Terça, 12 Dezembro 2017 14:26

O que eu aprendi com o Mackenzie B Featured

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Antes de mais nada, esse é um texto com a minha opinião pessoal sobre essa equipe.

Intensidade! Amadurecimento! Conjunto!

São as três palavras que descrevem facilmente a equipe do Mackenzie B.

Jogar uma Liga B que possui muitos times bons e experientes, pode ser a fórmula ideal para um elenco jovem ter grandes dificuldades. Sim, essa seria a leitura correta para um time que não possui o comando do Felipe Alexandre.

É difícil não começar o texto sobre o Mackenzie B, sem citar o Felipe Alexandre. Treinador que é passional e com um QI de basquete absurdo. Colocou o seu pensamento do que é basquete, na cabeça dos seus jogadores como se fosse feita uma lavagem cerebral em cada um dos seus comandados.

A primeira palavra que citei que descreveria o time, vem justamente dele. A intensidade que o Felipe mostra em todas as partidas comandando a equipe, foi correspondida pelos os jogadores. O time parecia que não cansava nas partidas e todo jogo era jogado como se fosse uma final.

Essa intensidade, foi determinante em algumas partidas. Com o passar dos jogos, os adversários viam que todo jogo contra o Mackenzie, seria uma guerra em quadra. Pois o Felipe pilhava tanto os seus jogadores, que se a outra equipe não entrasse com 200% de foco, a derrota era iminente.

Além da intensidade, outro ponto que me chamou a atenção, foi o amadurecimento dos jogadores. João Vitor parecia um jogador experiente, quando pegava rebotes importantes e mostrava frieza após acertar arremessos do perímetro importantes. Matheus Lage tem um footwork e noção de espaço, que poucos jogadores tem com a idade dele e o que dizer do Guilherme e Marley? Jogadores playmakers e que conseguiam liderar bem o Mackenzie em quadra e possuíam uma boa leitura de jogo.

A maior prova de amadurecimento, era nos momentos que o time estava atrás no placar. A equipe entendia o que era preciso fazer para reverter o placar e conseguia manter o foco no objetivo.

Eu citei alguns jogadores acima como exemplo, mas é injusto falar só de alguns. O conjunto do Mackenzie foi algo espetacular nessa temporada. Um time que foi a cara do Felipe, que correspondia taticamente e muito unido.

No fim, não foi o jogador “X” que foi fundamental para o acesso e título da Liga B e sim a união desses jogadores.

O Mackenzie B me ensinou que jogadores aplicados taticamente, elenco homogêneo, treinador intenso e com ótima leitura de jogo, foi a fórmula de sucesso do time esse ano.

Antes de terminar esse texto, deixo um recado para as equipes do Campeonato Estadual Amador: abram o olho, o time de garotos joga feito homens.

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Felipe de Souza

Felipe Souza é o criador do site HSBasketballBR e co-criador do Live College BR. Ele escreve para o site americano D1Vision e para o Jumper Brasil. Faz trabalho de Scout nas horas vagas e acredita que o estudo diário do basquete, faz dele um profissional melhor.

https://twitter.com/HSBasketballBR
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