Master +35: relembre o título de 2017 e o bicampeonato de 2018 do SC Mackenzie

O Sport Club Mackenzie foi montado em 2014 para jogar os campeonatos Master da Liga Super Basketball (LSB). Em 6 anos de trajetória no Master +35, o time conquistou dois vice-campeonato e dois campeonatos. Hoje, falaremos sobre a campanha do time nas competições e as finais que deram os dois títulos a equipe.

Em 2016, a equipe chegou a final e perdeu para o AVBN. Com a frustração do segundo lugar, a preparação para o ano seguinte foi bem maior. Sergio Luciano, diretor de esportes do time, contou que a equipe recebeu inúmeros reforços, como os jogadores Nelsinho, William Arriel, Rubens e Bruno Malheiros.

Assim, o time de 2017 foi marcado não só por bons jogadores, mas também por um elenco bem entrosado e que contava com a experiência do técnico Alexandre Magalhães. Para Sergio, esses foram os principais pontos que levaram ao memorável título.

“Tínhamos um estilo de jogo diferenciado na época, de muito contra-ataque. Além de uma equipe forte, bem entrosada e com pivôs altos. Levamos com muita seriedade o trabalho do técnico Alexandre Magalhaes que conseguiu impor competitividade à equipe e tirar o máximo dos jogadores. Esse primeiro título foi inesquecível”, disse Sergio.

O time seguiu invicto em todos os 16 jogos do campeonato. Na final, a bola ao alto vencida pelo Mackenzie foi apenas o primeiro domínio do campeão na partida. Durante quase todo o jogo, o time se manteve com uma vantagem mínima de 10 pontos, finalizando a partida com 81 pontos contra 68 do Perphorma BC/Grêmio Realengo. Assim, o SC Mackenzie conquistou o primeiro lugar do campeonato Master +35 de 2017.

Sobre o campeonato, Sergio Luciano definiu a campanha como irretocável e fechada com chave de ouro.

“Fomos felizes, fizemos uma campanha irretocável: fomos invictos, jogamos com muito respeito a todos os adversários, tínhamos uma equipe muito boa e fechamos com chave de ouro”, relembrou.

Além disso, sobre o título, Sergio resumiu a duas sensações: a de inicio de uma trajetória e a de dever cumprido.

O time conquistando o título de 2017

No ano seguinte, 2018, o time passou por algumas mudanças. Alguns atletas saíram e outros como Henrique, Guto e Nilson entraram e agregaram ao basquetebol do time.  

“Sempre consigo mensurar que em todas as temporadas acontece uma rotação de atletas, muitos querem entrar e muitos querem sair devido a desavenças de grupo, objetivos pessoais. Perdemos alguns atletas mas a base continuou a mesma e tivemos alguns bons reforços”, revelou o diretor de esportes.

Neste ano, o time iniciou o Master +35 perdendo o primeiro jogo contra o Oasis. Mesmo assim, conseguiram superar a derrota, ficar em primeiro lugar na classificação geral e  chegar a final pelo terceiro ano consecutivo.

A final ocorreu no dia 13 de janeiro de 2019 e, dessa vez, o time enfrentou o FBMRJ, atual campeão da competição. Na partida, o SC Mackenzie converteu 31% dos arremessos de 3 pontos contra 13% do time adversário. Além de 51% dos arremessos de 2 pontos contra 37% do FBMRJ. Assim, o jogo terminou 73×50 para o Mackenzie que conquistou o Master +35 de 2018 e seu bicampeonato.

Sobre o bicampeonato, Sergio Luciano afirmou ter sido uma das maiores evidências de que o trabalho estava sendo feito de maneira correta. 

“Ser bicampeão mostrou a solidez do trabalho, do comprometimento da equipe e da qualidade dos treinos (que eram poucos devido a trabalho, família dos atletas). Fomos campeões com propriedade e dignidade, com muito respeito a todos os adversários.”, afirmou Sergio.

O bicampeonato de 2018 do SC Mackenzie

No ano seguinte o time seguiu jogando as categorias do Master e ficou em 2° lugar no +35. Nos últimos 4 anos, foram duas vezes vice-campeões e duas vezes campeões na categoria.

Atualmente o time não existe mais devido a propostas de clubes com maior potencial e visibilidade que receberam. Mesmo assim, a maioria segue jogando juntos, agora no Vasco, mantendo a união e a amizade.

“Hoje a base do 35 no Vasco continua quase a mesma que foi bicampeã em 2018. Somos muito amigos, todos se respeitam e precisamos manter uma união, a maior dificuldade (risos). Fazemos churrascos e, mesmo quem não é tão amigo, mantém no mínimo o respeito. Se formou um laço de amizade pra vida toda que só tem a agregar”, finalizou Sergio Luciano.

LSB vira tema de TCC sobre lesão no esporte

Sob o título “Lesões em atletas amadores de basquetebol +35 da LSB”, a Liga Super Basketball (LSB) virou tema do Trabalho de Conclusão de Curso de Educação Física de Rodrigo de Lima, estatístico da Liga. Para sustentar suas pesquisas e assim tirar conclusões, o estatístico fez um questionário que buscava analisar o perfil e as lesões de 33 atletas do Master +35 da LSB. No dia 1° de Julho, a banca se reuniu online através de um aplicativo de videoconferências e o futuro educador físico defendeu com sucesso seu projeto.

Perguntado sobre a ideia de falar sobre a Liga, Rodrigo contou que foi por admiração.

“O que me motivou a fazer um trabalho a respeito da LSB foi a minha paixão pelo basquete e também pela Liga. Eu gosto muito da Liga e ela entrou na minha vida em um momento muito difícil, o esporte nos finais de semana (quando ocorrem os jogos) traziam muita alegria. Quando eu fui escolher o tema do TCC e era livre, eu fiz questão de falar sobre ela”, contou Rodrigo.

