeste e é a terceira vez que sou convocado. É uma honra. Estou muito confiante esse ano, principalmente com o Gabriel e Renan como staff técnico, disse Binato. É sempre bom estar com pessoas que a gente confia e eu confio nos dois, completou”.

Entrevista 4 Entrevista 6

Vini Franciscone (Kobras Basketball): Jogador com múltiplas ferramentas ofensivas que podem ser uteis para a seleção. Consegue ajudar na armação se necessário e fazer bons cortes para finalizar com ótimos layups. Jogador aplicado taticamente e que defensivamente pode marcar atletas no perímetro e compactar bem defensivamente.

Somália (Club Municipal): Um power forward com bom footwork e que deve acrescentar muito defensivamente. Jogador que consegue compactar bem a defesa e fazer box outs importantes. No ataque, finaliza bem de curta distância e faz bons bloqueios para os seus companheiros.

Herbert Luis (UVA Tijuca): O forward que mais evoluiu nessa reta final da LSB e que usa bem o footwork e o seu ball handling para finalizar as jogadas. Na defesa, pode ajudar a marcar alas mais leves do que ele.

 Herbert falou sobre a sensação de ser chamado para a seleção e o que espera da equipe nesse torneio:

“Fiquei feliz demais em ser lembrado, o que a LSB tem feito pelo basquete amador é uma coisa fora de série. Ano passado não pude ir, mas fiquei sabendo que os jogos são em um nível técnico altíssimo, estou ansioso e encarando isso como um desafio. Acho que temos grande chance de levar esse quadrangular”.

Leonardo Medeiros (UVA Tijuca): Um small forward que é conhecido pela a sua qualidade de ser um shooter de alto nível e um playmaker quando necessário. Um ótimo arremessador do perímetro e consistente do mid-range. Tem bom passe, faz boa movimentação ofensiva e pode ajudar na marcação do perímetro defensivamente.

Leonardo contou como é a sensação de ir para a seleção e o que espera dessa equipe:

“Sensação muito legal! Saber que queiram contar comigo numa competição que será de alto nível. Esse reconhecimento do que vem sendo feito, é muito legal. Eu acredito que possa ser melhor que ano passado. Vamos para brigar pelo título”.

Gustavo Schuenck (União Basketball): Um ala que entrega grande intensidade dentro da partida, fazendo boas infiltrações e finalizando bem nos layups. Jogador com um bom QI de basquete e que faz uma ótima rotação ofensiva. Consegue espaçar bem a quadra e finaliza bem de média distância. Na defesa, consegue ajudar compactar bem defensivamente e consegue fazer uma boa marcação 1-1.

Higor Lima (Niterói Basquete Clube): Jogador aplicado taticamente e que tem um bom body language para se desvencilhar do seu marcador. Pontua bem na média distância, espaça bem a quadra e possui um bom ball handling. Na defesa, pode ajudar a marcar jogadores mais leves e do perímetro.

Rubens Martinelli (Faculdade Gama e Souza): Pivô que faz um bom box out nos dois lados da quadra e finaliza bem no low post. Deve ajudar no aumento da altura do garrafão da equipe e na disputa pelos rebotes.

Marcelão (Kobras Basketball): É o pivô que mais tem ferramenta ofensiva. Além de finalizar bem no low post e high post, ele pode subir até o perímetro e pontuar como um shooting guard. É um reboteiro nato e que tem médias de 13 rebotes. Vai ajudar a fechar cada vez o garrafão.

Rafael Pougy (FBMRJ): É provavelmente o melhor jogador da LSB nesse ano. Atleta completo ofensivamente. Por ter um ótimo footwork, body language, body control e um bom ball handling, ele deve ser uma dar ótimas alternativas no ataque. Tem um alto QI de basquete, possui um arremesso consistente, boa visão de jogo e consegue dar bons passes.

João Marchon (Liga da Justiça): Jogador forte fisicamente, que consegue trabalhar bem no low post e ser muito útil no pick and roll. Finaliza bem nos layups e faz uma boa movimentação ofensiva. Na defesa, vai ajudar a marcar atletas mais móveis e fazer bons box outs.

