Quinta, 08 Março 2018 13:59

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Hoje o papo é com o arquiteto da equipe mais surpreendente da temporada 2017. Dessa vez vocês vão poder conferir um bate papo que eu tive com um dos nomes mais importante da formação de atletas no Rio de Janeiro. Alguém que tem toda a vida dedicada ao esporte, e que ainda alimenta muitos sonhos dele e dos atletas que passam por suas mãos. Hoje o papo é com Jorge Pupa, técnico do JTC e você podoe conferir tudo abaixo:

pupa

 

Diogo Aquino: Então, na temporada passada todos apontavam o JTC como uma candidato ao rebaixamento no Campeonato Estadual Amador, No entanto a equipe superou totalmente nossas expectativas, se classificando e fazendo grandes partidas nos playoffs. Como foi tudo isso pra vocês?

Jorge Pupa:  Primeiro de tudo eu queria agradecer a oportunidade de expor o meu trabalho. E no tocante a sua pergunta, o que acontece é que todo o pensamento do ano passado era de promover alguns garotos da base, dando rodagem, e não ser rebaixado. Esse era o pensamento.

Então com isso nós fizemos a junção dos jogadores que ficaram, à um grupo de sub 19 e sub 18. Se eu disser pra você que eu tinha a certeza que eles iriam fazer a campanha que fizeram. Certeza de fato eu não tinha, mas existia sim uma grande expectativa, sim. Porque todo o trabalho foi pensando nisso, para eles fazerem boas partidas, fugirem da possibilidade de rebaixamento e o objetivo foi cumprido com grandes honras, como você mesmo falou com direito a grandes atuações grandes jogos. Então o resultado foi show.

E o melhor dessa história foi o processo de amadurecimento dos jogadores mais jovens, que se uniram aos mais experientes e jogaram com muita consciência.

 

DA: Particularmente eu acredito que todos se emocionaram com o desempenho dos seus garotos aquela eliminação pro Niterói. Da maneira como aconteceu, com aquela bola no estouro do cronômetro doeu muito nos seus jogadores. Você acredita que isso é importante no processo de crescimento?

JP: Claro, isso amadureceu e vai amadurecer muito mais, na próxima temporada. Eles sabem que no basquete não pode dar moleza eles tem que dar tudo do início ao fim, a pegada, a atenção a dedicação tem que ser do início ao fim. Então isso foi uma lição, foi uma aula que eles tiveram de como atuar em cada momento da partida. Neste jogo teve momento em que estávamos bem, e não soubemos aproveitar. Então tudo isso é uma lição,.

 

DA: Pupa, você é conhecido e respeitado no basquete carioca por ser um grande formador de atletas. Eu queria de saber de você, como você faz nos dias de hoje, onde, a formação dos super times da NBA, tende a ter um impacto no comportamento dos garotos, pra trabalhar com eles conceitos que valorizem muito mais a caminhada na busca do título que apenas o próprio título? Nós tivemos como exemplos o JTC e o Municipal que EM 2017 foram tão falados e tão marcantes quanto o Kobras Campeão do Estadual Amador.

JP: Boa pergunta essa, vamos lá. Primeiro de tudo, eu tento mostrar a eles que todos eles são capazes, que todos eles também precisam aprender mais sobre o jogo. Que mesmo eu aos meus 52 anos, ainda não aprendi tudo e tenho sonhos a serem realizada, como todos eles. Em primeiro lugar um conceito que pre precisa ser assimilado é que sozinho eu não sou ninguém, eu preciso do meu companheiro, e em segundo que eu não faço panela no meu time. Vai jogar aquele que estiver melhor.

Eu tento mostrar pra eles, que eu não tenho predileção por ninguém. Comigo vai jogar aquele que estiver melhor.

Em alguns momentos eu sou o pai, outros eu sou o amigo, mas por vezes eu sou o carrasco também, tudo faz parte do processo. E com toda essa mistura, se cria um grande respeito entre eu e eles, assim se cria um laço. E desse laço a gente vai extraindo o que há de melhor.

 

DA: Você falou sobre sonhos a realizar no basquete, pode revelar quais são?

JP: Eu tenho o sonho de trabalhar junto dos treinamentos de grandes atletas nacionais e internacionais. De trabalhar numa grande equipe brasileira, ou da NBA, ou ainda acompanhar todo o processo de uma seleção. São os grandes sonhos que cultivo.

 

DA: Muito legal! Pra terminar, quais as reais expectativas para a temporada 2018? Continuam tão modestas quanto eram em 2017, ou agora já sonham com voos mais altos?

JP: Humildade e respeito tem que existir, a gente não tem é que baixar a cabeça pra ninguém. Mas nós temos que saber respeitar e saber os nossos limites. Hoje eu digo pra você que eu estou com uma boa equipe, pra entrar nos playoffs, na briga e tentar chegar lá em cima, no podium. Mas o basquete é maravilhoso, a cada jogo é uma surpresa, a cada jogo a situação muda. Então qualquer coisa que eu diga pra você em alguns segundos pode mudar. Mas eu acredito que sim, que esse ano, se tudo continuar caminhando do jeito que está, se este grupo permanecer completo durante toda competição, eu acredito que dá pra chegar. Aos trancos e barrancos mas dá pra chegar (risos). Mais uma vez obrigado pela oportunidade e tudo de bom pra você.

 

DA: Eu que agradeço, por ter cedido seu tempo, eu sei que é complicado, sei que acabamos atrapalhando a rotina de vocês, mas eu acho importante esse tipo de depoimento. E boa sorte, eu realmente fiquei comovido pelo desempenho da sua equipe e torço para que nessa temporada seja tão bom quanto.

JP: Obrigado pelo carinho, pela torcida, e um bom trabalho, como você sempre tem feito, um abraço.

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