Sobre a motivação para sua pesquisa, Rodrigo contou que, além da paixão pelo esporte, queria também levar informação.

“Eu achei que seria legal ter um estudo desse que servisse de base para os atletas de categoria de base que não tem acesso à esse tipo de informação, pelo fato da maioria dos clubes não se tratarem de clubes de grande expressão. Resolvi fazer essa pesquisa e gostei muito, me sinto muito feliz com o resultado”, disse o estatístico da LSB.

Para o projeto, Rodrigo fez um questionário com 13 perguntas sobre as lesões e sobre o perfil dos participantes voluntários. O público-alvo foi formado por 33 atletas amadores de basquetebol masculino do Master +35 da LSB, onde todos praticam o esporte desde seus 12 anos.

As perguntas buscavam analisar o perfil dos atletas, como o tempo e o tipo de treinamento, e suas lesões, como possíveis reincidências, tempo de recuperação e o tratamento das mesmas. O objetivo era conseguir traçar gráficos estatísticos para chegar a conclusões. O questionário contava com 13 perguntas, conforme fotos abaixo.

Com a pesquisa, Rodrigo conseguiu concluir que a maioria dos atletas se lesiona de forma acidental e que o fator socioeconômico é determinante na qualidade e no tempo da recuperação do atleta.

“Através do questionário a gente conseguiu concluir que a maioria dos atletas dentro da nossa amostra se lesionaram de forma acidental, além de que a maioria tinha acompanhamento médico e fisioterápico e se preveniam pra não ocorrer esse tipo de lesão. A gente também concluiu que o fator socioeconômico é crucial na recuperação da lesão do atleta, porque uma vez que ele tem uma boa condição financeira (o caso de mais de 90%), ele tem acesso a um bom plano de saúde e aos melhores preparadores físicos e fisioterapeutas. O tempo e a recuperação da maioria foi rápida justamente por isso”, revelou o futuro educador físico.

Com seu Trabalho de Conclusão de Curso aprovado, Rodrigo contou sobre suas expectativas e metas na educação física e no basquetebol.

“Eu quero continuar construindo uma carreira no basquete e quero chegar longe como vejo tantas pessoas chegando dentro do esporte, que são pessoas que me inspiram a serem melhores. Elas fazem tudo isso por amor e eu também sou assim, eu sempre quero ajudar os outros sem nada em troca, só por amor, por isso eu me identifico e gosto tanto da LSB e inclusive estou morrendo de saudades”, declarou.

Rodrigo de Lima com o uniforme da LSB

Para ver o TCC completo de Rodrigo de Lima, basta clicar no anexo abaixo:

PROJETO FINAL – LESOES EM ATLETAS AMADORES DE BASQUETEBOL +35 DA LSB_8 (2)

AVBN de Niterói conquista o Master +35 de 2016, relembre

A Associação de Veteranos de Basquete de Niterói (AVBN) foi fundada em 1992 com o objetivo de reunir ex-atletas de basquete para representar a cidade nos campeonatos brasileiros Master. A primeira participação do time na Liga Super Basketball (LSB) foi em 2015, onde o elenco foi montado e se consagrou vice-campeão da categoria Master +35. No ano seguinte, o time conquistou o título do campeonato em uma virada inacreditável em um jogo de desempate.

O elenco de 2015 da Associação de Veteranos de Basquete de Niterói

Com o campeonato de 2016 empatado em 1×1 entre o AVBN e o Mackenzie, o Master +35 do ano foi decidido no dia 15 de dezembro de 2016 com um jogo de desempate em uma quadra neutra. Sobre o jogo que deu o título ao time, Capilé, como é conhecido o jogador André, contou ter sido uma partida atípica e difícil.

“Começamos jogando mal, marcando individual e estávamos bem lentos. O Mackenzie logo abriu mais de 10 pontos e a gente começou a discutir, nada dando certo. Comecei a ajustar o posicionamento do time na quadra com o Ralph, mudamos a marcação, começamos a jogar mais próximos a cesta e alguns arremessos nossos importantes começaram a cair.”, disse Capilé.

Na defesa, o técnico do time Ralph contou que a mudança da marcação de individual para zona 2-3 a partir do terceiro quarto fez com que o time conseguisse segurar o placar de 17 pontos de diferença. O adversário, por sua vez, não conseguia penetrar e teve muitos ataques perdidos por roubos de bola e também por estouros de tempo.

“Fizemos um jogo de reação, de muita defesa e de muita coletividade. Mudamos a marcação para zona bem aberta e fizemos muitas cestas de contra-ataques devido a essa defesa. Viramos o jogo no final e mantivemos vantagem até o fim.”, disse o técnico Ralph.

Com o placar aberto, o AVBN finalizou a partida se consagrando campeão do Master +35 de 2016. Sobre a vitória, Capilé contou ter sido gostosa e só ter sido possível devido ao coletivo.

“Foi uma vitória gostosa, que me fez ver ainda mais como o basquete e dinâmico e como você deve se encaixar jogo a jogo para contribuir com seu melhor, mesmo que seja reconhecendo que você está mal naquela partida e que o melhor para o time e você ficar fora de quadra, organizando as substituições e os pedidos de tempo. Foi assim que ganhamos: como um verdadeiro time.”, contou o jogador.

O técnico Ralph também contou que a vitória foi especial. Para ele a dificuldade deu um sabor mais especial ainda, ainda mais por ter sido o primeiro título do AVBN na  LSB.