Neste domingo (17/09) no Miécimo da Silva, tivemos a segunda partida entre Santo Elias e Kobras Basketball pelo playoff do Campeonato Estadual Amador.

Se olharmos somente para o placar final, muitos podem acreditar que o jogo foi relativamente fácil para o Kobras. Já que a equipe venceu o Santo Elias por 95-47 e encerrou a série com duas vitórias.

Antes de falarmos sobre o jogo em si, vale ressaltar que as duas equipes foram muito desfalcadas. O Kobras foi para a partida com 6 atletas e o Santo Elias com 5.

Quando a partida começou, vimos o Santo Elias trabalhando bem na transição e aproveitando as chances que apareciam. O Kobras só foi pontuar no seu quinto ataque. A equipe parecia ansiosa para definir jogadas.

A equipe do Santo Elias tentou usar a mesma fórmula da última partida, fazendo boas rotações no ataque e tentando finalizar as jogadas de formas segura. Quando um atleta consegue criar espaço suficiente e “seguro” para o arremesso. Mas desta vez, os arremessos do Ian Sanches não caíram como o primeiro jogo e quem apareceu bem para o time do Santo Elias, foi o Wesley da Silva (17 pontos e 7 rebotes).

Além dos arremessos não caírem, o Santo Elias mostrou uma defesa estática e apática. Aos poucos, o Kobras foi crescendo no jogo.

Sem contar com Marcelão, Vinicius Franciscone, Fabiano Ferreira e entre outros, o time treinado pelo Renan Pimentel mostrou que mesmo com poucos jogadores, tem talento individual para a equipe se sobressair.

Vimos uma partida muito boa do Irwing Johnson, que mesmo não alcançando o digito duplo nas pontuações, foi determinante para a reação do time no primeiro quarto. Por sinal, ele e o Wallace França foram os únicos que não alcançaram o digito duplo.

A partir do segundo tempo, já víamos o roteiro da partida. A equipe do Santo Elias, não mostrava mobilidade para fazer os box outs corretamente na defesa e já tinha dificuldade em sair da marcação do time adversário.

A falta de mobilidade no garrafão, foi a peça fundamental para a vitória do Kobras. Quem aproveitou melhor, foi o Victor de Abreu. Ele fez impressionantes 39 pontos, 25 rebotes e deu 6 assistências. Foi realmente um jogo acima da média dele e fez que a equipe não sentisse falta do Marcelão nessa partida. No final da partida, ele falou um pouco do jogo e do seu rendimento.

“Fizemos um jogo coletivo, que não apresentamos a muito tempo e esse é o jogo do Kobras. Acredito que após um bom jogo, a confiança aumenta e isso é bom. O Kobras não tem um jogador estrela, todos podem aparecer”.

A equipe do Kobras, conseguia dominar o garrafão e mesmo tendo o De Medeiros pendurado na partida com 4 faltas deste o início, a entrada do Wallace fez com que a equipe ficasse mais leve e com movimentações mais rápidas. Assim, os buracos defensivos do Santo Elias apareciam com maior facilidade e as pontuações começaram a crescer absurdamente.

O Santo Elias ainda tentava se manter no placar, mas cada bola perdida no ataque, a defesa sofria pontos. Para piorar, a equipe perdeu Bruno Alves por câimbra na panturrilha no fim do último quarto e o time teve que jogar com quatro atletas em quadra.

O Kobras não teve nada a ver com isso e aproveitou a vantagem em quadra.

Sobre a partida, Tiago Binato e Renan Pimentel falaram sobre o jogo e o futuro da equipe na competição.

“O Renan é fundamental para o nosso jogo, disse Binato”.

“Conseguimos implantar um bom jogo coletivamente em quadra. Esse ano temos poucos jogadores na rotação, mas jogadores que se encaixam dentro da estratégia do Kobras, disse Renan”.

Após esse jogo, o Kobras aguarda o seu próximo adversário, enquanto o Santo Elias se despede da competição.

Mas se despede com a cabeça erguida. Pois fez uma temporada regular bem abaixo do esperado e nos playoffs jogou de forma totalmente diferente, mas do outro lado estava o atual campeão e a série seria muito complicado para a equipe.

No dia 07/09, teve a primeira partida da série dos playoffs entre Santo Elias e Kobras Basketball no Sport Club Anchieta.

A partida que tinha tudo para ser mais “tranquila” para o Kobras, por causa do seu histórico, não se desenrolou dessa forma. Vale lembrar que a equipe treinada pelo Renan Pimentel, é a atual campeã da categoria e fez uma bela temporada regular.

Nessa partida, a equipe do Kobras não contou com o seu treinador e algumas peças do elenco.

O Santo Elias entrou em busca de mostrar que poderia fazer mais do que na temporada regular e definitivamente foi isso que vimos. A equipe conseguiu colocar um bom ritmo de jogo e os bons passes, começava a surtir efeito.

Aos poucos o time ia achando espaços na defesa do Kobras e aproveitava com perfeição. O Ian Sanches estava “on fire” e liderou o time em quadra com 20 pontos e 8 rebotes. Além de pontuar bem, ele se movimentava muito bem em quadra, deixando os seus companheiros livres para finalizar as jogadas.

No preview, eu disse que a equipe teria que fazer uma partida quase perfeita e foi isso o que praticamente aconteceu.

Só não foi perfeita, pois o Kobras começou a se encontrar no último quarto.com o duplo-duplo do De Medeiros (18 pontos e 18 rebotes), os 30 rebotes do Marcelão e as importantes bolas de 3 do Thiaguinho, fizeram a equipe retomar o ritmo da partida.

A falta do Renan foi claramente sentida em quadra, mas a liderança do Tiago Binato foi importante para que o time conseguisse sempre manter perto do marcador.

No fim, a equipe do Santo Elias não conseguiu segurar as ferramentas ofensivas do Kobras e a falta de mais scorers na equipe, pesou no resultado.

O Kobras faz 1-0 na série após vencer o Santo Elias por 80-67.  

Neste domingo (03/09), acontece a segunda a partida entre Jacarepaguá Tênis Clube e Niterói Basquete Clube na Vila Olímpica de Mesquita válida pelos Playoffs do Campeonato estadual Amador.

Na primeira partida, o Niterói jogando em casa conseguiu uma boa vitória por 87-68. A equipe teve Higor Simas e Dejanir da Silva, como grandes destaques no jogo.

Pelo lado do Jacarepaguá, Douglas Rodrigues fez mais uma grande partida. Mas não conseguiu evitar a derrota da equipe.

Agora jogando em Mesquita, a equipe do Jacarepaguá precisa melhorar a sua compactação defensiva e selecionar melhor os seus arremessos. Veja a imagem abaixo:

jtc

Podemos ver que o time tenta vários arremessos do perímetro que não caem, é nesse momento que o trabalho no mid-range pode ser mais explorado. Por mais que a equipe não tenha atletas que possa impor uma grande dificuldade aos pivôs adversários, a rotação ofensiva pode ser ideal para que o time comece a criar os seus próprios arremessos.

Já o NBC, mostrou que tem armas ofensivas suficientes para pontuar e a defesa mesmo sofrendo 68 pontos, é uma boa defesa. A equipe precisa manter o mesmo foco do que o primeiro jogo e conseguir envolver mais atletas como o Philipe Oliveira e Israel José na partida.

O fato de não contar com o técnico Marquinhos para essa partida, excluído no último jogo, pode afetar o desempenho tático da equipe. Mas não creio que seja tão sentida assim. Pois o time é experiente e tem jogadores que podem assumir bem esse papel de liderança em quadra e fazer uma boa leitura de jogo.

Agora só nos resta saber se o JTC vai conseguir impedir que a série termine amanhã ou se o NBC vai liquidar a fatura.

Sábado, 02 Setembro 2017 00:54

O que podemos ver em Perphorma vs 3 Rios

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Neste fim de semana temos a primeira partida entre esses times no playoff do campeonato estadual amador e veja abaixo o que poderemos ver em quadra na primeira partida entre Perphorma vs 3 Rios.