“A sensação de ganhar é sempre boa, de ser campeão melhor ainda, principalmente por alguns aspectos. O primeiro foi termos batido na trave no ano anterior e termos ficado em 2° lugar. O segundo, foi o fato da competição como um todo ter sido muito acirrada e muito boa contra o Mackenzie, tanto que jogamos o jogo 3 (de desempate). O terceiro aspecto foi o  jogo em si que também foi difícil, começamos mal e tivemos que correr atrás do placar. Tudo isso deu um sabor especial ao título, que também foi o nosso primeiro na Liga. Com certeza a vitória motiva a gente a continuar e seguir no campeonato até hoje.”, revelou o técnico.

O time conquistando o título do campeonato Master +35 de 2016

Nos anos seguintes o time seguiu jogando junto, ficando em terceiro lugar no Master +35 em 2017. Em relação ao título, Ralph contou que é uma conquista do time que só foi possível pela parceria e amizade.

“Nós somos amigos, amigos que gostam de jogar juntos. A gente tem muito carinho e muita gratidão por todos os atletas que passaram pelo time e que contribuíram para as nossas conquistas. Nada disso seria possível sem a ajuda e a parceria de todos os atletas, então o título é da AVBN, do grupo de 2016.”,

Até hoje os jogadores veteranos mantém contato e muitos ainda jogam juntos. Sobre isso, Capilé contou que os amigos criaram um grupo que tem como lema a amizade acima do basquetebol.

“Temos um lema na AVBN, que passa há várias gerações, de que no Master não importa tanto a qualidade do basquete que você joga, mas sim a qualidade das relações de amizade que você faz. Hoje temos um grupo que chamamos de “Coluna Vertebral” e que procuramos compartilhar com nossas famílias. Sempre fazendo festas, churrascos e apostas saudáveis e é bacana ver como esse nosso movimento se expandiu para outras equipes que juntaram amigos de longa data também. O fortalecimento da LSB fez com que a rivalidade saudável voltasse e que o jogo se transformasse em algo divertido, isso é sensacional”, desabafou o jogador.

Juliana Ribeiro e Carolina França falam sobre suas conquistas e dificuldades no basquetebol feminino

Juliana e Carolina são atletas de basquetebol que possuem conquistas a nível estadual e nacional no esporte. Com seus 25 e 26 anos, respectivamente, as atletas conquistaram a oportunidade de atuar profissionalmente na equipe Sodiê Doces/LSB RJ, criada pela Liga Super Basketball (LSB) em 2019. Hoje vamos contar um pouco mais sobre o início no esporte, a trajetória em quadra dessas atleta e as dificuldades de ambas para se manterem no meio do basquete.

Juliana Ribeiro iniciou sua história nas quadras com 12 anos jogando no time pré-mirim do Tijuca Tênis Clube. O esporte proporcionou à atleta uma bolsa de estudos de 100% em um colégio particular, onde teve oportunidade de atuar em diversas competições. A atleta também integrou diversos clubes como o Clube Municipal, onde jogou o Campeonato Sul-Americano de Basquetebol Feminino, e também na Mangueira, onde pôde dividir quadra com grandes talentos do esporte. Na sua trajetória completa já jogou campeonatos estaduais, foi convocada para seleção carioca, e também para seleção brasileira, onde chegou a jogar até em Madrid (Espanha) em 2013. Atualmente, é ala-pivô da equipe profissional de basquetebol feminino Sodiê Doces/LSB RJ.

Juliana vestindo a camisa 12 da equipe profissional Sodiê Doces/LSB RJ

Companheira de quadra de Juliana, a atleta Carolina França também tem uma lista longa de conquistas no esporte. Descoberta com 13 anos por um técnico de basquete de um colégio particular, a jogadora conquistou bolsas integrais devido ao seu basquetebol em todos os colégios e faculdades que passou. Se federou em 2010 pelo Clube da Mangueira, onde participou do Campeonato Estadual no mesmo ano. Em sua trajetória conquistou o primeiro lugar do Campeonato Brasileiro Universitário 2019, representando a primeira conquista do Rio de Janeiro no campeonato após 13 anos. Ficou em segundo lugar com seu time no Campeonato Brasileiro Estudantil ocorrido em Curitiba e, nos campeonatos da LSB, conquistou o prêmio individual de Melhor Ala do Campeonato Estadual Amador 2012. No ano passado, a atleta começou a atuar profissionalmente juntamente com Juliana Ribeiro.

A atleta Carolina França vestindo a camisa 6 da Sodiê Doces/LSB RJ.

A equipe profissional adulta na qual as atletas atuam no momento (Sodiê Doces/LSB RJ) visa recuperar o basquetebol feminino no Rio de Janeiro, dar oportunidade e espaço para mulheres no esporte e abrir caminho para que as futuras gerações  também possam realizar seus sonhos em quadra. Sobre isso, as atletas contam ser uma responsabilidade enorme e também um grande sonho.

“A sensação de estar na Sodiê Doces/LSB RJ é literalmente sonho, parece que a ficha ainda não caiu de estar em um time profissional e adulto. É uma grande conquista nossa, porque fizemos por merecer e o intuito do projeto torna tudo um sonho em dobro, não é só uma realização pessoal, mas também uma forma de abrir caminho para uma menina realizar o seu sonho no futuro.”, contou Carolina França.

Sobre a responsabilidade, Juliana contou que foi um ano de muito aprendizado e adaptação.