PERPHORMA

Uma das equipes tradicionais da LSB chegam nesse playoff querendo mostrar que pode ter um desempenho melhor do que na temporada regular.

Se a equipe contar com força total, pode dar trabalho a qualquer time da liga. A presença do Rafael Ales, João Marcos e Carlinhos, são essências para que a equipe tenha uma vida mais tranquila nesse playoff.

Rafael é o legítimo playmaker dessa equipe e usa os crossovers para chegar a criar espaços para dar bons passes aos seus companheiros. João consegue espaçar bem a quadra e criar os seus próprios arremessos, trabalha bem off ball e é consistente nos arremessos do mid-range. Carlinhos tem um bom arremesso do perímetro e do mid-range, mas o seu maior impacto é na força física da equipe. Ele tem um bom ball handling e consegue fazer infiltrações com certa facilidade, para finalizar nos layups.

No geral, é uma equipe que tem bons valores individuais mas precisa melhorar taticamente. É comum ver a falta de compactação na defesa e um ataque ansioso para finalizar jogadas que poderiam ser mais trabalhados.

3 RIOS

Essa é de longe uma das equipes que mais evoluíram na reta final da temporada regular. A equipe conseguiu algumas vitórias importantes e classifico a vitória sobre Anchieta a mais importante. Pois mostrou que a equipe não tem time para brigar na zona de baixo e sim, fazer frente contra equipes que estavam melhores colocadas naquele momento.

Vide o fato de perder por apenas 2 pontos para a atual campeã, Kobras Basketball.

O time tem jogadores que vem crescendo de produção a cada partida que passa. Como é o caso do Mayco Zigatto, Renan Barreto, Fred Carvalho e Iago Fortini.

Mas o atleta que mais me chama a atenção, é o Philippe Cruz. Não é um atleta que faça jogadas mirabolantes, mas é o carregador de piano da equipe. Entrega um ótimo volume de jogo no ataque, usando bem o seu footwork para pontuar e o seu timing para finalizar nas segundas chances. Trabalha bem no low post e no high post. O timing também pode ser visto junto do seu bom box out, na defesa. Pega bastantes rebotes, consegue fazer uma boa proteção do garrafão.

A equipe vem evoluindo muito bem, mas ainda mostra falhas na defesa quando sofre jogadas de contra-ataque. Não protege muito bem o seu back door e falta mais rotação no ataque, para que o time possa finalizar melhor as suas jogadas.

O QUE PODE ACONTECER

São dois times que devem entregar um jogo físico em quadra, mas a experiência do Perphorma pode pesar demais no jogo. Vale lembrar que o time já enfrentou equipes mais rápidas, como a UVA e mostrou que sabe ler muito bem o jogo e usar as falhas do adversário ao seu favor.

Pelo lado do 3 Rios, a equipe precisa ser mais móvel em quadra. Usando bem a rotação ofensiva e o pick and roll com o Philippe, pode ser o caminho da vitória para a equipe do Centro-sul Fluminense.

Neste fim de semana temos a continuação dos playoffs do estadual amador e veja abaixo o que poderemos ver em quadra na primeira partida entre Kobras Basketball vs Santo Elias.

KOBRAS

A equipe comandada pelo ótimo treinador Renan Pimentel, entra em quadra para tentar mostrar o por que é o atual campeão da categoria.

O time do Renan Pimentel tem um estilo de jogo bem sólido, jogando com quatro jogadores bem abertos e espaçando bem a quadra. Veremos muita movimentação do fowards Vini Franciscone e do Tiago Binato em quadra. Além dessa movimentação, Vini entrega arremessos consistentes do mid-range e bons passes.

O Binato por sua vez, é um atleta multitarefa em quadra. É útil no ataque fazendo infiltrações para finalizar nos layups ou usando o seu bom footwork para ganhar espaço no garrafão, também tem um arremesso consiste e uma ótima mecânica de arremesso. Por sinal, grande aposta para estar na seleção da LSB, Renan é o auxiliar.