“No ano passado eu aprendi muito sendo uma atleta profissional, foi uma grande adaptação. Tivemos ajuda dos nossos diretores, psicólogos e profissionais da mídia para saber como se portar em uma entrevista, etc. Foi uma oportunidade e responsabilidade enorme poder jogar com pessoas que você vê na televisão, saber que você pode chegar no nível daquelas atletas. Além disso, a equipe de cientistas de dados me proporcionou um aprendizado que eu não tive em 10 anos de basquetebol como lances que aumentam as possibilidades de cesta ou como quando arremessar ou não. Esse ano na equipe me proporcionou coisas inimagináveis, é muito bom ser atleta do time.”, relatou Juliana Ribeiro

Mesmo com tanto talento e as grandes conquistas dessas mulheres, o basquetebol feminino ainda não é reconhecido ou valorizado no país. O investimento, os patrocínios e recursos são muito poucos e insuficientes e, por isso, o basquetebol profissional feminino não pode ser a única fonte de renda dessas atletas. Muitas precisam se dividir entre trabalhar, estudar e jogar. Ser mulher nas quadras ainda é uma luta difícil e diária e, para Juliana Ribeiro, o que mais pesa é a falta de reconhecimento.

“Sobre jogar e trabalhar, me acho uma mulher guerreira e me sinto orgulhosa de ter no meu time outras mulheres como eu. Eu acredito que se eu pudesse me dedicar 80% para o basquete eu seria outra jogadora, mas também acredito que todos os sacrifícios serão reconhecidos uma hora! Minha vida sempre foi assim, sou negra, moro em comunidade, tenho 26 anos, já sou formada e jogo basquete profissionalmente. Sigo minha vida com muito orgulho do que sou e do que me tornei para minha família. Só queria mesmo reconhecimento e voz para o basquete feminino.”, contou a ala/pivô Juliana.

Para Carolina França o problema se resume em duas palavras: investimento e credibilidade.

“As maiores dificuldades eu posso resumir em investimento e credibilidade, porque quem têm poder para fazer o basquete feminino crescer não se importa, não confia e não investe. Não dá para viver de esporte no país, não por culpa do clube, mas pela falta de investimento dos patrocinadores. É muito suado para eles conseguirem o pouco que já temos e o feminino não tem nem 1/3 da estrutura e investimento que o masculino tem. Eu acho que o Brasil é uma fábrica de talentos em diversos esportes, mas falta muito investimento. Mulheres que se destacam precisam fazer mais que o triplo do que um jogador homem faz e o retorno é sempre desproporcional.”, desabafou Carolina.

Neste ano a equipe jogaria a Liga de Basquete Feminino (LBF) representando o Rio de Janeiro, entretanto, com a pandemia do Novo Coronavírus, o campeonato de 2020 foi oficialmente cancelado nesta semana. Mesmo com o desânimo pela falta de perspectivas para o futuro, desistir não é uma opção para nenhuma das duas jogadoras. Sobre isso, Carolina França mandou um recado para todas as outras atletas.

“Não desanimem, tenham fé. É uma fase, um momento atípico que estamos vivendo. O sonho não acabou, ele só foi prorrogado”, falou a atleta.

Memórias Master +35: Jequiá IC Master conquista o título de 2015 após dois vice-campeonatos

Após ser vice-campeão em 2013 e em 2014, o time Jequiá IC Master enfrentou a Associação de Veteranos de Basquete de Niterói (AVBN) e conquistou o primeiro lugar do campeonato Master +35 de 2015 promovido pela Liga Super Basketball (LSB). O até então campeão seguiu disputando o torneio até 2018 e, no total da trajetória, conquistou três vice-campeonatos e um título nas quadras da LSB. Hoje, falaremos sobre a criação, a trajetória e os melhores momentos da equipe, além da grande amizade existente entre os ex-atletas até os dias atuais.

Pedro Rubem, técnico do time na sua estreia, contou que o time foi formado em 2013, quando um time da Ilha do Governador convidou os amigos que moravam na região e haviam jogado basquete para um amistoso. Após o jogo, vendo a quantidade de ex-atletas residentes na Ilha, os amigos começaram a jogar partidas no Jequiá Iate Clube (clube local) e, assim, tiveram a ideia de montar o time.

Fabiano Ferreira, ex-jogador da equipe, contou que após jogar e conhecer a proposta da Liga, viu na LSB uma ótima oportunidade para esses atletas voltarem às quadras.

“Comecei a voltar a praticar esportes para incentivar meus filhos e comecei a postar nas redes sociais, foi então que me chamaram para jogar e foi assim que conheci a Liga. De primeira achei a proposta da LSB incrível. No segundo momento percebi que havia muitos jogadores parados e que a LSB seria um ótimo campeonato para nós”, contou o ex-ala do time.

No ano de estreia, o time começou com muitas derrotas, mas se recuperou no segundo turno e conquistou o vice-campeonato. Para Pedro Rubem, técnico da equipe no ano, foi uma vitória maravilhosa e um dos melhores momentos do time.

“Fizemos um primeiro turno muito ruim, mas conseguimos nos recuperar e eliminar o Mackenzie, time muito forte e de muita tradição. Não tinha como ganhar do Grêmio Realengo (campeão de 2013). O primeiro vice-campeonato foi na verdade nosso primeiro título.”, declarou o técnico.

No ano seguinte, a final contra o time de Realengo se repetiu e o Jequiá foi novamente vice-campeão. Em 2015, o time chegou a final pela terceira vez consecutiva. Dessa vez, enfrentou o AVBN de Niterói numa disputa bastante acirrada e se consagrou campeão do Master +35. O jogador Fabiano detalhou o jogo que deu o título ao time e afirmou ter sido o melhor momento do Jequiá.

“Após dois anos de equipe, recebemos dois reforços que elevaram nossa equipe para outro patamar. Rivalizamos com um de nossos melhores adversários na final, fomos muito bem no primeiro e no segundo turno, mas final é sempre final. O jogo foi bastante amarrado, a maior vantagem foi de 5 pontos se não me engano. Mas o Marcio, Marcelão e Douglas desequilibraram para nós e conquistamos um título muito especial para todos. O melhor momento foi com certeza o da final contra o Niterói (AVBN).”, relatou o ex-jogador.

O time conquistando o campeonato Master +35 de 2015

Após a vitória, o time continuou disputando a LSB por alguns anos e em 2017 foi vice-campeão novamente do Master +35. No ano seguinte o time se desfez, mas até hoje todos mantém contato. Para Pedro Rubem o time formou uma família.

“Voltar a frequentar o Jequiá e jogar por ele foi maravilhoso, ninguém nunca esquece. A gente ama esse clube e a família que criamos. Ter dividido as quadras com tantos jogadores talentosos foi um privilégio. A família Jequiá que a gente criou é o ponto alto desse time. É sensacional fazer parte.”, contou o ex-jogador e ex-técnico do time.

Perguntado sobre sua experiência pessoal no time, Fabiano Ferreira também se declarou à equipe, afirmou que gostaria muito de voltar às quadras com o Jequiá e que a maior vitória de todas é a família que o time criou.

“Gostaria muito que esta equipe que me deu tanto prazer voltasse a jogar juntos. Seria um imenso prazer. Somos uma família grande, estamos sempre em contato. Assim que passar este momento pesado da nossa sociedade, nos reencontraremos nem que seja só pra lembrarmos das histórias que criamos juntos. Eu vivi a minha infância e adolescência no Jequiá, o que tornou o clube muito importante pra mim. Dali saíram meus principais amigos dentro e fora do esporte. Mantemos contato frequente entre nossos respectivos núcleos familiares, esta é a maior vitória de todas.”, contou o ala do time.

A família Jequiá: “O que fica de mais importante até hoje”.

Jogadores destaques da LSB: conheça a trajetória da atleta e mãe Thayná Silva

Thayná Silva começou a jogar basquete em um projeto de aulas em Padre Miguel se inspirando em sua irmã mais velha. Em 2009 foi revelada pelo time da Mangueira, onde começou a jogar com seus 13 anos de idade. A atleta participa de campeonatos da Liga Super Basketball desde 2017 e, atualmente, faz parte da equipe feminina fundada pela Liga: Sodiê Doces/LSB RJ. Em seus anos de trajetória na LSB se tornou uma jogadora destaque em quadra.

A atleta vestindo a camisa 16 da Sodiê Doces/LSB RJ

Com seus 24 anos a atleta já protagonizou muitas conquistas. Em São Paulo, foi destaque do elenco do ABC Paulista e voltou ao Rio de Janeiro em 2016. No ano seguinte começou a jogar campeonatos da LSB pelo Novo Basquete Rio (NBR) e encerrou o Feminino 2017 como a jogadora com a maior média de pontos (20,5), maior média de arremessos convertidos (8,3) e maior média de rebotes ofensivos (5,5).

Em 2018, Thayná jogou a Liga de Basquete Feminino (LBF) pelo time São Bernardo e, além de ter sido a segunda maior pontuadora (média de 19,2), foi a jogadora com a maior eficiência do campeonato (20,8). Ao fim do torneio foi escolhida pelo público para jogar o Jogo das Estrelas, onde fez jus a cada um dos votos recebidos. Com sua excelente temporada, a atleta conquistou dois prêmios individuais: Revelação e Quinteto Ideal da temporada.

A atleta convertendo 2 pontos de bandeja

No ano passado (2019), Thayná realizou seu sonho de virar mãe e teve a pequena Aylla de apenas 7 meses. Agora em 2020, a jogadora foi anunciada pela Sodiê Doces/LSB RJ e revelou estar muito ansiosa para voltar às quadras.

Sobre ser mãe, a atleta contou que está sendo uma experiência incrível e que ela e a filha são muito grudadas.

“Deus me deu uma gravidez maravilhosa, descobri no início de 2019. Os dias são agitados, ela está engatinhando por tudo agora e é muito grudada em mim. Com a pandemia, estamos mais agarradas ainda e estou aproveitando muito cada fase. Está sendo uma experiência incrível.”, revelou a mãe da Aylla.

A jogadora também comentou sobre a divisão entre as quadras e a maternidade, onde revelou ser uma mãe bastante preocupada, mas saber dividir bem os momentos. Além disso, revelou estar muito ansiosa para voltar a jogar e ver sua filha a assistir da arquibancada.

“No começo desse ano cheguei a treinar com a equipe e dividi a maternidade e o treino. Eu sou muito preocupada e mandava mensagem a cada segundo perguntando pela Aylla. Voltar a treinar vai ser difícil porque eu vou ficar com saudades dela e ela de mim, mas a gente vai se acostumando de acordo com a criação e a rotina. Consigo dividir bem isso, em quadra parece que tenho um apagão e foco apenas no jogo, não penso em mais nada. Não vejo a hora de voltar para as quadras, bater bola, correr e ver a Aylla me assistir da arquibancada.”, contou a ala do time.

Thayná e sua filha Aylla de 7 meses

Em Janeiro desse ano, Thayná começou os treinos pela Sodiê Doces/LSB RJ e em Março estreiaria em quadra na LBF representando o Rio de Janeiro. Entretanto, com a pandemia, o campeonato foi suspenso na primeira semana e o time não chegou a competir. Sobre o futuro no time, a atleta declarou estar ansiosa pela volta e muito feliz pela oportunidade.

“A LSB me abriu portas, me fez acreditar que meu basquete pode ir muito além do que eu imagino, é um campeonato muito bom. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de competir pelo time, mas estou com muita sede de jogo, o time também, ficamos só no gostinho (risos). Quero abraçar essa oportunidade de jogar no Rio de Janeiro agora com a minha filha, o que mais almejo é voltar, quero muito jogar”, revelou a atleta.