Não basta ter fowards que se movimentam, precisa de armadores que sejam os legítimos playmakers do time e o Kobras tem. A equipe conta com o experiente Thiaguinho, jogador que é um pass first. Essencial para essa equipe.

Se o Renan quiser, tem o garoto Wallace França. Ele foi testado no primeiro jogo da transmissão da LSB contra o Anchieta e fez muito bem o papel de scorer e playmaker do time. Sabe trabalhar bem off ball e não tem medo de buscar infiltrações.

 A equipe também conta com o shooting guard Fabiano Ferreira. Não é um jogador que você espera muita movimentação, mas ele é um ótimo shootmaker. Ótima mecânica de arremesso e quando faz o follow through corretamente, difícil os arremessos do perímetro não caírem.

Mas o jogador que mais me chama a atenção, é o center Marcelão. Além de fazer bem o box out no garrafão, ter um footwork ótimo, QI de basquete avançado e finalizações consistentes no low post, ele ainda consegue subir de forma fluida até o perímetro e ter uma ótima média de acertos nos arremessos do perímetro em comparação com jogadores da mesma posição.

Na defesa, é um distribuidor de tocos e uma máquina de pegar rebotes nos dois lados da quadra. A mobilidade dele e a boa leitura de jogo, faz com que ele seja um jogador perigoso em todos os cantos da quadra.

A equipe do Kobras não foi campeã na temporada passada a toa. Mas ela também tem pontos que seus adversários podem explorar para conseguir uma vitória. No primeiro jogo dessa temporada, a equipe enfrentou o Municipal e sofreram com a movimentação ofensiva imposta pela equipe do Gabriel Dutra. A marcação 1-1 deixou seus atletas desconfortáveis e forçaram jogadas em que a bola poderia ter sido mais trabalhada.

SANTO ELIAS

A equipe não fez uma temporada regular exemplar e chega nesse playoff com a difícil missão de enfrentar o Kobras e mostrar a todos que o desempenho da fase de grupos ficou para trás.

O time tem três jogadores que são a base principal da equipe para a essa partida: Ian Sanches, Silvio Adriano e Marcus Paulo. Eles podem fazer a grande diferença para o time ou se surgir outro atleta que assume o papel de scorer da equipe.

Mesmo não tendo um desempenho ótimo na temporada, o time sempre mostrou determinação em todas as partidas e entrega em quadra, é algo que não vai faltar para a equipe.

A equipe mostrou que quando está focada na partida, consegue compactar bem a defesa e selecionar bem os arremessos no ataque.

Mas como disse no começo, o time não fez uma temporada regular ótima e tem falhas defensivas evidentes que precisam melhorar para essa partida.

O QUE PODE ACONTECER

O Kobras entra como favorito pela campanha que fez e pelo seu histórico na competição. Se a equipe conseguir fazer a sua movimentação ofensiva bem, seus valores individuais jogarem o que sabe, acredito que a equipe não terá grandes dificuldades para conseguir a primeira vitória na série. Vale ressaltar, que o time joga em casa na primeira partida.

Pelo lado do Santo Elias, o time precisa fazer uma partida praticamente perfeita. Precisa isolar bem o Fabiano e o Marcelão, conter as movimentações do Binato e Franciscone, além de fazer uma boa marcação 1-1 nos armadores. No ataque, o time precisa ser cirúrgico. Saber bem quando finalizar as jogadas e jogar com inteligência.

Será que esse Santo faz milagre? Veremos neste domingo.

O treinador e o assistente técnico que irão comandar a seleção da Liga Super Basketball que representará o Rio de Janeiro na Liga Sudeste de Basquete Amador, foi definido nessa semana e os nomes são: Gabriel Dutra (Municipal) e o Renan Pimentel (Kobras) respectivamente.

O técnico Gabriel Dutra(Municipal) entregando o Troféu de vice campeão da Liga Sudeste 2016 para o capitão Marcelo Henrique (Kobras)

“Pablo é um talentoso armador, que possui ótima visão de jogo e tem um ball handling que faz ele ser um perigo iminente” e “o jogador que é o termômetro dessa equipe é o Magal. ”

Essa foi uma das frases que disse no preview (leia AQUI) que fiz sobre o jogo entre UVA vs Bad Angels de domingo (27/08). Ela resume muito bem como foi a partida.