 

Relembre os títulos do Grêmio Realengo no Master +35

O primeiro campeonato de 2013 e o bicampeonato de 2014

No ano de 2013 a Liga Super Basketball (LSB) promoveu seu primeiro campeonato Master e o time Grêmio Realengo se consagrou campeão da categoria Master +35. No ano seguinte, a final entre o campeão e o Jequiá IC Master se repetiu e o time de Realengo conquistou pela segunda vez consecutiva o primeiro lugar do campeonato. Seis anos depois, os jogadores do time ainda mantém contato e o capitão relembra a trajetória, as dificuldades e os melhores momentos.

O Grêmio Realengo, time existente desde a década de 90, estava parado há alguns anos. Em 2013, Márcio Coração (técnico do time), viu na LSB uma oportunidade de voltar às quadras. Foi então que contatou os jogadores para montar o time.

No primeiro ano, a equipe era bastante forte e formada por atletas que tiveram uma boa trajetória no esporte nos anos anteriores. O time conseguiu chegar a final contra o Jequiá IC Master e conquistar o primeiro campeonato Master +35 promovido pela LSB.

A equipe do Grêmio Realengo de 2013

Paulo Roberto, ex-capitão da equipe contou que no ano seguinte, as dificuldades foram aumentando, como a falta de recursos e a disponibilidade dos jogadores.

“No decorrer do ano foi ficando difícil, o basquete no Brasil já tem pouco investimento. No Master, os patrocínios caem ainda mais. Além disso, não tinha como manter o time completo sempre, pois todos são adultos e têm outros afazeres como trabalho e família. Foi um ano bom, mas tínhamos muita dificuldade de levar pelo menos cinco atletas para quadra.”, contou o ala do time.

Paulo afirmou que 2014 foi o ano mais difícil, pois com a falta de tempo para se comprometer com o time, muitos jogadores importantes saíram. Mesmo assim, o time conseguiu substituir alguns jogadores e conquistar seu bicampeonato.

“O Marcio (técnico do time), com sua vontade de ver o basquete do Rio renascer foi ajudando quem podia para que todos pudessem comparecer. Fomos reestruturando o time, substituindo quem havia saído. Um ponto importante foi que, mesmo com a falta de esperança em sermos campeões, mantínhamos a mesma empolgação. Tínhamos todos o mesmo objetivo e adorávamos jogar, isso fazia toda a diferença. Nós queríamos ser campeões novamente e fomos. Saímos do campeonato com a sensação de dever cumprido”, contou o jogador.

O elenco do time Grêmio Realengo no ano seguinte

Perguntado sobre suas melhores lembranças, o jogador que foi considerado o MVP do campeonato em 2014 desabafou:

“O jogo nos fazia esquecer um pouco dos problemas, era muito bom jogar e ser capitão desse time fantástico. O momento das conquistas dos troféus é com certeza meu favorito. Éramos uma máquina em 2013, modéstia a parte (risos), o campeonato de 2014 se tornou especial principalmente pelo fato de termos passado por cima de todas as dificuldades. Agradecemos muito a LSB pela iniciativa de promover jogos da categoria Master no Rio, onde já se dava como acabado.”, contou Paulo Roberto.

Nos anos seguintes o time se desfez, mas o jogador afirmou que os ex-companheiros de quadra ainda mantém contato, algumas vezes nas quadras como rivais e outras vezes saindo juntos como amigos.

Athletic Meriti enfrenta Queimados Warriors nos playoffs da Copa Baixada 2019 após quarentena

Com a semifinal da Copa Baixada 2019 adiada devido ao Novo Coronavírus, a Liga Super Basketball (LSB) que promove o campeonato, decidiu falar sobre as expectativas para os futuros confrontos. Como já feito com o jogo entre Team Space e The Brothers Basketball, a LSB comentará também sobre a disputa pela outra vaga na final entre Athletic Meriti e Queimados Warriors.

O desempenho dos times no campeonato

Os times que se enfrentarão novamente já disputaram uma partida na última rodada para a classificação da Copa Baixada 2019. Ocorrida em 01/03/2020, a disputa garantiu uma das 7 vitórias do Athletic Meriti no campeonato e foi marcada por um jogo bastante acirrado que se encerrou com uma diferença de 2 pontos no placar.

Mesmo vencido por 73×71, o Queimados Warriors se destacou com os dois maiores pontuadores da partida: Marcelo Maia e Bruno dos Santos, que garantiram 19 e 18 pontos, respectivamente, para o time. Atualmente, a equipe conta com Alvaro Augusto, o segundo jogador com a maior média de pontos do campeonato e a segunda maior média de arremessos convertidos.

Já na equipe vencedora, o terceiro maior pontuador da partida foi Luis Gustavo, que agregou 17 pontos ao placar. Atualmente, o atleta ocupa o segundo lugar da tabela de jogadores com o maior número de pontos na disputa. Perde apenas para seu companheiro de time e maior pontuador da competição, Wesley Santos, que somou 144 pontos no total. Além de Luis e Wesley, o time conta com o ala-pivô, Wellerson Fernandes, atual jogador com a maior eficiência de todo a Copa Baixada 2019.

Na Copa Baixada 2017, o Athletic Meriti foi vice-campeão e eliminou Queimados Warriors nas quartas de final. No ano seguinte, o time de São João de Meriti conquistou seu segundo vice-campeonato e o time de Queimados conquistou o terceiro lugar.

Athletic Meriti garantindo a vaga na semifinal da Copa Baixada 2019

E agora?

Diego Oliveira, técnico do Queimados Warriors, acredita que no momento não há favoritos a vitória e acredita que este será o melhor confronto da semifinal da Copa Baixada 2019 pelo equilíbrio existente entre os times.