A partida marcava o encontro entre Felipe Alexandre (técnico da UVA) e Jonathan Emiliano (jogador do Bad Angels). Felipe foi o primeiro treinador do “bolinho” e esse era um dos encontros mais aguardados do dia, além do jogo que é a primeira partida dos playoffs estaduais das equipes nessa temporada.

A partida tinha tudo para ser muito disputada antes da bola subir ao ar, pois como já tinha falado no preview do jogo no sábado, as duas equipes são fortes e tem bons valores individuais em quadra.

Mas você deve estar se perguntando o porquê das citações no começo desse texto. Simples, o confronto equilibrado só ficou no papel.

Vimos o Bad Angels dando uma aula de como finalizar jogadas e fazer uma marcação 1-1.

Desde o começo, o Bad Angels fez um jogo digno de equipe grande que é. Aquela equipe da temporada regular que fazia bons jogos e perdia no fim, ela não estava ali.

O ball handling que eu citei acima do Pablo, vimos e muito no jogo. Em certos momentos vimos ele driblando três jogadores ao mesmo tempo e finalizando com belas infiltrações as jogadas. Ele realmente deu uma aula de crossover e aliado à sua visão de jogo, fez com que os jogadores pontuassem com certa facilidade. Pablo foi tão dominante que fez 30 pontos, deu 9 assistências e um belo cartão de visitas aos adversários.

O Magal que eu também citei acima, nos mostrou o que é ser um jogador eficiente e focado na partida. Mesmo com a partida tensa em diversos momentos, ele fazia ótimas infiltrações e finalizava com layups perfeitos. Foi consistente em todo o jogo, presenteou a todos mostrando o seu ótimo footwork e o seu bom QI de basquete. Terminou a partida com 22 pontos, 14 rebotes e 5 assistências.

A dupla combinou para 52 pontos, mas do que a metade dos pontos do time.

Anderson Luís também ajudou com 26 pontos e o Jonathan que poderia ser um dos destaques, foi bem discreto. Mas foi importante como liderança em quadra. A equipe no geral foi muito bem.

Por outro lado, os jogadores da UVA entraram achando que encontrariam um jogo tranquilo e que em qualquer momento poderiam vencer a partida.

O jogo realmente não foi fácil, a UVA teve o Leonardo Medeiros fazendo mais uma belíssima partida. Ele fez 21 pontos, sendo todos os pontos nas cestas de três. Mas a organização tática do time, não estava presente. O foco do time não estava presente. Usando mais uma citação do meu preview, eu resumo o que foi a UVA em quadra:

“O time mostra certa imaturidade quando comete faltas bobas que faz com que a equipe fique pendurada na partida. ”

Foi isso que aconteceu. A equipe perdeu o primeiro tempo por 43-35 e a falta de maturidade em quadra e a falta de foco no jogo, só atrapalhou.

O jogo foi tumultuado no segundo tempo, mas víamos que o time da UVA não estava preocupado em fazer dobras corretas no Pablo e em compactar a defesa corretamente para evitar as infiltrações do Magal.

Em todo esportes, o foco e a maturidade é essencial e isso o time da UVA não tinha. O Bad Angels não teve nada a ver com isso e aproveitava muito bem. O ataque dos Angels, parecia criança em uma loja de doce, aproveitando todas as falhas encontradas na defesa da UVA.

O time saiu do Mackenzie com uma ótima vitória por 95-85 e com uma ótima vantagem para o próximo jogo que será em casa.

Essa vantagem não descarta a UVA. A equipe tem bons jogadores e um ótimo técnico. Mas o que a equipe tem que ter aprendido no jogo, é que não existe jogo fácil nesse playoff e o trabalho tem que ser mais forte para a próxima partida.

Já o Bad Angels, sai energizado com essa ótima vitória. Porém, precisa botar os pés no chão, já que enfrentam uma boa equipe.

Uma coisa é certa, o próximo jogo tem tudo para ser uma ótima partida.

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