“Eles são uma equipe muito física e principalmente organizada, admiro isso. Mas acredito que se nosso jogo encaixar e conseguirmos aplicar bem as movimentações, as nossas individualidades podem aparecer. Dificilmente algum dos times será surpreendido, acho que será o melhor confronto dessa semifinal e espero conseguir a vitória”, declarou Diego.

Questionado sobre um possível comprometimento no entrosamento dos atletas após tanto tempo sem treinar juntos pela pandemia, o professor se mostrou otimista e afirmou que este pode ser um diferencial da equipe para a disputa.

“Sinceramente, minha equipe não deve sofrer por falta de entrosamento, estamos juntos desde os 17 anos, pelo menos uma boa parte do time e, mesmo os que não estão há tanto tempo, são muito amigos. Nos conhecemos, sabemos a melhor bola um do outro. Lógico que as jogadas vão precisar ser repassadas com atenção, certamente vamos ter uma dificuldade, mas acredito que vamos superar esse obstáculo e, se tudo der certo, vamos para a final”, afirmou o técnico.

O elenco do Queimados Warriors 2020

Robson, técnico do Athletic Meriti, também afirmou dispensar um favoritismo e esperar por um grande confronto.

“O favoritismo é algo que dispenso dentro de quadra, existem duas equipes muito bem qualificadas, que, com certeza, apresentarão o seu melhor basquetebol dentro das possibilidades criadas e postas. Eu e Diogo Luciano (também professor do time) esperamos que seja, sobretudo, um grande duelo.”, contou Robson

Perguntado sobre as expectativas pro confronto, o professor reiterou que não espera que seja um jogo fácil, visto que ambos os times são muito qualificados. Além disso, reiterou seu desejo de ser campeão após duas temporadas de vice-campeonato.

“Por óbvio, não esperamos uma situação passiva em relação ao próximo jogo. Conhecendo os integrantes da equipe Queimados Warriors, certamente tentarão nos surpreender nessa revanche. Nossa expectativa era de que seria um grande jogo, uma vez que ambas as equipes almejavam chegar nas final da competição e, principalmente, levantar o troféu de campeão da Copa Baixada. Essa expectativa continua a mesma.”

A partida entre Queimados Warriors e Team Space estava prevista para dia 15/03/2020, mas foi suspensa devido a Covid-19 e acontecerá assim que o cenário de pandemia do país se resolver.

Playoffs da Copa Baixada 2019: veja as expectativas pra The Brothers Vs. Team Space após pandemia

Com a pandemia do Novo Coronavírus, a Copa Baixada 2019, promovida pela Liga Super Basketball (LSB) está suspensa desde 13/03/2020. O campeonato, que já possuía os confrontos da semifinal definidos, teria entrado nos playoffs e terminado em março desse ano. Como resultado disso, teremos o segundo confronto entre o time Team Space e o The Brothers Basketball a partir do momento em que tudo estiver normalizado.

Diante desse cenário, a LSB resolveu falar sobre o futuro confronto e fazer uma retrospectiva da trajetória de cada time na competição, destacando os dados mais importantes.

Estatística dos times na Copa Baixada 2019

Até o momento, Team Space estreou a temporada ganhando todos os 9 jogos que competiu, enquanto The Brothers Basketball ganhou 6 do mesmo total. O time invicto conta com Gabriel Victor, jogador com a maior média de pontos do campeonato, além de Moisés Diorginis, o terceiro jogador com o maior número de pontos da Copa Baixada 2019, totalizando 119 em 9 partidas.

Do outro lado, The Brothers conta com Daniel Maciel, jogador com a maior eficiência do time (87.0) e que totalizou 100 pontos no campeonato até então. Também conta com Igor Apolinário, que possui a maior média de roubo de bolas da competição.

Daniel Maciel, ala do The Brothers Basketball e jogador com a maior eficiência do time

Além disso, os times já se enfrentaram nas rodadas anteriores do campeonato e o time invicto venceu o confronto com 73 pontos contra 62 da equipe adversária. Mesmo com a vitória, o técnico do Team Space, Bruno, definiu a partida como atípica, devido ao time ter jogado com 7 jogadores a menos após penalidades. O jogo foi marcado por um placar pouco aberto na maior parte do tempo, onde o time The Brothers conseguiu diminuir a diferença e assumir certa vantagem durante o segundo período, mesmo assim, o cronômetro finalizou com o Team Space 11 pontos na frente do adversário.

E agora?

Questionado sobre o favoritismo da equipe, Bruno Space, técnico do Team Space, afirmou que apesar de favorito a vitória, um ponto preocupante é a falta de treinos coletivos, que colocam os times no mesmo nível.

“A gente se considera sim favorito, mas com muito pé no chão, principalmente depois dessa pandemia. Todo mundo vai estar igual, pois ninguém está treinando o coletivo e o entrosamento vai cair bastante. Isso pode prejudicar até mesmo o time favorito.”, detalhou.

Além disso, Space comentou que o time vem treinando da maneira possível para evitar surpresas.

“A gente tem treinado cada um na sua casa, mas a falta de entrosamento talvez seja a maior surpresa que teremos. Não só a gente, uma vez que são 3 meses parados. De qualquer forma, estudamos nossos adversários para que eles não nos surpreendam com nada. Vamos buscar o máximo fazer um excelente jogo e corrigir os erros do último confronto.“, afirmou Bruno.

Ao falar do futuro jogo, Bruno acrescentou que o time fez uma boa campanha, está focado a chegar bem na semifinal e conquistar mais um título.

Elenco do Team Space 2020

Sérgio Jesus, técnico da equipe adversária também confirmou o favoritismo do Team Space não só ao confronto, mas a vencer o campeonato. Entretanto, afirmou que acredita em seu time.

“Acredito que a minha equipe tenha condições de vencer a equipe do Space, mas os considero favoritos sim. Meu time é experiente, a maioria joga há bastante tempo juntos e sei que os atletas têm um potencial e podem ganhar a partida.”, afirmou o técnico.

Além disso, Sérgio acrescentou que tudo pode acontecer dentro de quadra, parabenizou a equipe adversária pelo campeonato e desejou sorte a todos.

“Basquete é dentro de quadra, acho que podemos surpreendê-los sim, mas isso a gente vê na hora. Depende do temperamento do times, da mão dos jogadores, mas, espero vencer mesmo sabendo que não será fácil. A equipe deles está de parabéns, mas buscaremos nossa vitória e nossa classificação. Desejo sorte a eles e à minha equipe que vai lutar dentro de quadra do primeiro ao último minuto como sempre fazemos em todos os campeonatos que atuamos.”, contou Sérgio.

A partida entre Team Space e The Brothers Basketball estava prevista para dia 15/03/2020, entretanto, com a pandemia do Novo Coronavírus foi suspensa e acontecerá assim que tudo se normalizar.

Dia de TBT: a trajetória espetacular da Sodiê Doces/LSB RJ e a preparação para as próximas conquistas

Em 2019, a Liga Super Basketball (LSB) que promove campeonatos de basquete feminino e masculino pelo Rio de Janeiro, resolveu criar uma equipe feminina: Sodiê Doces/LSB RJ. Reunindo atletas de diferentes times, a ideia era disputar a Liga de Basquete Feminino (LBF), um campeonato nacional, representando o Rio de Janeiro. Desde então, a equipe vem crescendo e buscando cada vez mais conquistas.

Campeonatos e títulos

O time formado por atletas sem experiência em torneios profissionais adultos, estreou na LBF e surpreendeu a todos conquistando 3 vitórias no campeonato nacional. Além disso, a equipe feminina fez o Rio de Janeiro voltar a competição após mais de 8 anos sem ser representado e finalizou em 9° lugar.

Sodiê Doces/LSB RJ comemorando a vitória após disputa da Liga de Basquete Feminino 2019.

No mesmo ano, as atletas da Sodiê Doces/LSB RJ Thainá Andrade, Mayara Crystina, Joyce Pinheiro e Rayane Sant’Anna disputaram o Campeonato Brasileiro de 3×3 na categoria sub-23 feminino e conquistaram o primeiro lugar. Thainá, cestinha do torneio, foi convocada para a seleção brasileira de 3×3 sub-23 feminina, onde disputou até mesmo no Catar.

Após representar o estado carioca na liga nacional, o time herdou a vaga e ganhou o direito de representar o Brasil na II Liga Sul-Americana de Clubes de Basquete Feminino 2020. O campeonato ocorreria no Chile e teria início em Abril deste ano. Entretanto, com o cenário mundial de pandemia devido ao Novo Coronavírus, a Liga foi suspensa, a princípio, para 2021.

Ainda em 2020, o time com novas contratações promissoras, seguiria representando o Rio de Janeiro na Liga de Basquete Feminino 2020, que se iniciou em março desse ano, porém o campeonato está suspenso desde 13/03/2020 devido a Covid-19 e ainda não se sabe se voltará a ocorrer este ano.

Além disso, um outro título, que não poderia ficar de fora, é o mascote da equipe Locão James, eleito melhor mascote do Brasil em 2019.

O mascote Locão James e seu título de melhor mascote do Brasil de 2019

Em busca de novas conquistas

Sem a confirmação da ocorrência dos campeonatos, o time vem se preparando mesmo de dentro de suas casas para a possibilidade de representar o Brasil na II Liga Sul-Americana de Clubes e de representar o Rio de Janeiro na LBF 2020 quando a pandemia acabar. Raphael Zaremba, técnico da equipe, contou que a comissão vem fazendo o possível, mas que o planejamento é um ponto prejudicado diante das incertezas.

“A gente está, dentro do nosso alcance, se mantendo em atividade e mantendo as meninas o mais preparadas possível para jogar na hora que essa situação se resolver. A gente só não sabe quando vai ser isso, o que dificulta bastante o planejamento.”, declarou o professor.

Comissão técnica 2020 da Sodiê Doces/LSB RJ

Além disso, Raphael detalhou como está sendo feito o trabalho adaptado na parte física, psicológica, técnica e tática da comissão.

“A gente tem a Júlia Crespo que é a psicóloga da equipe e está mantendo reuniões semanais com as atletas. Temos o Bruno Space que é o assistente técnico e está dando treinos técnicos por chamadas de vídeos sobre a parte com bola como dribles, manuseio e etc. Além disso, temos o preparador físico Fábio Passos que vem fazendo o acompanhamento com treinos individuais e coletivos para fazerem em casa, além de alguns por chamadas de vídeo. E tem eu que fico encarregado de pesquisar vídeos e mandar para as meninas estudarem alguns conceitos. Enquanto comissão técnica estamos trabalhando cada um numa frente.”, contou o técnico da equipe.

Diante de um momento tão delicado, as atletas vem se mantendo com o apoio da comissão técnica, que está fazendo um trabalho impecável visando mantê-las não só física, mas também psicologicamente preparadas. Assim, quando tudo isso passar, a equipe busca realizar cada vez mais conquistas, assim como já vem realizando ao longo do último ano.

As atletas, a comissão técnica e o mascote Locão James da equipe Sodiê Doces/LSB RJ.

A Sodiê Doces/LSB RJ é uma equipe feminina de basquetebol fundada pela Liga Super Basketball que conta com os patrocínios da Sodiê Doces e da WA Sports.